quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Novo Olhar ou Nova Mandinga...?


Diante de um momento de transição, ou de passagem, a chegada do Ano Novo nos lembra “Restauração”. Por isso é um momento assinalado por esperanças e expectativas, principalmente por causa daquilo que não foi suficiente, daquilo que não foi alcançado, dos fracassos e das perdas experimentadas diante do ano que termina.

Boa parte das pessoas não adota novas perspectivas e sim “mandingas”... Esse é o tempo das simpatias, bruxarias, mandingas, magias, sortilégios que “garantam” o encontro com as respostas sobre o que não deu certo até agora... É um período de sacralização da sorte no futuro... Todo mundo quer sorte no “recomeço”. Muita gente vai pular uma ondinha no mar ou vestir branco para dar “sorte”... Desejam a cada ano fazer dieta, fazer exercícios físicos, adquirir algum bem em especial, fazer uma viagem, fazer um novo curso, ganhar mais dinheiro... Mas o olhar não muda, é o velho jeito de sempre de olhar para tudo...

Entretanto, na maioria das vezes precisamos mudar apenas o olhar... Ou melhor, ver tudo a partir de um Novo Ponto de Vista. Um pastor amigo apresentou algumas perspectivas que gostaria de compartilhar com meus leitores para esse Novo Ano, ao meu modo: 1. Construa relacionamentos a partir do sentido sadio de comunhão e não de interesses pessoais. Viver voltado só para si mesmo resulta em um grande vazio existencial. 2. Preocupe-se mais com aquilo que você está se tornando, deseje ser ainda mais integro e virtuoso. Seus próximos passos são mais decisivos do que os que você deu até agora. 3. Transforme suas ações cotidianas em expressões de amor e liberdade. Só assim você vai dar valor às suas conquistas. Até mesmo as mais simples. 4. Ponha ordem em sua vida começando com o que pode aperfeiçoar o seu caráter. Seu mundo interior é muito mais complexo do que o espaço que você ocupa ou vai ocupar. 5. Deixe de viver tanto para seu espaço e passe a viver mais para o espaço do outro. É na abertura para o outro que você encontra melhores compreensões para seus próprios conflitos. Sempre há alguém em pior condição que a sua... 6. Valorize mais a gratidão que suas conquistas pessoais. Aceite que a vida é constituída mais de dádivas e oportunidades do que por nossa própria capacidade. Não se preocupe, alguém um dia vai valorizar sua ajuda se entender isso... 7. Cuide mais do seu caráter que de sua reputação. A única coisa que você vai levar consigo até a eternidade é o seu caráter. 8. Aproxime-se de Deus para servi-lo, não para usá-lo. Não faça barganha ou comércio com Deus... Deus subtrai. NAO TEM Contabilidade. Todo Perdão é um esquecimento. Não há nada que se possa fazer para que Deus o abençoe mais, ELE tem prazer nisso. 9. Reconheça que cuidar do corpo é cuidar da vida como um todo. O corpo é um presente que Deus te deu para cuidar. Sua vida tem mais a ver com a sua existência que com sua aparência. 10. Promova soluções em vez de fazer críticas e comparações. A melhor maneira de ser feliz é colocando a sua vida a serviço do outro. Críticas construtivas não existem... Recomende!

Assim, tenha uma ATITUDE diferente neste Novo Ano: MUDE O OLHAR! Vale lembrar o conselho da parte de Deus na pena do Profeta Isaías: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios nos lugares secos. (Isaías 43:18-19). Um Grande e Abençoado Novo Olhar para todos!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Medo, o Fim do Mundo e o Inferno...






