Ninguém gosta de ouvir que seu trabalho não foi
satisfatório, ou pior, que se cometeu uma falha imperdoável... Assim
reconhecemos a importância da habilidade de dar um “retorno” do ocorrido como
uma das ferramentas mais importantes na relação humana e na arte de lidar com
pessoas. Esse é o famoso “Feedback”.
Nossa “resposta” pode ser vista como uma
crítica, que pode ser sempre positiva ou negativa. Mas qual a diferença?
Bem, popularmente é dito que a “crítica
construtiva” é quando você a dá, já a crítica negativa é quando você a
recebe... Todos nós temos diversas maneiras de avaliar se é uma critica “construtiva”
ou “destrutiva”. A diferença consiste em que a crítica construtiva foca na
solução, ao contrário da destrutiva, que somente foca o problema. A intenção da
crítica construtiva é para que essa se reconheça como corretora de certo procedimento,
ou como motivação para que a ação não se suceda de novo. A outra é aquela que
vem carregada de mediocridade...
Podemos considerar então que esta ação, dita
“critica do bem”, ajuda as pessoas a reconhecer o efeito negativo de seu comportamento
e indica que esse poderia mudá-lo. Será?
Bem, não acredito. Uma crítica sempre será
crítica, e isso é uma verdade degustavel. Talvez, a tentativa de criticar
positivamente não seja capaz de fugir da ideia de modelar os outros diante
daquilo que achamos o “apropriado” ou o “melhor”. Poderemos sempre correr o
risco de ao estarmos diante daquilo que não aceitamos, abraçarmos a tentativa
de modelar pretensiosamente o outro, ou a situação. Quem nunca ouviu a frase:
Deixe-me fazer uma crítica construtiva?
Mas será que existe “crítica construtiva”?
Já disse um pensador de nossos dias: “O segredo
para viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada um segundo a
sua individualidade”. Socialmente, temos a necessidade de entender os grupos e
as relações das quais participamos. Temos que, no mínimo, admitir a existência
da diversidade.
Diz o ditado que, “em Roma como os romanos”,
pois sempre seremos observados e observadores em alguma situação. Porém, não
vejo diferença, o critico sempre será um crítico, mesmo que seja o “positivo”
ou o “negativo”. A verdade é que a critica é um instrumento de intolerância,
uma arma disparada contra quem não quer relação, mas deseja trincheira. Assim,
aquele que é criticado também se entrincheira... E nada mais acontece. As
pessoas são peculiares, e apesar de reconhecerem que cometem erros, ainda assim
não se agradam que lhes digam o mal que fizeram...
Logo se “crítica construtiva” também é crítica, o
que podemos fazer diante da dificuldade do outro? Podemos sugerir!
A sugestão sempre é bem vinda, e é fruto da
tolerância e do amor. Aprendamos a Sugerir!
O maior problema que podemos encontrar diante
deste desafio é acharmos que seremos fracos e ilegais se não criticarmos, pois
quase todo mundo se acha forte e livre na hora da crítica.
Assim, lembro-me do Apóstolo Paulo que diz que é
possível se fazer fraco para com os fracos, sob a lei para com os que estão
debaixo dela, escravo para com os que são escravizados e de tudo para com
todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns... Pensemos nisso!
Participe da dificuldade e ofereça ajuda. Sugira!
Isso não é sinal de franqueza. Se não soubermos parar de criticar, pelo menos
aprendamos a sugerir mais! Afinal, podemos transformar nossa realidade com a
habilidade do amor.
Fica a sugestão!

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