Conta-se
que numa cidade canadense havia um torneio de lenhadores muito famoso em todo o
país. Afinal, os “Lumberjacks” (lenhadores canadenses) são conhecidos como os
homens mais fortes do mundo. Esse torneio consistia em cortar o máximo de
árvores durante um dia inteiro. Ao final do dia, um fiscal contava os troncos
cortados e determinava como “vencedor” aquele lenhador que tivesse o maior
número de troncos cortados...
Entretanto,
durante anos, um velho lenhador foi o Campeão. Ele tinha uma singular
metodologia de ação nas disputas. A cada hora de trabalho parava 15 minutos...
Vários adversários tentaram descobrir qual era o segredo de parar tantas vezes
durante o dia e, mesmo assim, ao final do torneio cortar mais árvores que todos
os outros.
Foi
então que um jornalista em uma entrevista conseguiu a resposta. Numa reportagem
perguntou ao campeão, já aposentado, qual o segredo do seu sucesso: “Como o
senhor, que parava tantas vezes de bater o machado nas árvores, conseguia
ganhar a disputa com quem batia o machado nas árvores incessantemente?”.
Respondeu ele: “É simples, meu filho... Eu parava para afiar o machado...”.
Parar
para afiar o machado é renovar-se... O tempo do renovo existe em toda a
natureza. E muitas vezes é preciso que haja uma situação difícil, para que a
natureza se recomponha e a vida se refaça. As chances da natureza se recompor
são inesgotáveis! O ser humano também é parte dessa mesma natureza. Precisamos
de renovação de ânimo, de energias, de objetivos, de metas e de futuro...
Possivelmente o novo nunca mais será como antes.
Deus
nos chama para o renovo quando nos convida para nos voltarmos para ele. Seus
braços estão sempre estendidos nos aguardando, seus ouvidos sempre prontos a
nos ouvir. Sem dúvida as maiores conquistas espirituais acontecem quando nos
vemos lá no fundo do poço, e assim deixamos que o Senhor nos tire de lá e nos
coloque firmados sobre uma rocha.
Recentemente
parei de escrever nesta minha coluna por um pequeno espaço de tempo, e muitos
perguntaram o porquê. Nunca contei o meu segredo, mas que agora revelo aos que sempre
me acompanharam: Eu parei para “afiar o machado”...
Renovação!
Essa é uma lição que deixo aos amigos que se esquecem de que o fio do machado
também fica cego, e que precisamos parar para afiar a ferramenta humana em
busca da Excelência.
Como
disse certa vez Abraham Lincoln: "Se eu tivesse oito horas para derrubar
uma árvore, passaria seis afiando meu machado".

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