De acordo com pesquisadores e sociólogos
americanos, entre 1943 e 1960, a Geração “Baby Boomers”, do pós-guerra, surge
com os jovens apaixonados pelo idealismo. Conservadores, não gostavam de
inovações e de não planejarem o futuro. Buscaram seguir um “passo a passo” para
alcançá-lo. São carreiristas, de pouca abertura e não gostam muito do “novo”...
Carregam suas verdades como imutáveis e preferem qualidade a quantidade...
Foram os Baby Boomers que saíram para as ruas
nos protestos de 1968 em todo o mundo, em grande parte realizados por
estudantes e trabalhadores. Enquanto a oposição à Guerra do Vietnã dominava os
protestos (pelo menos nos Estados Unidos), também se protestava por liberdades
civis, contra o racismo, a favor do feminismo, e contra armas nucleares e
biológicas no mundo. No Brasil, a “Passeata dos Cem Mil” foi uma manifestação dos
“Boomers” de protesto contra a Ditadura Militar no Brasil, ocorrida em 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro,
organizada pelo movimento estudantil e que contou com a participação de
artistas, intelectuais e outros setores da sociedade brasileira. Sua marca
estética nas manifestações era a unidade das ideias de todos representada nos
“braços dados” de quem marchava nas ruas... Identidade essa que perdurou até o
“Diretas Já” em 83 e 84.
Depois vieram os da Geração X, nascidos entre
1965 e 1980, que apresentam uma busca pela individualidade sem a perda da
convivência em grupo. Têm facilidade de conviver com as diferenças, já que são
de uma geração de “pais separados”... Uma aparente maturidade na escolha de ideias
de qualidade e inovadoras. Dão maior valor a indivíduos do sexo oposto e buscam
racionalmente seus direitos. Gostam de liderar e de trabalhar em grupo em prol
de um objetivo comum. Respeitam hierarquias, mas não aceitam o conformismo com
o antigo e ultrapassado.
Hoje, a condução das manifestações públicas está
nas mãos da Geração Y, que são os nascidos entre 1980 e 1990. Os Y’s estão
sempre conectados virtualmente. Diferentes dos X’s não se unem prontamente em
torno de um objetivo comum, pois são muito individualistas nas articulações
sociais, mesmo sendo grandes articuladores em redes sociais...
São extremamente impacientes com reuniões e
encontros de longa duração, pois procuram informação fácil e imediata. Têm
atenção seletiva e estão sempre em busca de novas tecnologias. Não se
misturam... Preferem computadores a livros, e-mails a cartas, compartilham
virtualmente tudo o que é seu: identidade, dados, fotos, hábitos. Assim,
escondem atrás de uma mascara virtual; um Fake;
um Avatar; uma “Mascara”... que não permite que eles revelem quem realmente são
numa relação social...
A Rua hoje é deles. Essa geração não marcha por
uma pauta comum, não consegue apresentar lideranças claras e relevantes, não se
manifestam de braços dados, não estão em consenso com a forma de manifestar
suas opiniões. Impacientes, não negociam, e máscaras cobrem seus rostos. A
marca estética dessas manifestações tem sido a Máscara. As máscaras que escondem
quem realmente são... Aliás, a máscara usada pelo personagem revolucionário
anarquista “V de Vingança” é a mais usada em manifestações pelo país e também
virou fenômeno de vendas nos últimos dias...
As manifestações populares emblematicamente são
conduzidas pela geração que está em evidência em seu papel social, e que leva a
chamada “classe média” para as ruas. Quer saber o que ainda pode acontecer?
Observe a Geração Y...

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