domingo, 26 de agosto de 2012

Para mim, “ateniense”...



Gostaria de relembrar aos amigos uma mitológica história. Foi na Grécia antiga, quando o rei grego Cécrope, da Ática, anunciou que fundaria uma nova cidade. Logo começou a disputa entre os deuses do Olímpo pela proteção da nova Pólis. Com isso Atenas (Minerva para os romanos) e Possêidon (Netuno pra os romanos) se ofereceram como candidatos a “protetores” da nova cidade.


O rei Cécrope decidiu então, que os cidadãos teriam o direito de escolher o seu “deus” protetor. Esse deveria oferecer a cidade um presente relevante, de maior utilidade, beleza e significado para a vida do povo. Assim, a cidade receberia o nome desse mesmo deus, em sua homenagem.

Nessa hora, Netuno se adiantou e criou o Cavalo, ao bater com o seu tridente na terra, e apresentou o belíssimo e útil animal ao povo... Já Minerva, por sua vez, batendo com a ponta de sua lança na terra, criou a Oliveira, para o deslumbre de todos... Como naquela época, os feitos definiam os votos, após um tempo de observação sobre os feitos de cada deus grego, pareceu ao povo daquela Urbe que a Oliveira seria de mais valia para a cidade, pois nunca mais a cidade deixaria de ser abastecida pelos medicamentos, bálsamos, perfumes, combustíveis e sabores do azeite de oliva... Enflorada, além de muito bela, a Oliveira também se tornaria um símbolo universal da Paz...

Foi assim que aquela nova cidade da região da Ática ficou sendo chamada de: “Atenas” (nome que os gregos davam a deusa Minerva).

Parece que as coisas não mudaram muito desde os tempos do Olímpo, quando vemos alguns candidatos se apresentando como a solução dos problemas de nossas cidades e de nossa nação. Disse certa vez que parece estarmos a viver numa mitologia ante uma “utopia possível”. Os candidatos tornam-se os Mítus consagrados nas urnas pelo nosso voto...

Então, a quem vamos escolher como nosso protetor?

A verdade é que em nós está o poder de decisão, de escolha. Um poder igual para todos os cidadãos. Um poder que nos faz responsáveis pelo nome que queremos para a nossa “Pólis”. O voto nos faz decidir entre cavalos ou oliveiras, entre o que queremos, temos, ou teremos...

Olhando para os presentes oferecidos até aqui, poderemos apontar o que ficaria de mais valor para nossa cidade. Mesmo com a ciência de escolher entre “deuses”, de certo, nada protetores, sejamos os mais honestos possíveis em nosso voto, pois se dissermos que não gostamos de política, não nos furtaremos de sermos governados por quem gosta...

Pensei em “deuses”, promessas, propostas, feitos, cavalos e suas oliveiras... E me veio a pergunta: Que nome vamos ter? “Helênica”, “Jorgínia”, ou Cesaréia...? Para mim, “ateniense”, o meu augusto voto vai para...

Ah, lembrei! O voto é secreto!