domingo, 1 de maio de 2011

O quanto temos de simbólico e de diabólico?


O diabólico vem do grego diagolos (dia + bolos: o que divide as partes). Com isso podemos perceber o quanto de diabólico existe em nossas ações pessoais e sociais. Podemos ser diabólicos na construção do nosso futuro. Já o simbolico vem do grego simbolos (sim+ bolos: o que une as partes). O símbolo é o que une, o que está submetido a um modelo coletivo ou pessoal, a uma ordem.

Enquanto o diabolo desagrega essa ordem, desumaniza e se disfarça no excesso caos, o símbolo humaniza, trata a realidade com mais peso e verdade na motivação de unir todos em torno de um modelo estético. Ao longo dos tempos e em várias formas de manifestações artísticas o ser humano produziu seus simbolos (pintura, gravura, arquitectura, teatro, música, literatura e outras) e percebemos que a vida social foi, e é regulada por sistemas de símbolos que impulsionam o agir, o interagir e o organizar do homem.

Segundo alguns pesquisadores, até certo ponto, as instruções biológicas são complementadas por códigos culturais que regem o comportamento do espaço social. O relacionaento com os outros, a forma de diálogo, e a construção das grandes estruturas das sociedades modernas são resultados de uma construção simbólica. Os seres humanos sem símbolos ficariam perdidos e o mundo como nós o conhecemos desmoronaria. Por isso o simbolo é o construtor de um código social. Em síntese, o homem opera com um código genético e um cultural. Por isso, Edgar Morin afirma o ser humano como um ser complexo.

A partir do Plano Nacional de Cultura estabelecido pelo governo federal, que tem por finalidade o planejamento e implementação de políticas públicas de longo prazo voltadas à proteção e promoção da diversidade cultural brasileira, passou-se a visualisar a cultura em três dimenções claras: a Cidadã; a Econômica; a Simbólica. A dimensão simbólica então, é vista como o resultado concreto da ação do ser humano.

O sentido original da palavra Cultura (“cultivar”) propõe as infinitas possibilidades de criação simbólica expressas em modos de vida, motivações, crenças religiosas, valores, práticas, rituais e identidades.
Como santa-marienses e construtores de cultura devemos reconhecer e valorizar esse capital simbólico de nossa cidade, através do fomento à sua expressão múltipla que gera qualidade de vida, auto-estima e laços de identidade entre os que desejam ser verdadeiramente simbólicos.

A pergunta é: O quanto temos de simbólico e de diabólico para oferecer a nossa cidade? Isso tambem é Cultura...