quinta-feira, 7 de março de 2013

Antigas e Novas Mulheres





Certamente duas palavras bastante usadas em nossos diálogos do dia-a-dia são: Antigo e Velho. Fazendo uma investigação mais cuidadosa sobre o significado dessas duas palavras, podemos refletir sobre uma clara diferença entre o Velho e o Antigo...
Das coisas materiais às pessoas, o Velho e Antigo, parecem sinônimos, mas não são. A palavra “Velho” significa aquilo que se deteriorou ou se gastou pelo uso, desatualizado, obsoleto, caduco... Já o “Antigo” significa algo que existe há muito tempo, que vem de longa data, mas que se conserva. O velho perde valor com o tempo, ao passo que o antigo ganha valor... Coisas velhas são descartáveis. Coisas antigas têm valor.
O que faz diferente uma da outra? Atitude. A Atitude permite que as pessoas Antigas sejam Novas também. Aí é que está, de fato, toda a diferença e desafio: Ser Antigo, mas Novo!
No dia de Homenagem as mulheres, vem a minha mente as Mulheres Antigas e as Mulheres Velhas que conheci e conheço. Dentre elas destaco a minha Mãe, “Dona Deja”, que certamente é uma mulher Antiga, mas uma mulher radicalmente Nova. Após o mesmo número de anos, se torna antiga, enquanto outras se tornam velhas. Por que isso acontece? Certamente é o reflexo a espiritualidade das pessoas...
            Como diz o educador e filósofo Mário S. Cortella: “Nunca na história tivemos uma velocidade tão grande para as mudanças. É preciso ter cautela para não cair em armadilhas. (...) Devemos evitar o envelhecimento de nossa cabeça, de nossa vida e de nossa carreira. As pessoas velhas acreditam que não precisam aprender. O idoso (antigo) tem idade, mas continua em processo de aprendizado, tem valor. Já o velho precisa ser descartado”.
Encarando o desafio de ser Nova mesmo sendo Antiga, toda mulher poderá fazer um homem “gemer sem sentir dor”... Por isso, lembro as palavras do Poeta e Cantador Zé Ramalho que imortaliza essas mulheres que têm tal poder singular:
Numa luta de gregos e troianos/ Por Helena, a mulher de Menelau/ Conta a história de um cavalo de pau/ Terminava uma guerra de dez anos/ Menelau, o maior dos espartanos/ Venceu Páris, o grande sedutor/ Humilhando a família de Heitor/ Em defesa da honra caprichosa/ Mulher nova, bonita e carinhosa/ Faz o homem gemer sem sentir dor...
A mulher tem na face dois brilhantes/ Condutores fiéis do seu destino/ Quem não ama o sorriso feminino/ Desconhece a poesia de Cervantes/ A bravura dos grandes navegantes/ Enfrentando a procela em seu furor/ Se não fosse a mulher mimosa flor/ A história seria mentirosa/ Mulher nova, bonita e carinhosa/ Faz o homem gemer sem sentir dor...
Virgulino Ferreira, o Lampião/ Bandoleiro das selvas nordestinas/ Sem temer a perigo nem ruínas/ Foi o rei do cangaço no sertão/ Mas um dia sentiu no coração/ O feitiço atrativo do amor/ A mulata da terra do condor/ Dominava uma fera perigosa/ Mulher nova, bonita e carinhosa/ Faz o homem gemer sem sentir dor...”
Parabéns as Mulheres Antigas e Novas também!