quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Três Maldições da Liderança


Se você é um líder, o fracasso é algo que você não poderá evitar sempre. Por vezes, você vai tomar decisões erradas, porque você não conseguirá dimensionar a situação com precisão. Outras vezes você vai tomar as decisões certas, mas apenas para assistir as circunstâncias tirarem o seu controle e transformá-las em decisões erradas. Você vai contratar pessoas erradas, confiar em pessoas que se mostrarão não confiáveis, e vai até lançar programas que já estarão mortos em seu início...

Todas essas falhas de liderança são normais, mas podem ser superadas. No entanto, há tipos de falhas de liderança que são quase impossíveis de superar. Você deve evitar aquilo que chamo de: As Três Maldições da Liderança.

A primeira é a maldição da Presunção. Claro que existem muitos líderes com uma longa lista de falhas. Mas se você olhar de perto, você vai perceber que suas falhas iniciais eram pelo “alto grau de confiança”. Elas ocorreram em relativa obscuridade. Mas essas falhas, por vezes, acontecem sob o brilho dos holofotes do público a resposta das multidões é muito diferente do que se espera. Quando o líder acha que é o “cara” e que sabe tudo, beija essa maldição... Esse tipo de falha não irá prepará o líder para o futuro. Ele vai destruir o seu futuro. Esbanjar confiança e acreditar na alta credibilidade pode ser um erro fatal. O descrétito é cruel com o líder presunçoso.

A segunda é a Maldição do Exagero. Infelizmente, a maioria dos líderes parecem ser atraídos para o ato de exagerar. Eles querem começar as coisas com um “estrondo”. Eles querem resultados fantásticos urgentes. Assim, podem facilmente cair na armadilha do exagero.
As grandes multidões de seguidores e o entusiasmo não são algo para celebrar, se esses diminuirem rapidamente. Uma ideia grande e rápida, que desaparece rapidamente é um desastre. Isso significa que sua palavra na rua será: "Eu tentei, mas não era uma ideia muito boa...”. É muito melhor começar devagar, fazendo os ajustes necessários e criando uma dinâmica ao longo do tempo. Nunca se esqueça de que as pessoas não vão julgar sua organização, equipe, ou liderança pela forma como você começou tudo. Elas vão julgar você pela forma como você liderou ao longo do tempo.

Por fim temos a Maldição da “Ideia minuto a minuto”. Nós todos conhecemos líderes que não conseguem resistir a uma ideia nova. São os “caça inovação”. Alguns são viciados em Conferência e Workshops. Eles vêm com uma infinidade de idéias, tudo ao mesmo tempo. Esse tipo de atitude “Ideia minuto a minuto” pode ser inicialmente emocionante, especialmente quando há um líder carismático, pois esses têm uma habilidade inata para fazer toda idéia parecer a próxima grande ideia... Aparentemente, nunca há um traço de dúvida... Mas depois de um tempo, a maioria das pessoas entendem isso. Então, em vez de colaborar, elas fingem um acordo, mas não fazem nada. Elas aprenderam que "essa idéia também passará"... Assim, eles continuam fazendo o que estavam fazendo antes, enquanto os novatos que não perceberam isso ainda largam tudo para saltar na última onda... No final toda a energia foi usada e nada aconteceu...

Se você é um líder, saiba que não existe uma maneira eficaz de evitar o “fracasso”. Porém, também não existe uma maneira de ter sucesso sem tentar. Contudo, você pode tentar liderar sem cometer essas maldições contra a sua própria liderança. Pense nisso!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

“Disfunções” de uma Equipe


Há centenas de anos atrás, os escritos mais antigos já falavam de usar nossos dons e talentos em grupos.  Por outro lado, uma vez que uma equipe é feita de pessoas, você pode ter certeza que cada uma delas é suscetível à “disfunção”. 

São pelo menos cinco os desafios do líder em ajudar a equipe em fazer o seu melhor trabalho, superando “disfunções” mais comuns. O resultado é uma equipe que estará alinhada com os seus dons, boas decisões, grandes resultados, e o trabalhar conjunto.  Quais seriam os cinco desafios para uma equipe que não funciona tão bem?

A Ausência de Confiança - A confiança constitui a base para tudo o que acontece em uma equipe.  Curiosamente, porém, eu acho que as equipes devem assumir confiança ao invés de trabalhar na construção de confiança. Confiança leva tempo, mas ela não leva anos.  A confiança pode ser quebrada, mas também pode ser reparada.  A maioria do que tem sido escrito sobre a confiança centra-se no papel e na competência. São dois componentes-chave para ter a certeza da confiança. Assim, quando um líder admite suas fraquezas, ele está convidando outras pessoas para participar na liderança e preencher a lacuna do que ele não pode fazer. Ninguém pode fazer tudo, e este tipo de “vulnerabilidade” permite a todos em uma equipe a oportunidade de contribuir de maneira significativa.

