terça-feira, 20 de novembro de 2012

Você estaria “Cansado”, ou estaria “Louco”?


 
 
Se alguém perguntasse se você está cansado da sua “Rotina”, o que receberia como resposta? Bem, muitas pessoas reclamam e afirmam que “estão cansadas da rotina”... Mas a Rotina seria algo ruim? Se não, de que as pessoas realmente cansam? De que elas estão realmente necessitando?

A origem da palavra ROTINA deriva da palavra “Rota”, que no francês “Route” origina a palavra “Routine”, ou seja, uma “trilha batida”, “uma rota costumeira de ação”, “caminho rompido”, “abertura à força”... Ela se apresenta como um conjunto de diretrizes normativas de um dado padrão; um hábito saudável...

No âmbito profissional, em particular, e em todas as atividades que, por si mesmas, compõem um PROCESSO, a rotina é salutar. Por exemplo, um cirurgião cardíaco obedece a uma série de procedimentos estabelecidos por uma rotina, dada uma intervenção cirúrgica ele segue todos os procedimentos padrões, assim como um piloto de avião, que também precisa executar funções e tarefas tidas como rotineiras, mas cujos benefícios se traduzem na segurança do vôo. Ai de nós se esses profissionais não seguissem suas rotinas...

Assim também, a própria natureza segue sua rotina de sustentação da vida.  Depois do verão SEMPRE virá o outono, e nunca o inverno...  O outono é uma estação preparatória do clima frio. A maioria dos animais dorme à noite esperando que o sol, como de rotina, nasça no dia seguinte, iniciando um novo tempo.

A rotina, para tanto, é um acontecimento necessário e benéfico à existência. Já a MESMICE...

A Mesmice é o JAMAIS mudar nada... Nem mesmo as regras, nem mesmo os fenômenos, nem mesmo a celebração, quiçá a cerimônia da vida... Até na natureza temos dias que, no lugar doa raios de Sol, temos uma bela e salutar chuvarada!

Mesmice é a repetição enjoativa, nauseante, teimosa, de atos e pensamentos, palavras e métodos, modelos falidos, humores suspeitos, gestos e caminhos percorridos, e a sustentação das mesmíssimas condições, como se a vida fosse “mecânica”. A Mesmice é sempre prejudicial à vida...

Adversária da inovação, do novo jeito de celebrar uma mesma liturgia, do dinamismo pessoal e interpessoal, a Mesmice destrói os relacionamentos, acaba com as amizades, gera passividade, apatia e comodismo diante futuro...

Assim, a Rotina deve ser criticada para o encontro da melhoria, podendo sempre aperfeiçoar os processos. Já a Mesmice deve ser rechaçada, recusada, abandonada!! Essa não nos conduz a nada de novo, de saudável, de inovador e necessário... Porém, em muitas falações ouvimos sempre um desejo de mudança fruto do cansaço, sem o nada fazer para isso... Pessoas ditas “cansadas” falam em mudança, mas não querem mudar... Abraçam uma espécie de "Loucura", como disse certa vez Albert Einstein: “Loucura é querer resultados diferentes, fazendo tudo sempre igual”...

Então me responda, você estaria “Cansado”, ou estaria “Louco”?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Arcebispo de Cantuária agora é um CEO...



O novo Arcebispo de Cantuária (Líder Símbolo de Unidade da Igreja Anglicana no Mundo), Bispo Justin Welby, foi nomeado sexta-feira (09 de novembro), como o novo Arcebispo de Canterbury (Cantuária, em português), tornando-se o 105º. Primaz da Igreja da Inglaterra e líder espiritual dos quase 80 milhões de membros em toda a Comunhão Anglicana.

Um comunicado do primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou a nomeação após dois dias de especulação. Welby, de 56 anos, sucede o Arcebispo Rowan Williams, que voltará para o meio acadêmico na Universidade de Cambridge no ano que vem. Williams mencionou uma famosa frase quando anunciou sua aposentadoria em março passado, dizendo que o seu sucessor deveria ter "um organismo de um boi na pele de um rinoceronte..."

Welby foi educado no Trinity College de Cambridge, passou 11 anos como um CEO (executivo) do ramo de petróleo, onde tornou-se tesoureiro do grupo para FTSE 100 de exploração de petróleo, da Enterprise Oil Plc, antes tomar a maior decisão de sua carreira e vida.

Como um executivo do petróleo estava ganhando um salário de seis dígitos em 1987, mas desistiu de estudar teologia na Cranmer Hall, em Durham, para ser um sacerdote anglicano. Formou-se em teologia, onde estudou de 1989 a 1992. A decisão de mudança de vida fora seguida de uma tragédia pessoal, em 1983, a sua filha de sete meses de idade, Johanna, morreria em um acidente de carro.

