segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sabe do que Ele está falando?


O teólogo e filósofo Hans Kung defende a teoria de que só teríamos uma Cultura de Paz estabelecida quando as religiões promovessem a paz entre elas. A verdade é que Kung defende a Paz como fruto do macro-ecumenismo. Por outro lado, um de meus mestres, o educador e teólogo Paulo Siepierki aponta que o caminho para uma Cultura de Paz é trilhado no campo da educação e não das religiões.

Bem, a noção de Cultura de Paz diz respeito a um conjunto de ações, atitudes, estilo de vida e valores voltados para a manutenção da vida em harmoniosa e em uma ética pacífica entre as pessoas seja qual for a sua cultura. Em 1999, um documento da ONU chamado “Declaração e programa de ação sobre um cultura de paz” apresentou uma idéia de que uma cultura de paz se faz necessária por causa da cultura que se tornou vigente, que valoriza a dominação do outro, que impõe medo, opressão, subordinação e exploração.

Essa declaração está baseada na não violência e na promoção de ações por meio da educação, do diálogo e da cooperação, dando referência ao respeito aos direitos humanos e do direito de ser humano, às liberdades fundamentais, incluindo aí a noção de sustentabilidade, condições e chances equilibradas para todos; a tolerância e a liberdade de opinião e informação.

Se na religião ou se na educação, temos que pensar como traçar diretrizes para a promoção a uma cultura de paz. O que realmente é capaz de motivar a promoção e o surgimento das iniciativas de uma cultura de paz de fato?

Jesus disse: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Evangelho de João 16.33 (NVI). Bebendo dessas palavras do Cristo acredito que um resgate dos valores virtuosos não trilha outro caminho que não seja o da pedagogia de uma ética de paz. Se as religiões levantassem essa bandeira e buscassem um caminho de Paz esbarrariam em questões conceituais... Ora, Paz para um budista pode não ser Paz para um islâmico, ou divergir do que é Paz para um cristão pode ser Paz para um Hindu.

De fato, é na educação que se pode universalmente promover uma mudança de mentalidade e maturidade existencial. A mudança das atitudes necessárias para que se troque o orgulho pela humildade, o individualismo pela solidariedade se faz presente nesta trilha. Concordo com Siepierski que a Paz é fruto da Educação e ainda ratifico quando a Bíblia afirma que ela é fruto da justiça.

A mudança de paradigma necessária leva a mudanças conjunturais na vida. Jesus aponta isso e nos deixa um recado bem contundente no evangelho de João, capítulo 14, verso 27: “Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.”

Sabe do que Ele está falando? De uma Cultura de Paz. Busque conhecê-LO mais de perto e ouça o que ele ensina...