segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nihil sine Dio






O que tem orientado a sua vida? Sonhos, desejos e aspirações? Essa é uma questão importante porque aquilo pelo qual você se orienta revela a base seu caráter. Consequentemente, seu caráter pode e vai apontar os caminhos do seu futuro e o que vai ser dele... Mesmo que ele ainda não exista. Infelizmente, parece que o futuro é algo descartável para muitos. E por isso o caráter tambem o é... A questão é que o Viver implica em um enredamento maior que a imediata e efêmera vivência diária.
Etimologicamente, no hebraico bíblico, alguém que tem a função de pregador ou de presidente da assembleia chama-se: “Qohélet”. Traduzido depois para o grego por “Eclesiastes”, foi também tranferido para o latim e, depois, para as outras línguas. Existe um livro na bíblia atribuido a esse tal “pregador”, o qual vale a pena conferir pela grandesa de suas palavras. Líderes, executivos, gestores, pais, filhos, e todos seres humanos que são próprios daquilo que chamamos de vaidade, deveriam ler esse “palestrante bíblico”.
No livro de Eclesiastes, no capítulo 2, verso 1, o autor desabafa: “Disse eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade...”. Em outras palavras o autor diz ao seu coração: “Vem, experimente a alegria. Descubra as coisas boas da vida! Mas isso também se revelou fantasioso para mim durante a vida...”.
Esse texto revela o que todos nós desejamos saber: o que faz a vida ter sentido? No verso 11 ele ainda conclui dizendo: “E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade, foi correr atrás do vento; e que proveito nenhum havia debaixo do sol”. Depois de relatar uma trajetória de conquistas e de busca de prazer, ele conclui com uma aparente tristeza e dureza nas palavras.
Contudo, o sábio pregador de seu tempo usa essa reflexão para dizer que não vale a pena ter tantas aspirações na vida e até se sacrificar por elas se Deus não está participando de nada. Assim, ao final de tudo, o “Qohélet” encerra seu texto com palavras conselheiras, resultado de quem provou, saboreou e degustou uma vida de vaidades. Diz ele: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus ensinamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer justiça a toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. (Eclesiastes 12:13-14).
Poder, sexo, fama e dinheiro, de um modo geral, é o que tem orientado os sonhos e desejos de muitas vidas... Isso não quer dizer que esteja errado ou que essas coisas não sejam boas... Mas qual o tamanho delas para você diante do grande mistério da vida?
Ora, tudo nessa vida passa e chega ao fim, a vida é transitória demais, cada momento deve ser desfrutado, e não temos o controle total de nosso futuro. A resposta não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia… Então vai o conselho desse “Cabra da Peste”: Nihil sine Dio! (O pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada).

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Zimmerman



Como se aplaina o caráter de uma pessoa? Bem, imagine que o carater seja uma peça bruta a ser trabalhada... Um artífece de pedras e madeira trataria esta peça com todo comprometimento que fosse necessario para moldá-la. Na época de Jesus, o chamado “carpinteiro” era aquele trabalhador que tanto construia casas como um pedreiro e moveis como um moveleiro. Era um oficio de amplos talentos manuais.
A palavra “carpinteiro” (do grego - Tekton) tão usada no Novo Testamento pode significar também “biscateiro”, no sentido de uma classe que faz serviços manuais. Existem hipóteses levantadas por bibliastas e arqueólogos que, possivelmente, Jesus tenha trabalhado no campo e, eventualmente, atuado em algumas obras de construção civil. Na sua juventute pode ter trabalhado na construção de Tiberíedes na Galiléia. A construção era apenas uma das várias obras que estavam sendo erguidas por Herodes Antipas, governante da Galiléia no tempo de Jesus, em homenagem ao imperador Tibério.
É esse carpinteiro que nos chama para um relacionamento profundo com ele. Isso deixa marcas de suas ferramentas em nossa vida. Por isso que não há como ter uma experiência de encontro com Jesus e continuar o mesmo. Somos marcados por seu labor, por seu cuidado, por seu poder manifestado em nós. O nosso caráter passa a ser moldado ao caráter de Jesus Cristo.
Mas o Zimmerman (carpinteiro em alemão) vai mais além. Ele nos desafia a viver no mundo deixando também as marcas de nosso relacionamento com ele. Em sua primeira epístola, João está preocupado com isso. Suas afirmações despertam alguns questionamentos.
De fato o trabalho do carpinteiro é arduo... Trabalha a pedra bruta, aplaina a madeira torta, estabelece fundações... Ora, se Ele nos chama para continuarmos o seu trabalho, como estamos usando nossas ferrementas no mundo? Que marcas temos deixado de nossa presença e atuação no mundo? De que maneira somos reconhecidos pelas pessoas que convivem conosco? Temos sido relevantes para esse tempo? Como temos despertado o interesse dos outros pela maneira como vivemos a mensagem de Jesus Cristo hoje? Como podemos ter uma vida bem-sucedida de fé em meio a sociedade tão fragmentada da Pós-modernidade?
De fato, são muitas as perguntas. Mas todas elas nos apontam para a necessidade de vivermos de maneira que deixemos marcas que influenciem positivamente as pessoas que convivem conosco a respeito do que o Carpinteiro tem feito em nossa vida.
Que nesse trabalho feito em nós mesmos, tambem ajudemos as pessoas a descobrirem que através de um modo de vida que faz a diferença, vale à pena seguir a Jesus Cristo como caminho, verdade e vida. Isso vai nos proporcionar um novo tempo em nossa jornada da VIDA e nos fortalecer a uma vida com muito mais sentido. Trabalhe Carpinteiro!