 
O criminalista Valdir Trancoso Peres anunciou que o medo é a “mola” da sociedade, e que Freud estava errado quando falava que essa “mola” era a Libido... De fato, o Medo é um dos instrumentos que a mídia, a publicidade, as religiões e outras instituições lançam mão a fim de manipular as massas na compra de seus Produtos, seus Alarmes, seus Seguros, ou mesmo, seus Dogmas, sua Salvação do “Inferno”, ou, até quem sabe, do “Fim do Mundo”...
Além de surgir como um mecanismo de defesa de nossa própria natureza, o que o medo nos causa? Bem, sabemos que o medo desmedido aprisiona e limita, e que ficamos tristes ao vermos as pessoas que gostamos presas dentro de suas limitadas visões de mundo medonho... Instituições religiosas e outras seculares usam o Medo como ferramenta de domínio e destruição da alma de muitas pessoas.
Lamentavelmente, conheço pessoas destruídas pelo Medo que outros gerenciam em suas vidas...
O anunciado “Fim do Mundo” do calendário Maia não impediu você de estar lendo esse texto hoje. Em pleno 21 de dezembro você continua vivo! No entanto, quantas pessoas, juntamente com você, tiveram “medo” sobre a veracidade da profecia Maia a respeito do Fim da humanidade...?
Bem, o Apocalipse Maia anunciava que a humanidade, catastroficamente, teria fim no dia de hoje... Esse medo passou, mas outros continuam com Medo de outras coisas, Medos em outras moradas, em outros mundos, ou quem sabe em seu próprio “mundinho”...
A verdade é que muitas religiões PRECISAM DE UM APOCALIPSE. Ora, se o mundo demorar pra acabar, as pessoas não terão tanta pressa em se converterem e “serem salvas”. Quanto mais rápido vier o fim do mundo ou a ameaça iminente do inferno, mais rapidamente as pessoas correrão para quem oferece a salvação... Sim, porque as pessoas precisam ter medo de alguma coisa, para que quem tiver a “solução” de seus medos possa prosperar...
O Fim do Mundo e o Inferno metem medo em muita gente. Vive-se num tempo de descartável segurança espiritual por parte de muitos. Alguns ditos “fiéis” têm o medo da rejeição no fim de suas vidas por parte do criador do “Inferno”. Sim, pois, para quem acredita nele, o Inferno é criação divina. Ou não? Mas, como disse Rubem Alves sobre Deus e o Inferno: Se você se decidir a acreditar que Deus tem uma câmara de torturas que lhe dá prazer, então você tem de acreditar também que ele é um monstro igual aos torturadores que brincam com as crianças durante o dia e torturam pessoas indefesas durante a noite. Sua bondade diurna não passa de uma farsa. Eu não poderia amar um Deus assim. Você poderia?”.
Sem Paz e com suas culpas potencializadas, hoje muitos só dormem com Lexotan, Prozac, Rivotril e etc... E ainda falam que aprenderam do Perfeito Amor de Deus; acho difícil... Aprenderam tudo errado. O Perfeito Amor nos faz conhecer a ELE, e esse Amor lança fora todo Medo! Diz João em 1 João 4:17-19: “Nisto é aperfeiçoado em nós o Amor, para que no dia do fim tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos também nós neste mundo. No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos, porque ele nos amou primeiro”.
Tendes Medo? Acenda a luz ou Ame mais! 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Bucho Furado: Bucho Furado: Minha Homenagem a Oscar Niemeyer

Bucho Furado: Bucho Furado: Minha Homenagem a Oscar Niemeyer: Bucho Furado: Minha Homenagem a Oscar Niemeyer

Um Lugar diante do “FIM”...



