sexta-feira, 5 de abril de 2013

Como está o teu Exército?





Gostaria de relembrar uma questão “Bonapartiana” que há alguns anos escrevi neste meu espaço do Jornal A Razão. Questão essa que penso estar muito oportuna para dias de Mudanças. (com ”M” maiúsculo). Sim, Mudanças, porque como disse o poeta “o tempo não para”... Na oportunidade da Mudança, ou você Muda, ou Mudam com você...
Essa relembrança não passa de uma receita estratégica de Napoleão diante desses momentos. Afinal, “a estratégia é a ciência do tempo e do espaço”. E certamente, deveríamos ser mais avaros com o espaço que com o tempo. O espaço, podemos ganhá-lo novamente. O tempo perdido, jamais.
Em ocasiões que o espaço é curto e o tempo é ínfimo podemos afirmar que para planejamos estrategicamente a mudança devemos considerar a economia de nosso exército no tempo de guerra. Para tanto, devemos considerar as ideias de Bonaparte para com sua armada.
Lembrei então que Napoleão usava de algo singular para escolher aqueles que iriam ajudá-lo em suas conquistas, e como ele fazia para selecionar os mais relevantes parceiros na realização dos objetivos.
Napoleão sempre selecionava, segundo seus critérios, os integrantes para seu exército em quatro possíveis perfis para ocupar os espaços da realização. Eram eles: Os Sem Conhecimento e Sem Iniciativa, Sem Conhecimento e Com Iniciativa, Com Conhecimento e Com Iniciativa e Com Conhecimento e Sem Iniciativa.
O grupo dos Com conhecimento e Sem iniciativa eram colocados como oficiais. Esses, se bem conduzidos e liderados formariam bons realizadores das tarefas mais difíceis. São grandes parceiros em nossa vida e na gestão. Seguem as regras, e se bem motivados pelo exemplo do líder conquistam novos terrenos...
Outro grupo era os Com Conhecimento e Com Iniciativa. Esses eram colocados fora da frente de batalha. Com uma visão do todo, constituíam sua comunidade de estrategistas, que tinham liberdade de sugerir e planejar as ações a executar. Esses eram os generais do Conquistador francês.
O maior grupo constituído era os Sem Conhecimento e Sem Iniciativa. Eles eram os soldados colocados na frente de batalha (chamados “buchas de canhão”). São os que não fazem mal a ninguém e devem fazer parte da grande força coletiva na batalha. Bem motivados e orientados adequadamente são ativos a cada realização.
No entanto, havia um pessoal que Napoleão odiava ao encontrar entre seus comandados. Eram os Sem Conhecimento e Com Iniciativa. Esses inicialmente não eram admitidos por nenhum preço em suas hostes. E se o fossem, a esses ele caçava e expurgava assim que os identificava. O Comandante francês acreditava que a falta de conhecimento com iniciativa pode causar um verdadeiro estrago em qualquer exército e consequentemente nas suas realizações.
Decisões bem motivadas, mas que vêm da parte de quem tem pouco, ou nenhum, conhecimento destroem a vida do grupo, dos objetivos do comando, e das realizações futuras. Uma tropa inteira pode cair numa emboscada se seu líder, muito motivado em ganhar a batalha, não conhecendo o caminho pegar um atraente e desconhecido atalho que leve aos braços inimigos...
Certamente podemos reconhecer o real motivo de sermos os nossos próprios generais ou saber escolher os nossos muito bem. Contudo, devemos olhar para o planejamento de nossas vidas e organizações convictos de que quanto mais conhecimento tivermos junto as nossas iniciativas, mais estaremos conquistando novas fronteiras.
Fica então a pergunta em tempos de Mudança: Como está o teu Exército?