Por vezes nos esquecemos de reconhecer a
maravilha da criação, e como conseqüência disso, da maravilha de recebemos o dom
da Vida. Podemos ver, por exemplo, a singularidade e a beleza da gestação no
caminho da vida de todo ser humano. Pois, é tempo obrigatório da vida. É etapa
vivida e não conscientemente lembrada de um lugar chamado útero materno.
Algumas gestações
impressionaram o mundo. Uma delas foi o caso incrível da jovem mãe de 23 anos,
Hannah Kersey, da cidade britânica de Northam, que teve as gêmeas univitelinas
Ruby e Tilly, nascidas num mesmo útero, e a outra, Grace, nascida num outro. Ou
seja, Hannah pode ter sido a primeira mulher com dois úteros a dar à luz
trigêmeos. Antes, mulheres com dois úteros tiveram bebês de úteros diferentes,
mas nunca gêmeos em um e um único bebê em outro. Considerando ainda, que a
chance de trigêmeos nascerem de dois úteros é de cerca de uma em 25 milhões, e que
há apenas 70 casos no mundo inteiro de mulheres que ficaram grávidas em dois
úteros. No futuro, Ruby, Tilly e Grace poderão falar algo a respeito do momento
mais fantástico partilhado em suas vidas, mas certamente reconhecerão que esse
foi vivido durante suas gestações...
Também,
não menos impressionante, foi o caso de Amillia Taylor, Uma menina considerada o bebê que menos tempo
ficou no útero de sua mãe. Quando nasceu, em 24 de outubro de 2006,
Amália tinha menos de 22 semanas de gestação e pesava apenas 284 gramas . Segundo
relatos sobre nascimentos prematuros, não se conhecia históricos de bebês com
um período de gestação de menos de 23 semanas que tivessem sobrevivido. Os pais
da menina e os médicos que a trataram, consideraram que sua sobrevivência foi
um milagre. A determinação da menina em viver foi inspiradora aos seus pais,
que resolveram chamá-la Amillia, que
em Latim significa lutadora.
O
útero que gerou Amália foi o suficiente, foi o breve, foi o importante e
primeiro lugar de vida na sua vida. Esse marcará um tempo singular no caminho
da vida dessa menina lutadora...
Nesses
dias de pós-modernidade somos convidados de uma forma comunitária e pessoal a
permanecer na espiritualidade do “útero divino”. O útero, por vezes, pode
parecer um lugar deserto, solitário e escuro... Mas o útero é lugar de
nutrição, de preparo e de expectativa. Para nossa vida pessoal pode ser tudo
que precisamos para perceber a luz de algo novo e abençoado pelo qual estamos
por ventura esperando.
Não
importa onde você está, pode ser o tempo de preparo. O que importa é reconhecer
que para desfrutarmos da oportunidade de algo novo em nossa vida, devemos nos
preparar! Importa-nos reconhecer que existe um “tempo de útero” para todas as
coisas; para tudo que virá em nossa vida. A pergunta é: Nós estamos
aproveitando a oportunidade do “útero de Deus”...?
Preparemo-nos
no calor da esperança “uterina”, pois podemos estar diante das dores do
parto... “Eis que tudo novo se fará...”!

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