O
físico e filósofo austríaco Fritjof Capra apresenta a Sustentabilidade como uma
consequência de um complexo padrão de organização que apresenta cinco
características básicas: interdependência, reciclagem, parceria, flexibilidade
e diversidade. Em suma, retrata na pratica, a ação de garantir para as gerações
futuras aquilo que podemos deixar como legado positivo, vivo e perene no
planeta... Capra indica que, se estas características, encontradas em
ecossistemas, forem “aplicadas” às sociedades humanas, essas sociedades também
poderão alcançar a sustentabilidade.
O
físico define que jamais a civilização humana teve no âmbito do planeta, o
poder destruidor que a sociedade atual possui. Segundo suas afirmações, a
humanidade está num momento de definição histórica. Afirma ele: "Estamos
chegando a um momento decisivo como indivíduos, como sociedade e como
civilização." (...). "Quanto mais estudamos os principais problemas
de nossa época, mais somos levados a perceber que eles não podem ser entendidos
isoladamente, sendo problemas sistêmicos, interligados e
independentes...".
Entretanto,
já existe um floreio sobre a pratica sustentabilidade chamado de: “Maquiagem
verde”, ou “Greenwashing”, que está ganhando força no Brasil e no mundo. Por
exemplo, muitas empresas buscam “maquiar” embalagens e peças publicitárias para
passar a imagem de produtos que não agridem a natureza... Já existe até lei e
várias iniciativas de combate à esta prática.
Percebemos
então que estamos burlando a sustentabilidade pelo bem do nosso consumismo
imediatista... Hoje consumimos tudo... Alimentos, tempo, vaidade, ambientes,
relações, pessoas e etc. Não buscamos cultivar valores virtuosos e atuar na
permanência desses em nossa vida e na vida dos que estarão depois de nós...
Logo,
se o potencial da sustentabilidade está no potencial da cooperação humana, esse
potencial passa pela espiritualidade humana. Ora, se o mundo não vai melhorar
sozinho, nós também não... Ora, se o ser humano de hoje deve garantir o Planeta
para as próximas gerações, na Espiritualidade ele deve garantir Valores para as
mesmas gerações. Enfim, temos que ter uma espiritualidade sustentável também!
Daí
a necessidade urgente de um modelo de desenvolvimento que se firme numa
espiritualidade sustentável.
O
problema é que “maquiamos” nossa sustentabilidade espiritual também. Como disse
o Apóstolo Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como
menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as
coisas de menino... agora conheço em parte, mas então conhecerei como também
sou conhecido.”( I Co. 13:11-12).
Tem
muita gente querendo permanecer menino... Paulo está nos ensinando que o
conhecimento de Deus e a maturidade existencial são coisas que caminham de
forma paralela. À medida que a consciência vai sendo transformada pelo
conhecimento pessoal de Deus, deixa-se para trás as “coisas de menino”, ou
seja, as futilidades, vaidades e tolices próprias de quem ainda não chegou a
tornar-se adulto, e passa-se a consolidar outro tipo de comportamento.
Então
atentemos! As pessoas que possuem um “cultivo maduro e responsável a valores
universais” mais adensados, são justamente aquelas que, simultaneamente,
desenvolvem uma Espiritualidade Sustentável...

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