Observando a pirâmide de necessidade de
Maslow vemos uma seqüência hierárquica das necessidades humanas, que são:
necessidades fisiológicas (básicas); necessidades de segurança; necessidades
sociais; necessidades de estima; necessidades de auto-realização (sentido).
No topo da “Pirâmide de Maslow” está a
necessidade de sentido de vida, e como esse sentido pode ser o ponto no qual se
descobre a missão pessoal, e o verdadeiro sentido da existência de cada um.
Dizem que o ser humano é capaz de tolerar
tudo, só não a falta de sentido. A busca por um sentido existencial é uma
necessidade humana e faz parte da própria trajetória da humanidade. Contudo,
infelizmente para muitos, essa busca de sentido remete à questão de Deus.
A Espiritualidade, a qual a teologia vê como
uma capacidade humana de ver sentido no que há dentro e fora da vida humana,
está relacionada aos aspectos que correspondem ao fim último da existência.
Nela o ser humano se depara com o impasse de sua própria condição humana, que
é: a consciência de que o homem constrói suas relações levando em consideração
determinismo e liberdade, imanência e transcendência, finitude e infinitude.
Mesmo em uma sociedade mais desenvolvida
tecnologicamente e com a busca incansável por qualidade de vida, muitos ainda
não conseguem beijar a satisfação pessoal, pois não obtêm a resposta sobre o
vazio de sua existência, ou seja, seu sentido de vida mesmo tendo “tudo”...
A necessidade de superarmos as próprias
limitações é o que nos leva à busca de direção, de um “para onde” ou um fim
para o qual a vida se encaminha, que pode encontrar em Deus o fundamento desse
Sentido.
Entretanto, o que se vê é que, ser humano não
conhece ou reconhece Deus como fundamento último de sentido de sua existência,
então adota outros absolutos. É uma necessidade inerente de se encontrar algo
que dê sentido. O contrário disso é estar diante do desespero e do vazio
existencial.
É mister a capacidade de responder: Por que
estou aqui? Qual o sentido de minha vida? Por que eu existo?
Um pensador de nossos dias nos diz que “a
palavra bíblica para a questão do sentido é a mensagem da salvação. Estar
perdido significa ter perdido o sentido de sua própria existência”.
Há um mal-estar em relação à ausência de
sentido, porque há falta de referenciais que se manifesta negativamente na vida
social. O excesso de informação que marca a dinâmica da vida contemporânea
remete a uma mudança veloz de valores e uma busca de novos sentidos.
Hoje, passados cinqüenta anos da elaboração
de sua “pirâmide”, Abraham Maslow poderia inverter a sua hierarquia de
necessidades. Possivelmente, nada pode ser mais importante hoje para um ser
humano descentrado e fragmentado na pós-modernidade que a sua centralização.
Centralização essa que se resume em sua maior necessidade atual: A
Auto-realização; o Sentido de Vida; a Missão pessoal.
Assim, o sentido, que atualmente está
relacionado ao bem-estar e ao prazer levados à última conseqüência, faz com que
se estabeleça uma sociedade insatisfeita que só se realiza diante do consumo. A
questão é que bem-estar e prazer passam, e perdem sentido, mas a Missão pessoal
não... Qual é a sua, então?

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