Em tempos de contagem regressiva para o “Fim do Mundo”, lembrei que os gregos antigos tinham Três palavras para localizar o tempo: Eon, Chronos e Kairós. Enquanto Eon representava o tempo cíclico espiral e das contradições que se repetem a cada ciclo, e Chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, o Kairós refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, em Teologia, é chamado "o tempo de Deus"..  Ou seja, o Kairós é o lugar perfeito.
Lembrando de perfeição, lembrei do Salmo 133, e lembrei também que, o que é perfeito tem que ser Kairós, pois se não é oportuno de nada serve para o lugar que você ocupa agora. De fato, o Salmista Davi nos apresenta nessa poesia um recado oportuno e especial para o ser humano do “Fim do Mundo”... Esse indivíduo que está tão descentrado, dividido, dividindo, individualizando, mais egoísta, mais egocêntrico e mais estressado... Davi nos alerta que podemos prejudicar as bênçãos oportunas do Criador se não atentarmos para alguns perigos na temporalidade da vida.
O primeiro alerta é que devemos atentar para a tristeza que a divisão e a uniformidade promovem. Davi certamente estava se referindo à união de irmãos quando celebrava a união de todas as tribos em seu reinado em Israel. Para ele, era uma alegria ver a diversidade de cores, de expressões culturais de cada tribo de Israel, da vocação de cada família, da riqueza de cada tenda reunida para formar um caleidoscópio familiar que celebrava o melhor que eles tinham: A benção do seu Deus. Infelizmente, hoje temos um apelo para sermos “números” e deixamos de lado aquilo que podemos partilhar na diferença e na diversidade. Em outras palavras, Unidade não é uniformidade, e viver em união é uma condição de Benção Eterna. Você percebe como isso é agradável?
O segundo alerta é que devemos abraçar a sabedoria, antes de sermos cultos ou intelectuais. Há uma grande diferença entre o Intelectual, o Culto e o Sábio. O Intelectual tem um grande conhecimento, mas não compartilha esse com ninguém, guardando-o só para ele; o homem Culto faz do seu grande conhecimento um instrumento de vaidade, e só o expõe para seu proveito ou quando pode ser aplaudido por ele; já o homem Sábio compartilha seu o conhecimento com o povo, para o povo e no meio do povo, pois sabe que precisa do povo para construir a sua sabedoria... Davi nos canta a pedra do valor de ser Sábio e Servo como aquele azeite em abundância que cura e restaura o lugar onde se azeita...
Por fim, devemos atentar para o refrigério necessário na alma do ser humano. Na geografia da Palestina, o monte Hermom, que fica ao norte dessa região, permanece coberto de neve ano após ano, e quando a brisa e os ventos fortes carregam para o sul o frescor do seu pesado orvalho, esse, gelado, alcança até as regiões mais secas e áridas próximas do monte Sião, atravessando assim o extenso deserto do Neguebe. Surge então a VIDA, a partir do Hermom, pois esse estende seu refrigério e renovo até Sião. Refrigera o que está seco!
Que diante desse “FIM” o Kairós prevaleça! E que você possa ouvir o poeta hebreu em seu salmo 133 afirmando que no lugar perfeito “o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre”.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Espiritualidade de Niemeyer


 
Muitos acreditam que os que se afirmam como “ateus” não possuem espiritualidade. Outros acreditam ainda que espiritualidade é coisa dos religiosos... Foi quando conheci a Catedral Metropolitana de Brasília que descobri que muitos desses ateus declarados têm uma espiritualidade por vezes mais madura do que outros tantos religiosos...

Além de uma estética singular proposta em seu momento histórico, aquela obra arquitetônica traduz em seu partido plástico a expressão da adoração ao Deus Criador tão bem representada em seu “Arvoramento ao Céu” ne expressão de sua estrutura, simbolizando a relação de adoração do fiel cristão diante do seu Deus.

É na experiência de um passeio que vai do pátio externo até chegar ao ambiente interno na Catedral, que se descobre um caminho litúrgico do encontro do ser humano com Deus, representado no espaço proposto pelo seu projeto. O fiel entra por um corredor estreito e escuro e, como que de repente, se depara com o ambiente da nave recheada de Luz por todos os lados.

Diz o autor da obra: “Na Catedral de Brasília, por exemplo, evitei as soluções usuais das velhas catedrais, sempre escuras, lembrando pecado. E, ao contrário, fiz escura a galeria de acesso à nave, e esta, toda iluminada, colorida, voltada com seus belos vitrais transparentes para os espaços infinitos”. Que Espiritualidade! Que mística!

Esse mesmo ateu nos deixou com seus 104 anos na quarta-feira, dia 05 de dezembro de 2012, sempre afirmou que não acreditava em uma Arquitetura “ideal”, “insubstituível”; somente em “boa” e “má” arquitetura. Afirmava gostar de Le Corbusier como de Mies Van der Rohe, de Picasso como de Matisse, de Machado de Assis como de Eça de Queirós. Esse é Oscar Niemeyer... Certa vez, quando o jornalista Geneton Moraes Neto perguntou como ele definiria a Vida Humana, em uma só palavra, a  resposta de Niemeyer foi: SOLIDARIEDADE.

Hoje quando penso no oficio de arquiteto não vejo só o profissional, mas vejo o ser humano que faz a Espiritualidade resultar em espaços físicos. Devo parte deste pensamento ao mestre Oscar. Por isso, se você for um ateu declarado, saiba que a sua espiritualidade pode ajudar o outro a mudar para melhor. Isso é uma Responsabilidade com a Solidariedade! Acredite. Não dá para fugir do Espiritual.

Disse Oscar: “A Solidariedade justifica o curto passeio da vida”. (...) “É tolice dizer que as coisas são imutáveis. Tudo pode ser mudado... Acho muito bom a pessoa se recolher e ficar pensando em si mesma, conversando com esse ser que tem dentro dela, que é nosso sósia, né? Eu converso com ele a vida inteira”...

Lembro do dia, na minha adolescência, em que passeava de carro pelas ruas do Recife com meu Pai (um comunista convicto naquela época), quando ele me perguntou: “Que vais querer ser?” Eu respondi: Arquiteto. Depois de alguns segundos de silêncio profundo, ele respondeu: “É... o “companheiro” Niemeyer é um dos grandes... Sábio...”.

Cri que foi aquela, a benção que recebi de meu pai... Fica o Meu Amém para meu Velho e Meu Obrigado a você Niemeyer! Bom descanso...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Você estaria “Cansado”, ou estaria “Louco”?


 
 
Se alguém perguntasse se você está cansado da sua “Rotina”, o que receberia como resposta? Bem, muitas pessoas reclamam e afirmam que “estão cansadas da rotina”... Mas a Rotina seria algo ruim? Se não, de que as pessoas realmente cansam? De que elas estão realmente necessitando?

A origem da palavra ROTINA deriva da palavra “Rota”, que no francês “Route” origina a palavra “Routine”, ou seja, uma “trilha batida”, “uma rota costumeira de ação”, “caminho rompido”, “abertura à força”... Ela se apresenta como um conjunto de diretrizes normativas de um dado padrão; um hábito saudável...

No âmbito profissional, em particular, e em todas as atividades que, por si mesmas, compõem um PROCESSO, a rotina é salutar. Por exemplo, um cirurgião cardíaco obedece a uma série de procedimentos estabelecidos por uma rotina, dada uma intervenção cirúrgica ele segue todos os procedimentos padrões, assim como um piloto de avião, que também precisa executar funções e tarefas tidas como rotineiras, mas cujos benefícios se traduzem na segurança do vôo. Ai de nós se esses profissionais não seguissem suas rotinas...

Assim também, a própria natureza segue sua rotina de sustentação da vida.  Depois do verão SEMPRE virá o outono, e nunca o inverno...  O outono é uma estação preparatória do clima frio. A maioria dos animais dorme à noite esperando que o sol, como de rotina, nasça no dia seguinte, iniciando um novo tempo.

A rotina, para tanto, é um acontecimento necessário e benéfico à existência. Já a MESMICE...

A Mesmice é o JAMAIS mudar nada... Nem mesmo as regras, nem mesmo os fenômenos, nem mesmo a celebração, quiçá a cerimônia da vida... Até na natureza temos dias que, no lugar doa raios de Sol, temos uma bela e salutar chuvarada!

Mesmice é a repetição enjoativa, nauseante, teimosa, de atos e pensamentos, palavras e métodos, modelos falidos, humores suspeitos, gestos e caminhos percorridos, e a sustentação das mesmíssimas condições, como se a vida fosse “mecânica”. A Mesmice é sempre prejudicial à vida...

Adversária da inovação, do novo jeito de celebrar uma mesma liturgia, do dinamismo pessoal e interpessoal, a Mesmice destrói os relacionamentos, acaba com as amizades, gera passividade, apatia e comodismo diante futuro...

Assim, a Rotina deve ser criticada para o encontro da melhoria, podendo sempre aperfeiçoar os processos. Já a Mesmice deve ser rechaçada, recusada, abandonada!! Essa não nos conduz a nada de novo, de saudável, de inovador e necessário... Porém, em muitas falações ouvimos sempre um desejo de mudança fruto do cansaço, sem o nada fazer para isso... Pessoas ditas “cansadas” falam em mudança, mas não querem mudar... Abraçam uma espécie de "Loucura", como disse certa vez Albert Einstein: “Loucura é querer resultados diferentes, fazendo tudo sempre igual”...

Então me responda, você estaria “Cansado”, ou estaria “Louco”?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Arcebispo de Cantuária agora é um CEO...



O novo Arcebispo de Cantuária (Líder Símbolo de Unidade da Igreja Anglicana no Mundo), Bispo Justin Welby, foi nomeado sexta-feira (09 de novembro), como o novo Arcebispo de Canterbury (Cantuária, em português), tornando-se o 105º. Primaz da Igreja da Inglaterra e líder espiritual dos quase 80 milhões de membros em toda a Comunhão Anglicana.

Um comunicado do primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou a nomeação após dois dias de especulação. Welby, de 56 anos, sucede o Arcebispo Rowan Williams, que voltará para o meio acadêmico na Universidade de Cambridge no ano que vem. Williams mencionou uma famosa frase quando anunciou sua aposentadoria em março passado, dizendo que o seu sucessor deveria ter "um organismo de um boi na pele de um rinoceronte..."

Welby foi educado no Trinity College de Cambridge, passou 11 anos como um CEO (executivo) do ramo de petróleo, onde tornou-se tesoureiro do grupo para FTSE 100 de exploração de petróleo, da Enterprise Oil Plc, antes tomar a maior decisão de sua carreira e vida.

Como um executivo do petróleo estava ganhando um salário de seis dígitos em 1987, mas desistiu de estudar teologia na Cranmer Hall, em Durham, para ser um sacerdote anglicano. Formou-se em teologia, onde estudou de 1989 a 1992. A decisão de mudança de vida fora seguida de uma tragédia pessoal, em 1983, a sua filha de sete meses de idade, Johanna, morreria em um acidente de carro.

Mesmo durante o tempo que trabalhava como executivo, Welby já era um líder leigo no meio carismático evangélico da Paróquia Holy Trinity Brompton em Londres. O novo Líder Anglicano sai da ala de maior crescimento da Igreja da Inglaterra, o movimento evangélico que ajudou a moldar o cristianismo na Grã-Bretanha e em outras partes do mundo, com o popular programa bíblico conhecido como: Curso Alpha.

Mais tarde, depois de sua ordenação sacerdotal, se tornou um “pároco da aldeia”, perto de Nuneaton. Lá, Justin teve uma visão de prestar um serviço adequado a jovens e idosos, sempre muito divertido e muito vigoroso. Em 2002, se tornou Cônego na Catedral de Coventry (cidade da “Lady Godiva”). Depois de vários compromissos paroquiais se tornou o Deão da Catedral Anglicana de Liverpool em 2007, e foi sagrado Bispo da Diocese de Durham, em 2011. Com uma ascensão meteórica, Bispo Welby, com apenas 20 anos de ministério, chega a Arcebispo de Cantuária em 2012, surpreendendo muitos na Igreja da Inglaterra.

Além disso, mostrou em outros ministérios singular habilidade em administrar conflitos de várias naturezas, e é autor de livros sobre Gestão, Ética e Finanças, tais como: “Gerenciando a Igreja? - Ordem e Organização em uma Era de Secularismo”;Explorações na Ética financeira”; “Empresas podem pecar? – ‘Se’, ‘Como’ e ‘Quem’ é responsável na Organização”.

Diante da crise da voz do cristianismo ocidental, a Instituição Igreja com “I” maiúsculo, os Anglicanos parecem mais uma vez buscar a vanguarda das igrejas históricas... Seu líder agora é um Gestor Estratégico, além de um Pastor e Teólogo, um “Managing Director” conhecido por ser um líder visionário, extremamente astuto e estrategista, e que está preparado para assumir riscos... Que Deus nos ajude...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“Erro Crasso”...


 
 
Existe um conflito conceitual entre a Arrogância e a Autoconfiança por parte de alguns líderes quando decidem suas posturas diante de um desafio... Na verdade há uma diferença bem explícita entre alguém autoconfiante e outro arrogante, pois o autoconfiante, sucessivamente, vê em suas forças a oportunidade de compartilhar algo de bom com o outro, enquanto o arrogante usa suas “forças” somente para se destacar dos demais, sem ao menos se importar com o bem estar comum, notadamente preocupado em massagear o seu próprio ego.

Marco Licínio Crasso (115 a.C. – 53 a.C.) foi um patrício, general e político romano do fim da Antiga República Romana, mais conhecido como Crasso, o Triúnviro. Era possivelmente o homem mais rico de Roma em seu tempo. Em um pacto secreto com Júlio César e Pompeu Magno, formou o chamado primeiro Triunvirato do Império Romano, para juntos, ficarem com o poder de Roma.

Contudo, Crasso tinha inveja da glória e popularidade dos seus colegas triúnviros Júlio César e Pompeu Magno. Crasso sabia muito bem que para chegar ao status de seus colegas precisaria de vitórias militares e de conquistas de novos territórios para Roma. Apesar da sua notável riqueza, e mesmo não sendo um dedicado militar, ansiava pela glória dos grandes conquistadores. Por isso, arriscadamente liderou uma campanha de invasão contra o Império Parta, em 53 a.C. (região do Oriente Médio e Ásia Central).

Acreditando ser imbatível e bem superior que o oponente, não planejou sua estratégia devidamente, cometendo uma série de falhas grosseiras. Com seu exército, numericamente quatro vezes maior que do inimigo, confiou demais na sua superioridade e abandonou as tradicionais táticas militares romanas. Em seu árduo desejo de chegar logo ao opositor, atacou-o cortando caminho por um vale estreito e de pouca visibilidade. Assim, as saídas do vale foram ocupadas pelos soldados partos que dizimaram o exército romano, levando depois a morte o próprio Crasso.

A derrota de Crasso foi uma das piores derrotas militares da história romana. Este episódio passou para a história como uma menção às falhas grosseiras do planejamento e suas consequências trágicas, por causa da ARROGÂNCIA de um líder. Hoje, quando isso acontece, ouvimos a expressão: Foi cometido um “Erro Crasso”...

Uma postura Arrogante, com uma visão enrijecida e fechada a opiniões, às vezes por acreditar demasiadamente em um ideal ou em sua capacidade, pode levar qualquer um a cometer um “Erro Crasso”... Já a Autoconfiança é confiar em si mesmo mantendo a humildade, que não necessariamente significa falta de segurança ou fraqueza.

Na hora de planejar, antes de tudo olhe para sua postura... Busque entender se você está sendo Autoconfiante ou Arrogante... O importante em entender claramente a sua atitude à frente de sua equipe, de seu grupo, de sua comunidade, diante do seu desafio futuro.

Alguém já disse que a “Autoconfiança é rir com alegria e a Arrogância é rir com desprezo”... Mas quem ri por último, certamente ri por não ter cometido um “Erro Crasso”...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Não existe Lógica...

 





Muitas pessoas transferem a felicidade para marcos históricos que na vida podem ou não serem atingidos... Casar, ter filhos, comprar a casa própria, se aposentar são as metas dos que acreditam que lá está a felicidade. Da mesma forma, no ocidente também se desenvolveu a noção de carpe diem (aproveite o dia), que incita a desfrutar o “agora”; o já; o presente. Porém, não dá para viver o presente ignorando que o futuro virá. Foi assim que muitos impérios caíram... Sinal de decadência inclusive para o Império Romano.

Para tanto, pragmaticamente, podemos nos preparar para o futuro de duas formas: Escolhendo, ou acreditando no resultado do Acaso... No primeiro caso, ele não passa de um destino sobre o qual não temos qualquer controle, um mistério insondável sujeito aos desígnios da sorte ou do revés. No segundo caso, você precisa dar mais atenção a isso agora.

A Bíblia trata o futuro de duas formas: Escolhas e Promessas... A primeira, como resultado de nossas escolhas. Paulo afirma que tudo o que plantamos colhemos. “[...] o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6.7.). A segunda, como resultado do Compromisso de Deus para com os que O amam. O profeta afirma que Deus tem planos de nos dar um futuro de paz e restaurar nossa esperança. “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor,’ planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’.” (Jeremias 29.11.)

Escolhas ou Acaso... Escolhas ou Promessas... Qual a diferença então, entre o pragmatismo e a fé diante do futuro?

Prefiro apontar que para a teologia cristã, estas duas formas estão inter-relacionadas. Isso nos remete a duas capacidades que podemos desenvolver: Traçar OBJETIVOS e a de SONHAR. Quem não tem objetivos claros na vida e quem não desenvolve a capacidade de sonhar vive de forma insegura. Os objetivos apontam caminhos que podemos trilhar e os sonhos só existem quando acreditamos nos caminhos. É a lógica do futuro é simples: Ter a capacidade de investir tempo e trabalho na conquista de objetivos e na realização de ideais que sonhamos.

Martin Luther King Jr disse certa vez: “O homem é nada sem um sonho”. Eu completaria seu pensamento: O homem é nada sem um sonho, e sem objetivo também... Mas para Deus NÃO EXISTE LÓGICA!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

“Candidatos”, “Políticos” e “Idiotas”...


A tradição das vestes litúrgicas brancas, tão usadas pelos sacerdotes da Igreja ocidental, está na herança do vestuário oficial dos políticos e do poder no Império Romano. Desde o VI século a. c., os Senadores romanos vestiam branco... Nada parecido com a simplicidade do “Nazareno”, e sim com o prestígio e poder político que circulava dentro do Império.
Por exemplo, a expressão “Candidatus” era usada por aqueles que se apresentavam aos cargos públicos na antiga Roma, os quais se vestiam de branco no Forum Romanum. A palavra, que vem do latim, significa “vestido de branco”. Com isso, usando o branco, queriam demonstrar que eram puros, sobretudo em suas intenções... Lembrei-me da “necessária” pureza dos “candidatos”, assim, lembrei também que a palavra Prefeito vem do latim Praefectus, de Prae, “antes, à frente”, e Fectus, “feito, fazer”. A pessoa que recebia esse cargo era “colocada à frente” do comando de certas instituições ou grupos. Um modelo disso no império era o Praefectus Equitum, tido como o general de cavalaria. Outro também era o Praefectus Urbi, o qual tinha o sentido de um geral administrador, comandante, agente de mando, ou de governo de uma cidade.
Já na Grécia antiga, o Politikós (Político, no latim) era o cidadão que reunia atributos a ponto de construir um envolvimento direto na discussão e condução coletiva dos assuntos de sua Pólis (cidade grega), repletos de coletividade, igualdade, participação, e democracia. Entretanto, chamava-se de Idhiótis (Idiota, no latim) o cidadão que cuidavam apenas de seu interesse pessoal e privado, que olhava somente para o seu “umbigo”, e não se interessava pelos assuntos públicos, comuns e solidários... Esses eram os EGOístas...
Na verdade estaríamos escolhendo um comandante “puro” para nossa Pólis...? Bem, isso não é o mais importante. Não precisamos de políticos puros, e sim de políticos íntegros. Muitos líderes, religiosos ou não, não são puros; mas são íntegros. No entanto, já vi muitos líderes, dentro e fora da Igreja, sendo vistos como “puros”, contudo, sem absolutamente nenhuma integridade.
Assim, diante da escolha de um Praefectus para seu Grupo, Comunidade, Igreja ou Cidade, não seja um “Idiota” (como na Grécia antiga)... Lembre-se de que o problema do “Poder” não está na falta da tão moralista “Pureza”, e sim na falta da tão necessária Integridade.


domingo, 16 de setembro de 2012

Voto tem propósito...




Quando o direito do voto é violado, não quer dizer que ele foi conquistado por “viola caipira”... Quando o direito do voto é banalizado não quer dizer que ele virou doce de banana... Quando a violação ou banalização do voto é uma prática pertencente a uma parte da sociedade durante o período eleitoral, surgem vários aforismos eleitorais que retratam mais a estultice que a consciência nesses tempos...
Compartilho dos apontamentos do Pastor e Filósofo carioca, Irênio Chaves, sobre algumas “pérolas” que muita gente anda dizendo por aí, e que trazem de forma subentendida, uma tentativa de desviar o eleitor do propósito de liberdade na hora de votar.
Listo algumas contestações para elas, em nossa reflexão:
“O voto é meu, e faço dele o que quiser.” Não. O voto não é seu. O voto é da sociedade. Ele não deve ser usado de acordo com a sua vontade livre, mas para o bem comum. Vale lembrar que voto não tem preço. Tem consequência. Votar consciente faz parte do sentido de comunidade. Esse é um propósito!
“Vou anular o meu voto.” Anular o voto corresponde a um voto consciente a menos. Os “maus” também sabem se organizar para seus empreendimentos. Eles, possivelmente, já têm em mente os seus votos garantidos. A única forma de frear os seus intentos é aumentar o número de pessoas votando com consciência. Um voto anulado é apenas mais um que abriu mão de sua responsabilidade de construir uma sociedade mais justa. Esse é um propósito!
“Isso nunca vai mudar. Já vi esse filme.” A mudança é parte da realidade humana. Estamos sempre mudando. O problema é que pode ser para pior ou para melhor. Mudanças virtuosas exigem comprometimento, esforço, reflexão e escolhas. O momento do voto deve ser o resultado disso. Faz-se um esforço prévio de conhecer o candidato, se reflete criticamente sobre a realidade em que a sociedade vive, se escolhe o candidato que tem uma proposta de trabalho comprometida, e que corresponda às mudanças que você deseja. Esse é um propósito!
“Eu não voto, porque não gosto de política.” Se você não gosta de política, é governado por quem gosta... O eleitor sincero não tem que votar em candidatos por gostar ou não de política... Deve-se votar em quem tem compromisso com o sentido de justiça, compaixão, solidariedade e ética. Nem todo aquele que se diz “político” tem esse compromisso... Entretanto, eles são o retrato de nossa sociedade; também descompromissada com muitas coisas também... Porém, há pessoas comprometidas com esses ideais na política. Isso é um propósito!
“Pior do que está, não pode ficar.” Em tudo na vida, pior do que está é permanecer do mesmo jeito, com o mesmo quadro. No entanto, a busca é de melhoria e não de evolução. Pois evoluir, até câncer evolui... Devemos concordar sempre com a melhoria contínua, e entender que não haverá melhoria enquanto não houver continuidade na promoção de uma estrutura mais justa, na conjuntura de uma sociedade. Por isso, é bom olhar para o futuro esperando o melhor, sempre. Isso é um propósito!
E aí, qual é sua frase? A minha é: “Meu voto tem valor”. Esse é um propósito!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

“Inteligentes” e “Iluminados”






 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
Atualmente, muitas pessoas falam sobre competência. Fala-se até em “meta-competência” nestes tempos de competitividade profissional... Sem dúvida o conhecimento quando é assimilado e posto em prática torna-se uma competência, assim como, quando o talentos e a habilidade se abraçam, também temos a competência como resultado... No entanto, as competências são reconhecidas comumente pela capacidade que temos de tomar decisões, de resolver e administrar problemas. Afinal, ser competente é saber fazer e fazer bem, avaliando isso honestamente.
Existem aqueles que confundem competência com profissionalismo, e tarefas feitas sem seriedade e competência com amadorismo. Quero dizer que aos nossos olhos podemos estar nos vendo como “competentes e profissionais”, mas na verdade podemos ser os incompetentes e despreparados da história...
Gosto bastante de uma narrativa conhecida de muitos, que fala de um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou singularmente no estabelecimento. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu: - O senhor pode me mandar doze salsichas e uma perna de carneiro, por favor? Assinado... Ele olhou assustado e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então, pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro...
O açougueiro estava impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, decidiu seguir o animal ao seu destino. O cachorro desceu a rua, quando chegou em um cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e pudesse atravessar a rua.
O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso algumas vezes, mas ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela, e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.
Depois disso, caminhou de volta para a porta principal, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater e agredir o cachorro... O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo: - Por Deus do Céu, o que você está fazendo? Esse seu cão é um gênio! A pessoa respondeu: - Um gênio? Esta já é a segunda vez na semana que este estúpido esquece a chave!
Destacamos algumas lições nesta ilustração. Uma delas é a certeza de que você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado, e sendo considerado um incompetente... A outra é que muita gente confunde amadorismo com incompetência, ou que profissionalismo é sinônimo de competência. Contudo, podemos fazer coisas com amadorismo (coisas feitas por amor) usando de muito conhecimento e competência...
Alguém já disse certa vez que quem conhece os outros é: Inteligente. Entretanto, mais que isso, eu defendo a ideia de que quem conhece a si mesmo é: Iluminado... Esses, os “Inteligentes” e “Iluminados” se destacam no que fazem, mas nem sempre são chamados de “competentes” e “profissionais” na história...