quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Morrendo os “Boomers”, tudo acaba...



Sou um integrante da chamada “Geração X” que geralmente inclui as pessoas nascidas a partir do início dos anos 1960 até o final dos anos 1970, por vezes podendo considerar o início dos anos 1980, sem, contudo ultrapassar o ano de 1982.


Essa minha geração segundo pesquisadores da sociologia apresenta uma busca a individualidade sem a perda da convivência em grupo. Tem facilidade de conviver com as diferenças, pois já são de uma geração de “pais separados”... Têm maturidade na escolha de produtos de qualidade e inovadores. Dão um maior valor a indivíduos do sexo oposto e buscam racionalmente seus direitos. Gostam de liderar e de trabalhar em grupo. Respeitam hierarquias, mas não aceitam o conformismo com o antigo e ultrapassado.

A grande parte das igrejas históricas de hoje parecem, diferentemente do campo organizacional, ignoram o perfis das gerações. Estar adequado as linguagem correta para com as gerações é mister na vida de qualquer projeto futuro e na missão de uma congregação ou igreja.

Lembro que minha fé foi forjada em uma comunidade que já valorizava a Geração X. Trabalhos em grupos e inovação litúrgica eram as marcas para alcançar uma geração que via nascer a tecnologia da comunicação e informação na informática. Lá, os músicos atuavam com vários instrumentos, as liturgias eram projetadas em um telão deixando as mãos livres dos livretos, e as celebrações eram menos conservadoras, mais marcantes e criativas.

Mesmo diante da forte presença da “Geração Y” (nascida entre os anos 1980 e 2000) ainda vemos congregações abraçadas em um modelo de trabalho que só atende aos “Baby Boomers” do pós-grande guerra. A Geração “Baby Boomer” (nascidos entre 1943 e 1960) é de apaixonados pelo idealismo. Conservadores, não gostam de inovações e ao planejarem o futuro, buscam seguir o passo a passo para alcançá-lo. São carreiristas... Carregam suas verdades como imutáveis e preferem qualidade a quantidade. Suas igrejas estão vazias...

Agora a dificuldade aumentou! É a vez de atentar para a Geração Y. Essa geração é daqueles que são os filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers. A Geração Y nasceu em um mundo que estava se transformando em uma grande rede global. A Internet, emails, redes de relacionamento, recursos digitais, fizeram com que a Geração Y conquistasse milhares de amigos ao redor do mundo, sem ao menos terem saído da frente de seus computadores.

Os Y’s estão sempre conectados. São extremamente impacientes com reuniões e encontros de longa duração, pois procuram informação fácil e imediata. Preferem computadores a livros, emails a cartas, compartilham tudo o que é seu: dados, fotos, hábitos. Tem atenção seletiva e estão sempre em busca de novas tecnologias. No entanto, é uma geração eternamente atrelada e preocupada com a ecologia e o respeito ao meio ambiente. Acompanhar as novas ferramentas de comunicação e informação favorece a igreja e comunidade que não quer fechar as portas para a geração Y. Outro fato é que a “Geração Alpha” (nascendo desta próxima década) já nascerá com o “mouse” na mão.

A morte de comunidades religiosas cristãs nem sempre tem como causa a secularização do homem ocidental pós-moderno. A verdade é que muitas igrejas e comunidades ainda estão fazendo igrejas para agradar os Baby Boomers,..

O futuro deste modelo é fácil de adivinhar... Morrendo os “Boomers”, tudo acaba...