Gostaria de relembrar uma questão “Bonapartiana”
que há alguns anos escrevi neste meu espaço do Jornal A Razão. Questão essa que
penso estar muito oportuna para dias de Mudanças. (com ”M” maiúsculo). Sim,
Mudanças, porque como disse o poeta “o tempo não para”... Na oportunidade da
Mudança, ou você Muda, ou Mudam com você...
Essa relembrança não passa de uma receita
estratégica de Napoleão diante desses momentos. Afinal, “a estratégia é a
ciência do tempo e do espaço”. E certamente, deveríamos ser mais avaros com o
espaço que com o tempo. O espaço, podemos ganhá-lo novamente. O tempo perdido,
jamais.
Em ocasiões que o espaço é curto e o tempo é
ínfimo podemos afirmar que para planejamos estrategicamente a mudança devemos
considerar a economia de nosso exército no tempo de guerra. Para tanto, devemos
considerar as ideias de Bonaparte para com sua armada.
Lembrei então que Napoleão usava de algo
singular para escolher aqueles que iriam ajudá-lo em suas conquistas, e como
ele fazia para selecionar os mais relevantes parceiros na realização dos
objetivos.
Napoleão sempre selecionava, segundo seus
critérios, os integrantes para seu exército em quatro possíveis perfis para
ocupar os espaços da realização. Eram eles: Os Sem Conhecimento e Sem Iniciativa, Sem Conhecimento e Com Iniciativa, Com
Conhecimento e Com Iniciativa e Com Conhecimento e Sem Iniciativa.
O grupo dos Com conhecimento e Sem iniciativa eram colocados como oficiais.
Esses, se bem conduzidos e liderados formariam bons realizadores das tarefas
mais difíceis. São grandes parceiros em nossa vida e na gestão. Seguem as
regras, e se bem motivados pelo exemplo do líder conquistam novos terrenos...
Outro grupo era os Com Conhecimento e Com Iniciativa. Esses eram colocados fora da frente de batalha. Com uma visão do todo,
constituíam sua comunidade de estrategistas, que tinham liberdade de sugerir e
planejar as ações a executar. Esses eram os generais do Conquistador francês.
O maior grupo constituído era os Sem Conhecimento e Sem Iniciativa. Eles
eram os soldados colocados na frente de batalha (chamados “buchas de canhão”).
São os que não fazem mal a ninguém e devem fazer parte da grande força coletiva
na batalha. Bem motivados e orientados adequadamente são ativos a cada
realização.
No entanto, havia um pessoal que Napoleão
odiava ao encontrar entre seus comandados. Eram os Sem Conhecimento e Com Iniciativa. Esses inicialmente não eram admitidos por nenhum preço em
suas hostes. E se o fossem, a esses ele caçava e expurgava assim que os
identificava. O Comandante francês acreditava que a falta de conhecimento com iniciativa pode causar um verdadeiro
estrago em qualquer exército e consequentemente nas suas realizações.
Decisões bem motivadas, mas que vêm da parte
de quem tem pouco, ou nenhum, conhecimento destroem a vida do grupo, dos
objetivos do comando, e das realizações futuras. Uma tropa inteira pode cair
numa emboscada se seu líder, muito motivado em ganhar a batalha, não conhecendo
o caminho pegar um atraente e desconhecido atalho que leve aos braços
inimigos...
Certamente podemos reconhecer o real motivo
de sermos os nossos próprios generais ou saber escolher os nossos muito bem.
Contudo, devemos olhar para o planejamento de nossas vidas e organizações
convictos de que quanto mais conhecimento tivermos junto as nossas iniciativas,
mais estaremos conquistando novas fronteiras.
Fica
então a pergunta em tempos de Mudança: Como está o teu Exército?

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