Mesmo durante o tempo que trabalhava como executivo, Welby já era um líder leigo no meio carismático evangélico da Paróquia Holy Trinity Brompton em Londres. O novo Líder Anglicano sai da ala de maior crescimento da Igreja da Inglaterra, o movimento evangélico que ajudou a moldar o cristianismo na Grã-Bretanha e em outras partes do mundo, com o popular programa bíblico conhecido como: Curso Alpha.

Mais tarde, depois de sua ordenação sacerdotal, se tornou um “pároco da aldeia”, perto de Nuneaton. Lá, Justin teve uma visão de prestar um serviço adequado a jovens e idosos, sempre muito divertido e muito vigoroso. Em 2002, se tornou Cônego na Catedral de Coventry (cidade da “Lady Godiva”). Depois de vários compromissos paroquiais se tornou o Deão da Catedral Anglicana de Liverpool em 2007, e foi sagrado Bispo da Diocese de Durham, em 2011. Com uma ascensão meteórica, Bispo Welby, com apenas 20 anos de ministério, chega a Arcebispo de Cantuária em 2012, surpreendendo muitos na Igreja da Inglaterra.

Além disso, mostrou em outros ministérios singular habilidade em administrar conflitos de várias naturezas, e é autor de livros sobre Gestão, Ética e Finanças, tais como: “Gerenciando a Igreja? - Ordem e Organização em uma Era de Secularismo”;Explorações na Ética financeira”; “Empresas podem pecar? – ‘Se’, ‘Como’ e ‘Quem’ é responsável na Organização”.

Diante da crise da voz do cristianismo ocidental, a Instituição Igreja com “I” maiúsculo, os Anglicanos parecem mais uma vez buscar a vanguarda das igrejas históricas... Seu líder agora é um Gestor Estratégico, além de um Pastor e Teólogo, um “Managing Director” conhecido por ser um líder visionário, extremamente astuto e estrategista, e que está preparado para assumir riscos... Que Deus nos ajude...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“Erro Crasso”...


 
 
Existe um conflito conceitual entre a Arrogância e a Autoconfiança por parte de alguns líderes quando decidem suas posturas diante de um desafio... Na verdade há uma diferença bem explícita entre alguém autoconfiante e outro arrogante, pois o autoconfiante, sucessivamente, vê em suas forças a oportunidade de compartilhar algo de bom com o outro, enquanto o arrogante usa suas “forças” somente para se destacar dos demais, sem ao menos se importar com o bem estar comum, notadamente preocupado em massagear o seu próprio ego.

Marco Licínio Crasso (115 a.C. – 53 a.C.) foi um patrício, general e político romano do fim da Antiga República Romana, mais conhecido como Crasso, o Triúnviro. Era possivelmente o homem mais rico de Roma em seu tempo. Em um pacto secreto com Júlio César e Pompeu Magno, formou o chamado primeiro Triunvirato do Império Romano, para juntos, ficarem com o poder de Roma.

Contudo, Crasso tinha inveja da glória e popularidade dos seus colegas triúnviros Júlio César e Pompeu Magno. Crasso sabia muito bem que para chegar ao status de seus colegas precisaria de vitórias militares e de conquistas de novos territórios para Roma. Apesar da sua notável riqueza, e mesmo não sendo um dedicado militar, ansiava pela glória dos grandes conquistadores. Por isso, arriscadamente liderou uma campanha de invasão contra o Império Parta, em 53 a.C. (região do Oriente Médio e Ásia Central).

Acreditando ser imbatível e bem superior que o oponente, não planejou sua estratégia devidamente, cometendo uma série de falhas grosseiras. Com seu exército, numericamente quatro vezes maior que do inimigo, confiou demais na sua superioridade e abandonou as tradicionais táticas militares romanas. Em seu árduo desejo de chegar logo ao opositor, atacou-o cortando caminho por um vale estreito e de pouca visibilidade. Assim, as saídas do vale foram ocupadas pelos soldados partos que dizimaram o exército romano, levando depois a morte o próprio Crasso.

A derrota de Crasso foi uma das piores derrotas militares da história romana. Este episódio passou para a história como uma menção às falhas grosseiras do planejamento e suas consequências trágicas, por causa da ARROGÂNCIA de um líder. Hoje, quando isso acontece, ouvimos a expressão: Foi cometido um “Erro Crasso”...

Uma postura Arrogante, com uma visão enrijecida e fechada a opiniões, às vezes por acreditar demasiadamente em um ideal ou em sua capacidade, pode levar qualquer um a cometer um “Erro Crasso”... Já a Autoconfiança é confiar em si mesmo mantendo a humildade, que não necessariamente significa falta de segurança ou fraqueza.

Na hora de planejar, antes de tudo olhe para sua postura... Busque entender se você está sendo Autoconfiante ou Arrogante... O importante em entender claramente a sua atitude à frente de sua equipe, de seu grupo, de sua comunidade, diante do seu desafio futuro.

Alguém já disse que a “Autoconfiança é rir com alegria e a Arrogância é rir com desprezo”... Mas quem ri por último, certamente ri por não ter cometido um “Erro Crasso”...