Os Conflitos – É importante envolver-se em conflitos de uma forma aberta e honesta. Alguns líderes afirmam que "O conflito é o único caminho para a intimidade". Essa afirmação surpreendente tem enormes implicações para as equipes. Evitar conflito praticamente garante que a equipe não terá relacionamentos profundos, e que não será capaz de tomar as melhores decisões para a organização. Quando as equipes não se envolvem de forma saudável, apaixonada, em torno das questões mais importantes, elas injetam mais política na organização e tomam decisões medíocres que irão fornecer resultados medíocres.

A Incapacidade para assumir um Compromisso - Equipes saudáveis devem saber quando é hora de fazer um compromisso, e elas fazem isso. Não há decisões perfeitas, mas há boas e grandes decisões. No final de uma quantidade adequada de debate, chega-se ao tempo para decidir e para plantar a bandeira. Grandes líderes devem ajudar suas equipes calibrar a importância e o ter o tempo necessário para tal e, em seguida, mover as discussões para esse compromisso.

A Previsão das Responsabilidades - Responsabilizar as pessoas é um trabalho árduo, e geralmente não é divertido. Grandes equipes chegam ao ponto onde de seus membros se responsabilizarem mutuamente. Saber claramente o que fazer é fundamental. Deixar de viver de acordo com o compromisso de dar de conta das responsabilidades é uma grande perda de tempo no processo de conclusão da missão.

A Desatenção aos Resultados - Grande parte da liderança está colocada sobre o gerenciamento de tensões, e isso é um grande problema. Líderes são apaixonados por resultados, pois os resultados afetam as pessoas e suas crenas. Às vezes, os resultados são pessoas. Então, deve-se sempre questionar: O que poderíamos ter feito de diferente? O que podemos aprender com isso? Pois virão as decisões futuras. Pense nisso!

Como líderes, é muito bom ver claramente quais as “disfunções” que podem inviabilizar sua equipe e assim colocar os  melhores esforços para superá-las. Fica a dica!

Os 4 C's da Estratégia


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Três Segredos na Decisão



Alguém certa vez perguntou a um executivo: Você toma boas decisões, qual é o seu segredo? Ele respondeu: "Primeiro, eu decido se eu tiver uma escolha, se não, eu não perco meu tempo decidindo”. Isso nos faz pensar que não precisamos ficar remoendo algo que não pode ser mudado. Quando realmente se tem uma tomada de decisão difícil na liderança, se pode confiar em perguntas úteis que gostaria de provocar para sua reflexão. Talvez, os três segredos na Tomada de Decisão.

A primeira delas é: Quais são as opções? Assim, como um médico com larga expêriencia em diagnosticar a maioria dos sintomas, devemos nos especializar em ver o que não é óbvio... Da mesma forma, aqueles que conhecem a maioria das opções por ver o que não é óbvio podem tomar a melhor decisão. Conta-se que Robert McNamara, ex-presidente da Ford Motor Company, perguntou certa vez um executivo que lhe trouxe uma decisão: O que fez você decidir por não fazer? Ele queria saber se o executivo tinha pensado em mais de uma possibilidade. O segredo no desenvolvimento das opções está em considerar ideias desde o início. Se esperarmos até o último minuto para considerar as opções, poderemos não ter tempo para decidir. Para tanto, aumentando as opções aumentarão nossa chance de acerto.

A Segunda pergunda é: A decisão é mutuamente benéfica?

O dono da terceira maior empresa de vestuário do mundo, que adquiriu várias empresas construiu uma grande corporação, disse certa vez: "Não se conduz uma dificil negociação para que a outra pessoa se torne um perdedor". Isso cria uma fenda no relacionamento e gera retaliação. Roger Hull, que foi presidente da Mutual de Nova York, disse certa vez: "Eu vivi tempo suficiente para que as pessoas as quais eu demiti voltassem para me agradecer pela sua rescisão...”. A Universidade de Harvard encomendou um estudo com CEOs que tinham mais de trinta anos de sucesso. Um traço comum entre eles: o Altruísmo. Essa atitude faz com que as decisões sejam mutuamente benéficas e acertivas.

Por último perguntar: Qual é o risco? Todo risco deve ser calculado. Este princípio de cálculo dos riscos é visto no versículo bíblico: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Outro verso pode ser: “O que dará o homem em recompensa da sua alma”?". Afinal, os benefícios do ganho temporário seriam compensados ​​pela perda permanente? Para avaliar com precisão o risco, devemos saber quando é o Bastante... Certa vez um homem de 27 anos que tinha um patrimônio no valor de 3,5 milhões de dólares passou para um negócio que prometia converter seu patrimônio líquido em 25 milhões. Ele pediu um conselho sobre a negociação a um especialista em decisões de risco. O consultor disse: "O que 25 milhões de dólares pode fazer para sua família que 3,5 milhões dólares não pode? É muito arriscado... Você estará colocando em risco a sua esposa e a segurança das crianças. ".

Ele apostou e perdeu. Lutando contra a falência, ele e sua esposa ficaram carregados em dívidas durante os anos que deveriam ter desfrutado dos seus filhos ainda pequenos.

O dinheiro não é a única coisa que é preciso dizer o "Basta". Que tal prestígio, ambição, orgulho, poder?

Tem uma decisão a tomar? Decida!