No
ano de 2012 um estudo feito por Evan Carr, pesquisador do departamento
de psicologia da University of California, em San Diego, concluiu que
imitar o outro é um comportamento social que cumpre um papel importante
no aprendizado, na compreensão e na comunicação entre duas pessoas. Carr
quis examinar como o “poder” e o “status” influenciam a imitação de
expressões faciais.
Nesse
estudo ele observou que o impulso de apresentar, retribuir ou não, um
sorriso de outra pessoa parece depender, em parte, de quão “poderosa”
uma pessoa se sente e também do status social da pessoa que sorriu
primeiro.
A
pesquisa indicou que indivíduos que se sentem “poderosos” reprimem seu
impulso de imitar o comportamento do outro, e sorrir de volta só se o
outro possui status elevado. Segundo os exames já existem aqueles que
não se sentem “poderosos”, e tendem a devolver os sorrisos de todos,
independentemente do status social de quem sorriu.
Na
oportunidade, avaliou-se outro comportamento também. Numa das pesquisas
os participantes assistiram a vídeos selecionados, enquanto a equipe
media as respostas de dois músculos em seus rostos: o Zigomático Maior
(o músculo do sorriso - que eleva os cantos da boca) e o Corrugador do
Supercílio (o músculo do franzido - que franze a testa). As medições
permitiram que a equipe avaliasse mudanças sutis nos músculos faciais
dos participantes, revelando que indivíduos que se sentiam “poderosos”
apresentaram pouco movimento no músculo do sorriso em resposta a vídeos
“felizes” mostrando pessoas de status alto. Já vídeos “felizes”
mostrando pessoas de status baixo ativaram, com muito mais frequência,
os músculos do sorriso desses participantes que se sentiam “poderosos”. O
padrão mudou em relação a pessoas que se sentiam pouco “poderosas”.
Nelas, o músculo do sorriso ficou ativo em resposta a vídeos “felizes”
mostrando pessoas de vários status sociais - ou seja, pessoas que se
sentiam pouco “poderosas” pareciam inclinadas a sorrir para todos.
Existe
uma diferença entre Auto-estima bem resolvida e Arrogância. Depois de
conhecer sobre essa pesquisa comecei a refletir sobre para quem, quando,
e aonde eu naturalmente ofereço meu sorriso... De fato, muita gente que
SE SENTE “poderosa” é arrogante, chata, pedante e não sorri muito para
nada e para ninguém... No entanto, iludidas, não têm poder nenhum, só a
distancia e a inimizade dos outros. Já os que não SE SENTEM “poderosos”
sorriem para todos. E isso nada tem relação com Baixa-estima. Esses têm a
simpatia da grande maioria, aproximam as pessoas, alegram ambientes,
desarmam os rancorosos e motivam os tristes.
Quero
considerar a afirmação de William Shakespeare que diz: “É mais fácil
obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”. Com isso
posso entender que quem tem Poder é quem sorri para todos. Mesmo que
eles não sintam isso. O Poder de transformar uma realidade difícil para
melhor é patrimônio de quem sorri gratuitamente para essa realidade.
Sorriso pode ser o começo de tudo...
Os
“Pobres de Espírito” a quem Jesus chama de “Bem-Aventurados” ou
“Felizes”, certamente são as pessoas que não se sentem poderosas, mas
sorriem para todos. (Mateus 5:3).
E o teu sorriso, como você oferece?
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