segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Não existe Lógica...

 





Muitas pessoas transferem a felicidade para marcos históricos que na vida podem ou não serem atingidos... Casar, ter filhos, comprar a casa própria, se aposentar são as metas dos que acreditam que lá está a felicidade. Da mesma forma, no ocidente também se desenvolveu a noção de carpe diem (aproveite o dia), que incita a desfrutar o “agora”; o já; o presente. Porém, não dá para viver o presente ignorando que o futuro virá. Foi assim que muitos impérios caíram... Sinal de decadência inclusive para o Império Romano.

Para tanto, pragmaticamente, podemos nos preparar para o futuro de duas formas: Escolhendo, ou acreditando no resultado do Acaso... No primeiro caso, ele não passa de um destino sobre o qual não temos qualquer controle, um mistério insondável sujeito aos desígnios da sorte ou do revés. No segundo caso, você precisa dar mais atenção a isso agora.

A Bíblia trata o futuro de duas formas: Escolhas e Promessas... A primeira, como resultado de nossas escolhas. Paulo afirma que tudo o que plantamos colhemos. “[...] o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6.7.). A segunda, como resultado do Compromisso de Deus para com os que O amam. O profeta afirma que Deus tem planos de nos dar um futuro de paz e restaurar nossa esperança. “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor,’ planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’.” (Jeremias 29.11.)

Escolhas ou Acaso... Escolhas ou Promessas... Qual a diferença então, entre o pragmatismo e a fé diante do futuro?

Prefiro apontar que para a teologia cristã, estas duas formas estão inter-relacionadas. Isso nos remete a duas capacidades que podemos desenvolver: Traçar OBJETIVOS e a de SONHAR. Quem não tem objetivos claros na vida e quem não desenvolve a capacidade de sonhar vive de forma insegura. Os objetivos apontam caminhos que podemos trilhar e os sonhos só existem quando acreditamos nos caminhos. É a lógica do futuro é simples: Ter a capacidade de investir tempo e trabalho na conquista de objetivos e na realização de ideais que sonhamos.

Martin Luther King Jr disse certa vez: “O homem é nada sem um sonho”. Eu completaria seu pensamento: O homem é nada sem um sonho, e sem objetivo também... Mas para Deus NÃO EXISTE LÓGICA!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

“Candidatos”, “Políticos” e “Idiotas”...


A tradição das vestes litúrgicas brancas, tão usadas pelos sacerdotes da Igreja ocidental, está na herança do vestuário oficial dos políticos e do poder no Império Romano. Desde o VI século a. c., os Senadores romanos vestiam branco... Nada parecido com a simplicidade do “Nazareno”, e sim com o prestígio e poder político que circulava dentro do Império.
Por exemplo, a expressão “Candidatus” era usada por aqueles que se apresentavam aos cargos públicos na antiga Roma, os quais se vestiam de branco no Forum Romanum. A palavra, que vem do latim, significa “vestido de branco”. Com isso, usando o branco, queriam demonstrar que eram puros, sobretudo em suas intenções... Lembrei-me da “necessária” pureza dos “candidatos”, assim, lembrei também que a palavra Prefeito vem do latim Praefectus, de Prae, “antes, à frente”, e Fectus, “feito, fazer”. A pessoa que recebia esse cargo era “colocada à frente” do comando de certas instituições ou grupos. Um modelo disso no império era o Praefectus Equitum, tido como o general de cavalaria. Outro também era o Praefectus Urbi, o qual tinha o sentido de um geral administrador, comandante, agente de mando, ou de governo de uma cidade.
Já na Grécia antiga, o Politikós (Político, no latim) era o cidadão que reunia atributos a ponto de construir um envolvimento direto na discussão e condução coletiva dos assuntos de sua Pólis (cidade grega), repletos de coletividade, igualdade, participação, e democracia. Entretanto, chamava-se de Idhiótis (Idiota, no latim) o cidadão que cuidavam apenas de seu interesse pessoal e privado, que olhava somente para o seu “umbigo”, e não se interessava pelos assuntos públicos, comuns e solidários... Esses eram os EGOístas...
Na verdade estaríamos escolhendo um comandante “puro” para nossa Pólis...? Bem, isso não é o mais importante. Não precisamos de políticos puros, e sim de políticos íntegros. Muitos líderes, religiosos ou não, não são puros; mas são íntegros. No entanto, já vi muitos líderes, dentro e fora da Igreja, sendo vistos como “puros”, contudo, sem absolutamente nenhuma integridade.
Assim, diante da escolha de um Praefectus para seu Grupo, Comunidade, Igreja ou Cidade, não seja um “Idiota” (como na Grécia antiga)... Lembre-se de que o problema do “Poder” não está na falta da tão moralista “Pureza”, e sim na falta da tão necessária Integridade.