terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"Zona de Satisfação"


Toda mudança é um processo que não é fácil de ser assumido, principalmente se essa tem desdobramentos públicos. A verdade é que a “Zona de Conforto” nos impede de  sermos mais corajosos em muitas ocasiões. Ninguém é educado para mudar... Assim, não estamos preparados para mudar. Existem cada vez menos pessoas com a chamada “atitude”. Por isso a nossa primeira ação é nos defender com a segurança da continuidade.
Outra verdade é que o novo nos assusta a todos. O medo do novo o maior amigo de nossas resistências, para tanto apreciamos muito as experiências passadas e temos medo do futuro incerto.
Em tempos onde as mudanças estão mais velozes a cada dia, os únicos que escapam na frente são aqueles que se antecipam às mudanças e mudam a partir de si mesmos. Isso deve obedecer um processo que alguns apontam em três etapas: o abandonar o passado, o organizar o presente e o valorizar das conquistas.
Quando falamos em abandonar o passado, não estamos defendendo a idéia de deixar o que se está fazendo e sim possivelmente fazê-lo de forma ou modo diferente. Examinar o passado custa caro e exige muito empenho de todos, principalmente daquelas pessoas que são mais habilidosas.
Para tanto, precisamos saber como abdicar e entender quando é possível fazer isso da melhor forma. O que só será possível se houver uma atitude organizada para tal. Um presente organizado facilita a conquista futura. A organização do presente nos deixa mais pró-ativos na vida. Se é hora de mudar, é necessário aperfeiçoar procedimentos e definir com clareza como atuar. Para abraçar o novo é fundamental criar as condições possíveis. No entanto, quando isso começar a acontecer, possivelmente surgirão problemas.
Ter lucidez para perceber os ventos da oportunidade (Obi Portus), e o valor das aquisições é fundamental. Valorizar as conquistas é dar graças e celebrar o hoje e consagrar para o futuro. Ficando sempre atento ao processo de construção do futuro, nos preparamos para a mudança.
Não obstante, dar um passo de cada vez e conhecer o nosso potencial, é mais importante do que ficar valorizando os problemas insurgentes. Um passo é o começo de tudo!
Podemos perguntar, então: O que é mais difícil em um processo de mudança? É dar o primeiro passo.
Temos que concordar que a decisão de abandonar o passado não pode ser feito de qualquer forma e sem constância. Por isso, para que a mudança aconteça, o ponto chave está em nós mesmos. Devemos encontrar a “Zona de Satisfação”!
Na verdade, somos “seres necessidade”... Somos seres insatisfeitos... Coisas de quem nos Criou; coisas que vou perguntar a Ele depois... Assim, mesmo tendo nas mãos o sucesso de hoje, nunca estaremos “confortavelmente” satisfeitos. A “Zona de Satisfação” é o lugar da satisfação pessoal e felicidade de cada um. Aonde ela está?
Descubra sua Missão, Pague o preço e Mude para melhor!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Bucho Furado COACH : Se Marinetti acertou, andemos a pé como Gonzaga......

Bucho Furado COACH : Se Marinetti acertou, andemos a pé como Gonzaga......: Galo Campina             A cada ano renovamos nossas forças, na esperança de que em um novo ano tudo será melhor e diferente. Contudo,...

Se Marinetti acertou, andemos a pé como Gonzaga...

Galo Campina

            A cada ano renovamos nossas forças, na esperança de que em um novo ano tudo será melhor e diferente. Contudo, todos somos vítimas da maneira como o ocidental encontrou para fatiar o tempo, colhendo-o em dias, meses, e anos. Essa ação nos torna caçadores ferozes do tempo, que não nos dá tempo... Perseguidores implacáveis de um dia que não tem 25, 26, 27 ou até 30 horas para fazermos tudo aquilo que planejamos para suas 24 horas.

