Utilizando o telescópio Spitzer, a agência espacial americana, a NASA, conseguiu captar a luz de dois planetas que orbitam fora do Sistema Solar pela primeira vez na história. Dizem os estudiosos, que o Spitzer oferece uma poderosa ferramenta para aprendermos sobre as temperaturas, atmosferas e órbitas de planetas que estão a centenas de anos-luz de distância da Terra e que detecta quando eles passam em frente a uma estrela, fazendo-a "piscar".
Chama-me a atenção o
uso do termo “Estrela” ou “Estrelão”, por pessoas que se diferenciam dos outros
por julgarem ser detentoras de “luz própria”... No entanto, podemos também aprender
que os planetas não têm o famoso “brilho próprio”, contudo, os antigos gregos
denominaram de Planeta ou Planētēs –
que significa Errante em grego – os
astros que se moviam por entre os Astêr
que eram astros fixos ou “Estáticos”, termo grego que traduzimos como Estrela.
Em resumo, as Estrelas estão sempre paradas e os Planetas estão sempre se
movimentando...
Certa vez se assentou
ao meu lado numa viagem de avião uma senhora que estava há trinta e sete anos
sem ver seus parentes, e nunca tinha viajado de avião. Em um determinado
momento da viagem, à noite, quando estávamos sobrevoando o espaço aéreo de São
Paulo, ela olhou para baixo e disse algo que tocou minha alma com uma sabedoria
e simplicidade singular. Ela declarou: “Quando estamos lá em baixo olhamos as
estrelas no céu, mas quando estamos aqui em cima olhamos as estrelas no
chão...”. Referindo-se ao cintilar das luzes da cidade em meio à escuridão da
noite...
De fato, podemos ser “Estrelas”
ou “Planetas” durante nossa vida. É uma questão de escolha de postura de
vida... A maioria das pessoas quer ser “Estrelas”, ter o “brilho próprio”, independente
se isso dura um tempo meteórico ou não... Tempo esse que se encerra muitas
vezes com o ostracismo. Hoje, ser uma Celebridade, um “Estrelão”, ter um nome
“de Peso”, deter um “nome famoso” é o que importa numa sociedade que consome,
entre outras coisas, a imagem. Essas “Estrelas” aparecem inicialmente como
resolutivas, dinâmicas, simbólicas, mas muitos esquecem que elas estarão sempre
estáticas e não produzirão nada além
de si e para si... Resumem-se a preocupação de brilharem solitárias. As
Estrelas são amigas do interesse pessoal e estão longe da solução dos grandes
problemas, pois só solucionam problemas de sua vida... São quentes por fora e
frios por dentro, como mostra o fenômeno da “Coroa Solar”, que afirma que a
superfície do nosso Sol é mais quente que seu interior...
Entretanto, somos
vocacionados a ser Errantes,
caminhantes, peregrinos, construtores em nossa jornada. No planeta existe vida
e na estrela não. No planeta o calor está no seu interior e a vida na sua face.
O planeta se preocupa em sustentar a luz da vida e caminhar por entre as
estações, a estrela só com seu brilho... Alguém já disse que “ser um sucesso é
produzir o sucesso do outro”. Eu digo que ser um sucesso é ser planeta! Basta
estender o que você pode fazer com o que você é...
Diante daquela afirmação
“aéreo-noturna” sobre a capital paulista fiquei a me perguntar: Quantos “planetas”
estão dando lugar às “estrelas” entre nós? Talvez o interesse por ser estático
responda isso...
Eu sei que escolhi
ser Planeta faz tempo, e você?

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