Há respostas?



Bem, a Fé cristã trata daquilo que chamamos de “revelação”, pois aprendemos sobre o caráter de Deus, Sua natureza e Sua vontade. À luz do Verbo (logos) de Deus – Jesus Cristo – tanto a adivinhação quanto a mistificação perdem a vez...
A religião bíblica sem floreios possui um conteúdo passível de exame histórico e de degustações filosóficas. Existe nela muito mais do que indícios e conjecturas. Parte do relacionamento com a pessoalidade de Deus pode ser formulado em sentenças que respondem e testemunham algumas das perguntas que as pessoas fazem. Assim, o que vemos no geral não são rejeições as respostas, já que isto resultaria em uma religião de recantos obscuros, cheiros de incensos e elementos desconexos... Vemos aridez.
Existe busca por conhecimento, mas não por paixão; compaixão. Paixão que vem do grego Pathos, que significa: Sofri mento, Dor. Compaixão é sofrimento partilhado no coração. De fato, o ponto de questionamento se dirige contra a secularização das respostas, ou seja, dada a busca do conhecimento, separá-lo da fonte e usá-lo como convém. O “discurso”, separado de sua origem histórica e proclamação reduz-se, muito sumariamente, a simples sofisma, verdades sobre Deus divorciadas do próprio relacionamento com Ele. Já diz o autor de Eclesiastes na bíblia, capítulo 1:18: “Pois quanto maior a sabedoria maior o sofrimento; e quanto maior o conhecimento maior a dor”.
Isso ressoa para nós como um desmanche ruidoso de ídolos, das respostas fáceis sobre o sentido da vida, inclusive as religiosas, pois aqueles que apresentam questionamentos religiosos na maioria das vezes são bem sinceros. Porém, com muita freqüência apresentam apenas um interesse periférico por Deus.
Informações sobre Deus? Sim, claro! Pensamentos interessantes e úteis vindos D’Ele? Para muitos é sempre bom evitar o conhecimento bíblico sincero, pois esse sempre envolve intimidade e compromisso. Manter distância é sempre conveniente... Então, é melhor só fazer perguntas...
Para tanto, cada geração de líderes que atentam para as exigências do contemporâneo buscam apresentar respostas. A resposta de Jesus é sempre instrutiva e interessante para os que são questionados sobre religião. Em primeiro lugar, Ele ancora sua afirmação sobre Deus em um relacionamento íntimo com o criador. Nosso Abba - Pai, nosso paizinho. Em segundo lugar Ele nos apresenta um resumo de toda lei e profetas, direcionando-nos para um ato de amor a Deus e ao próximo. O caráter cognitivo não é minimizado nem ridicularizado, mas sim, expressado de forma que possa ser vivido na fé e na prática desta fé.
Assim, a única maneira de evitar que o conhecimento de Deus se torne fruto de um pseudo-gnosticismo, e se separe de um relacionamento pessoal, é voltar à base confessional da mensagem de Nova Vida vinda do Cristo.
O conhecimento “religioso” jamais será “biblicamente cristão” quando transformado em um item de informação ou quando for usado de forma impessoal. Se for usado para aumentar as distâncias entre as pessoas, alguma coisa está errada. Se for aplicado para colocar alguém em “seu devido lugar”, também algo está errado... Se o objetivo for melhorar a vida, sem que haja fé em Deus, mais uma vez, está errado. Se você colabora em qualquer uma dessas situações, está transformando em árido o terreno de possível compaixão...
Não se satisfaça com simples respostas, mas com o próprio Deus, que está acima das respostas. Você tem perguntas? Leia o que Cristo responde sobre elas.