Em tempos de contagem regressiva para o “Fim
do Mundo”, lembrei que os gregos antigos tinham Três palavras para localizar o
tempo: Eon, Chronos e Kairós.
Enquanto Eon representava o tempo
cíclico espiral e das contradições que se repetem a cada ciclo, e Chronos refere-se ao tempo cronológico,
ou sequencial, que pode ser medido, o Kairós
refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece,
em Teologia, é chamado "o tempo de Deus".. Ou seja, o Kairós é o lugar perfeito.
Lembrando de perfeição, lembrei do Salmo 133,
e lembrei também que, o que é perfeito tem que ser Kairós, pois se não é oportuno de nada serve para o lugar que você
ocupa agora. De fato, o Salmista Davi nos apresenta nessa poesia um recado
oportuno e especial para o ser humano do “Fim do Mundo”... Esse indivíduo que
está tão descentrado, dividido, dividindo, individualizando, mais egoísta, mais
egocêntrico e mais estressado... Davi nos alerta que podemos prejudicar as
bênçãos oportunas do Criador se não atentarmos para alguns perigos na
temporalidade da vida.
O primeiro alerta é que devemos atentar para a
tristeza que a divisão e a uniformidade promovem. Davi certamente estava se
referindo à união de irmãos quando celebrava a união de todas as tribos em seu
reinado em Israel. Para ele, era uma alegria ver a diversidade de cores, de
expressões culturais de cada tribo de Israel, da vocação de cada família, da
riqueza de cada tenda reunida para formar um caleidoscópio familiar que
celebrava o melhor que eles tinham: A benção do seu Deus. Infelizmente, hoje
temos um apelo para sermos “números” e deixamos de lado aquilo que podemos
partilhar na diferença e na diversidade. Em outras palavras, Unidade não é
uniformidade, e viver em união é uma condição de Benção Eterna. Você percebe
como isso é agradável?
O segundo alerta é que devemos abraçar a
sabedoria, antes de sermos cultos ou intelectuais. Há uma grande diferença
entre o Intelectual, o Culto e o Sábio. O Intelectual tem um grande
conhecimento, mas não compartilha esse com ninguém, guardando-o só para ele; o
homem Culto faz do seu grande conhecimento um instrumento de vaidade, e só o
expõe para seu proveito ou quando pode ser aplaudido por ele; já o homem Sábio
compartilha seu o conhecimento com o povo, para o povo e no meio do povo, pois
sabe que precisa do povo para construir a sua sabedoria... Davi nos canta a
pedra do valor de ser Sábio e Servo como aquele azeite em abundância que cura e
restaura o lugar onde se azeita...
Por fim, devemos atentar para o refrigério
necessário na alma do ser humano. Na geografia da Palestina, o monte Hermom,
que fica ao norte dessa região, permanece coberto de neve ano após ano, e
quando a brisa e os ventos fortes carregam para o sul o frescor do seu pesado
orvalho, esse, gelado, alcança até as regiões mais secas e áridas próximas do
monte Sião, atravessando assim o extenso deserto do Neguebe. Surge então a VIDA,
a partir do Hermom, pois esse estende seu refrigério e renovo até Sião.
Refrigera o que está seco!
Que diante desse “FIM” o Kairós prevaleça! E que você possa ouvir o poeta hebreu em seu
salmo 133 afirmando que no lugar perfeito “o SENHOR ordena a bênção e a vida
para sempre”.

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