sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Eis que tudo novo se fará...


Por vezes nos esquecemos de reconhecer a maravilha da criação, e como conseqüência disso, da maravilha de recebemos o dom da Vida. Podemos ver, por exemplo, a singularidade e a beleza da gestação no caminho da vida de todo ser humano. Pois, é tempo obrigatório da vida. É etapa vivida e não conscientemente lembrada de um lugar chamado útero materno.

Algumas gestações impressionaram o mundo. Uma delas foi o caso incrível da jovem mãe de 23 anos, Hannah Kersey, da cidade britânica de Northam, que teve as gêmeas univitelinas Ruby e Tilly, nascidas num mesmo útero, e a outra, Grace, nascida num outro. Ou seja, Hannah pode ter sido a primeira mulher com dois úteros a dar à luz trigêmeos. Antes, mulheres com dois úteros tiveram bebês de úteros diferentes, mas nunca gêmeos em um e um único bebê em outro. Considerando ainda, que a chance de trigêmeos nascerem de dois úteros é de cerca de uma em 25 milhões, e que há apenas 70 casos no mundo inteiro de mulheres que ficaram grávidas em dois úteros. No futuro, Ruby, Tilly e Grace poderão falar algo a respeito do momento mais fantástico partilhado em suas vidas, mas certamente reconhecerão que esse foi vivido durante suas gestações...

            Também, não menos impressionante, foi o caso de Amillia Taylor, Uma menina considerada o bebê que menos tempo ficou no útero de sua mãe. Quando nasceu, em 24 de outubro de 2006, Amália tinha menos de 22 semanas de gestação e pesava apenas 284 gramas. Segundo relatos sobre nascimentos prematuros, não se conhecia históricos de bebês com um período de gestação de menos de 23 semanas que tivessem sobrevivido. Os pais da menina e os médicos que a trataram, consideraram que sua sobrevivência foi um milagre. A determinação da menina em viver foi inspiradora aos seus pais, que resolveram chamá-la Amillia, que em Latim significa lutadora.

            O útero que gerou Amália foi o suficiente, foi o breve, foi o importante e primeiro lugar de vida na sua vida. Esse marcará um tempo singular no caminho da vida dessa menina lutadora...

            Nesses dias de pós-modernidade somos convidados de uma forma comunitária e pessoal a permanecer na espiritualidade do “útero divino”. O útero, por vezes, pode parecer um lugar deserto, solitário e escuro... Mas o útero é lugar de nutrição, de preparo e de expectativa. Para nossa vida pessoal pode ser tudo que precisamos para perceber a luz de algo novo e abençoado pelo qual estamos por ventura esperando.

            Não importa onde você está, pode ser o tempo de preparo. O que importa é reconhecer que para desfrutarmos da oportunidade de algo novo em nossa vida, devemos nos preparar! Importa-nos reconhecer que existe um “tempo de útero” para todas as coisas; para tudo que virá em nossa vida. A pergunta é: Nós estamos aproveitando a oportunidade do “útero de Deus”...?

            Preparemo-nos no calor da esperança “uterina”, pois podemos estar diante das dores do parto... “Eis que tudo novo se fará...”!