quinta-feira, 15 de setembro de 2011

11/9/2011 - Capitão América está no ostracismo




O dia de 11 de setembro de 2001 deu início ao século XXI. Lembro que na ocasião do ataque as torres do WTC estava na empresa em que trabalhava e percebi que em dado momento a agitação tomou conta dos ambientes. Parecia que alguem tinha anunciado em alto e bom tom: Roma está em chamas!
Toda sensação de “segurança” que o imaginário americano transmitira através dos filmes “hollywoodianos” fora por água abaixo. Aquela propaganda cinematográfica sobre segurança internacional, a competência do FBI, a confiabilidade da CIA, a fantástica espionagem espacial, os super-agentes, só estavam intocáveis nos filmes... Assim como no passado, os “Bárbaros” estavam mostrando a “Roma” que era o início do fim de uma era imperialista...
Lembro bem do depoimento de uma brasileira que morava em Nova York naquele ano. Ela mencionou sobre a sensação de que a “segurança que fora quebrada, e que agora era como um vaso colado...”. Também o aviso dos cientistas políticos era claro: O imperialismo norte-americano não poderia mais ser o mesmo e as relações econômicas começariam a dar lugar a novas nações emergentes que despontariam no cenário mundial.
Passados dez anos, o Iraque e o Afeganistão continuam desgastando a imagem do poderio americano... Mesmo sem Saddam Husseim e Bim Laden os “romanos” de hoje não fizeram o mundo mais seguro ou melhor de se viver... O Capitão América está no ostracismo, o Super-Homem agora é budista e o Homem-Aranha está viciado em craque...
De fato, sempre tive reservas com a expressão: “Orgulho”... O “Orgulho Americano”, “Orgulho Gay”, “Orgulho Nacional” e etc., não são sinônimos de uma palavra das mais virtuosas... Sempre parece ter uma conotação excludente no sentido inverso das relações. Essa declaração sugere e ratifica uma ideia de radicalizar o que é diferente em prol de uma pseudo-superioridade, ao invés de abraçar uma unidade na diversidade. É uma Alteridade mais gloriosa ante a uma Inclusão necessária.
Por vezes, o orgulho radical provoca reações igualmente radicais. O “Orgulho Americano” paga seu preço de forma dura. Consequência de sua cultura “umbiguista”...
Contudo, a história nos mostra que tudo cai e se levanta. Os americanos estão levantando outras torres no lugar em que estavam as antigas torres do World Trade Center de Nova York. A questão é, se quando você se levanta faz isso de forma diferente...?
Afinal, quando caímos, temos a oportunidade de leventar com outra motivação, de forma diferente, com um propósito novo... É um grande momento para a mudança; sem lugar para o orgulho.
A pergunta agora é: Diante da reconstrução das torres em NY, a motivação dos americanos mudou?