Infelizmente, a "velocidade" tem cada dia mais nos tirado o tempo que nos resta para experimentarmos os cheiros, as formas e os sabores das coisas que lutamos tanto para conquistar rapidamente.

            Com a chegada do "moderno", a velocidade se tornou a protagonista da vida e do futuro de todo ser humano. No seu discurso, o belo e o adequado teriam que ser vividos e absorvidos com eficiência e rapidez...

            Foi em 1909 com a publicação do “Manifesto Futurista”, do poeta italiano Filippo Marinetti, anunciou que o ser humano fora convidado a rejeitar o moralismo e o passado, exaltar a violência, e propor um novo tipo de beleza, baseada na velocidade. Dizia Marinetti: "Declaramos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um carro de corrida com a carroçaria enfeitada por grandes tubos de escape como serpentes de respiração explosiva… um carro tonitruante que parece correr entre a metralha é mais belo do que a Vitória de Samotrácia".

            O “Futurismo” se traduziu como uma influência contundente na mentalidade "moderna" para o século XX, que produziu uma estética do consumo nas artes e na comunicação moderna. O arquiteto Antonio Sant'Elia, ligado ao movimento futurista, parecia prever em seus desenhos o ritmo frio e árido das relações humanas nas grandes cidades e a desumanização dos mega centros.

            Hoje, se nosso computador não for "veloz", nos estressamos; se nosso carro não for rápido, nos aborrecemos; se nossa conversa não for breve, nos chateamos; se nossa resposta não for instantânea, estressamos, aborrecemos e chateamos os outros... Até, se o nosso prazer não for rápido, ficamos nervosos... O mais irônico é que, com toda essa rapidez, e com tempo que ganhamos, o qual deveria nos sobrar, ainda ficamos com a sensação de que nos falta tempo... Queremos e “devemos” ser rápidos em tudo, mesmo assim não estamos satisfeitos com o que nos resta...

            Que beleza estranha apresentou Marinete e Sant'Elia...

            A verdade é que temos uma sensação que a vida esta passando, e que não estamos tendo tempo para viver. Os filhos crescem e não vemos, os pais envelhecem e não honramos, as amizades vão e não nos despedimos, a vida passa e não vivemos... Podemos nos perguntar então: Quem abraçamos este ano? Quantas amizades fizemos? Quantos sorrisos ofertamos? Quanto tempo ganhamos para dar?

            Se você correu muito neste até aqui, é possível que não tenha feito nada disso...

            Quem corre muito não vê muita coisa. Não saboreia, não cheira, não toca...

            Pense bem... Você já viu o orvalho beijando a flor? Já ouviu o canto do "galo de campina"? Já molhou os pés no riacho durante uma caminhada?

Disse, diferentemente de Marinetti, o saudoso Luiz Gonzaga - o Rei do Baião, que para encontramos a beleza da vida devemos aprender a "andar"... Quando conhecemos o valor de “saber andar a pé” é que entendemos a vida e tudo que passamos nela.
Gonzaga nos convida a "desacelerar", na sua poesia intitulada "Estrada de Canindé":

 

"Ai, ai, que bom. Que bom, que bom que é / Uma estrada e uma cabocla / Com uma gente andando a pé.

Ai, ai, que bom / Que bom, que bom que é / Uma estrada e a lua branca / No sertão de Canindé.

Automóvel lá nem sabe se é homem ou se é mulhé / Quem é rico anda em burrico / Quem é pobre anda a pé.

Mas o pobre vê na estrada / O orvalho beijando as flô / Vê de perto o galo campina / Que quando canta muda de cor.

Vai moiando os pés no riacho / Que água fresca, nosso Senhor.

Vai olhando coisa a grané / Coisas qui, pra mó de vê / O cristão tem que andar a pé...".

 

Desacelere!!! Saboreie, cheire, respire, sorria, abrace, beije, ame, veja...
Tem coisas na vida que para se vê, você tem que “saber andar a pé”...
O que você tem visto?