terça-feira, 9 de outubro de 2012

“Candidatos”, “Políticos” e “Idiotas”...


A tradição das vestes litúrgicas brancas, tão usadas pelos sacerdotes da Igreja ocidental, está na herança do vestuário oficial dos políticos e do poder no Império Romano. Desde o VI século a. c., os Senadores romanos vestiam branco... Nada parecido com a simplicidade do “Nazareno”, e sim com o prestígio e poder político que circulava dentro do Império.
Por exemplo, a expressão “Candidatus” era usada por aqueles que se apresentavam aos cargos públicos na antiga Roma, os quais se vestiam de branco no Forum Romanum. A palavra, que vem do latim, significa “vestido de branco”. Com isso, usando o branco, queriam demonstrar que eram puros, sobretudo em suas intenções... Lembrei-me da “necessária” pureza dos “candidatos”, assim, lembrei também que a palavra Prefeito vem do latim Praefectus, de Prae, “antes, à frente”, e Fectus, “feito, fazer”. A pessoa que recebia esse cargo era “colocada à frente” do comando de certas instituições ou grupos. Um modelo disso no império era o Praefectus Equitum, tido como o general de cavalaria. Outro também era o Praefectus Urbi, o qual tinha o sentido de um geral administrador, comandante, agente de mando, ou de governo de uma cidade.
Já na Grécia antiga, o Politikós (Político, no latim) era o cidadão que reunia atributos a ponto de construir um envolvimento direto na discussão e condução coletiva dos assuntos de sua Pólis (cidade grega), repletos de coletividade, igualdade, participação, e democracia. Entretanto, chamava-se de Idhiótis (Idiota, no latim) o cidadão que cuidavam apenas de seu interesse pessoal e privado, que olhava somente para o seu “umbigo”, e não se interessava pelos assuntos públicos, comuns e solidários... Esses eram os EGOístas...
Na verdade estaríamos escolhendo um comandante “puro” para nossa Pólis...? Bem, isso não é o mais importante. Não precisamos de políticos puros, e sim de políticos íntegros. Muitos líderes, religiosos ou não, não são puros; mas são íntegros. No entanto, já vi muitos líderes, dentro e fora da Igreja, sendo vistos como “puros”, contudo, sem absolutamente nenhuma integridade.
Assim, diante da escolha de um Praefectus para seu Grupo, Comunidade, Igreja ou Cidade, não seja um “Idiota” (como na Grécia antiga)... Lembre-se de que o problema do “Poder” não está na falta da tão moralista “Pureza”, e sim na falta da tão necessária Integridade.