sábado, 11 de agosto de 2012

Eu parei para “afiar o machado”...



Conta-se que numa cidade canadense havia um torneio de lenhadores muito famoso em todo o país. Afinal, os “Lumberjacks” (lenhadores canadenses) são conhecidos como os homens mais fortes do mundo. Esse torneio consistia em cortar o máximo de árvores durante um dia inteiro. Ao final do dia, um fiscal contava os troncos cortados e determinava como “vencedor” aquele lenhador que tivesse o maior número de troncos cortados...
Entretanto, durante anos, um velho lenhador foi o Campeão. Ele tinha uma singular metodologia de ação nas disputas. A cada hora de trabalho parava 15 minutos... Vários adversários tentaram descobrir qual era o segredo de parar tantas vezes durante o dia e, mesmo assim, ao final do torneio cortar mais árvores que todos os outros.
Foi então que um jornalista em uma entrevista conseguiu a resposta. Numa reportagem perguntou ao campeão, já aposentado, qual o segredo do seu sucesso: “Como o senhor, que parava tantas vezes de bater o machado nas árvores, conseguia ganhar a disputa com quem batia o machado nas árvores incessantemente?”. Respondeu ele: “É simples, meu filho... Eu parava para afiar o machado...”.
Parar para afiar o machado é renovar-se... O tempo do renovo existe em toda a natureza. E muitas vezes é preciso que haja uma situação difícil, para que a natureza se recomponha e a vida se refaça. As chances da natureza se recompor são inesgotáveis! O ser humano também é parte dessa mesma natureza. Precisamos de renovação de ânimo, de energias, de objetivos, de metas e de futuro... Possivelmente o novo nunca mais será como antes.
Deus nos chama para o renovo quando nos convida para nos voltarmos para ele. Seus braços estão sempre estendidos nos aguardando, seus ouvidos sempre prontos a nos ouvir. Sem dúvida as maiores conquistas espirituais acontecem quando nos vemos lá no fundo do poço, e assim deixamos que o Senhor nos tire de lá e nos coloque firmados sobre uma rocha.
Recentemente parei de escrever nesta minha coluna por um pequeno espaço de tempo, e muitos perguntaram o porquê. Nunca contei o meu segredo, mas que agora revelo aos que sempre me acompanharam: Eu parei para “afiar o machado”...
Renovação! Essa é uma lição que deixo aos amigos que se esquecem de que o fio do machado também fica cego, e que precisamos parar para afiar a ferramenta humana em busca da Excelência.
Como disse certa vez Abraham Lincoln: "Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado".