segunda-feira, 7 de novembro de 2011

É fácil ser Negligente?

“Esta é uma geração maravilhosa para quem faz parte dela, tudo o que está errado é culpa da geração anterior, e terá que ser corrigido pela geração que virá depois”- Bill Vaugham .




Quero sinceramente acreditar que Bill Vaugham estava errado... Uma geração que abraça suas responsabilidades e as faz isso por e com paixão, jamais deixará para o futuro missões que podem ser cumpridas hoje no mundo. Porém, tenho a convicção de que só nos apaixonamos por aquilo que conhecemos e relacionamos.

Ser apaixonado requer conhecimento, entrega, compromisso. Requer gasto de tempo com a relação com Deus, com o outro, e o assumir custo de ser inconformado e transformado pela renovação da mente. (Rm 12:2)

Na composição de nossos planejamentos e no exercício dos relacionamentos vemos que a geração atual, por vezes assentada nos bancos de nossas comunidades, não tem sido alvo de uma estratégia fundamental de construir uma igreja que preparada e motivada para o futuro, com leigos fortes e capacitados, poderá compor os diversos ministérios da igreja na transformação dos reinos deste mundo no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo.

Infelizmente, a grande realidade é que na maioria das vezes a “nova geração” só tem papel fundamental na beleza estética de uma nave cheia de membros jovens aos domingos. Isso é bonito de se ver o colorido...

George Washington disse certa vez: “A perpetuidade de uma nação depende da formação cristã de seus jovens.” Temos visto muito mais a juventude sendo INFORMADA do que FORMADA a cerca do que somos e do que devemos desejar em nossas comunidades. Ora, se a praga da formação frívola mina o arbusto, que lhe restará quando a árvore for crescida? Devemos gastar tempo com a preparação do jovem; isso é olhar para as sementes e ver florestas...

Temos uma geração negligenciada? Ou não?

Em verdade, é mais fácil aceitar uma informação, que uma formação sólida, pois o cair do véu da ignorância pode tornar cristãos mais desafiados, mais responsabilizados, mais compromissados; e ser omisso ou inerte diante dos desafios da missão da igreja, dói menos...

O Evangelho de Cristo nos desafia a irmos ao mundo, e esse desafio muitas vezes é negligenciado porque isso tem um custo. O custo de ter que ensinar e o custo de ter que aprender. É mais fácil ficar nos bancos e ser irrelevante... É fácil ser Negligente!

Ser relevante é aceitar que sem Kerigma (proclamação do Verbo) não há Didaquê (ensino, formação), sem Ensino não há Pathos (paixão, sofrimento), sem Paixão não há Diaconia (serviço), sem Serviço não há Martiría (Testemunho), sem testemunho a mensagem perde Hupostasis (crédito).

A Igreja precisa de credibilidade no mundo de hoje. Acorda!