sábado, 25 de setembro de 2010

Obrigado!








Para aqueles que não sabem sou um cartunista, e diarimante faço as charges do mais antigo jornal do interior do RS, o A Razão. No entanto uso o codinome de VASC. Esta semana fui carinhosamente reconhecido mais uma vez pelo meu trabalho atravez de um leitor. Só posso agradecer. OBRIGADO! Esecialmente ao Marcelo Góes.







domingo, 19 de setembro de 2010

Holos



O termo tão conhecido como “holístico” vem do grego
Holos e significa "totalidade". Hoje no Brasil, existem educadores que, ancorados nessa palavra, sugerem uma proposta de ensino que considere não apenas o corpo e o intelecto, mas também a espiritualidade e a alma, defendidas por eles como dimensões intrínsecas ao ser humano. Desde a Grécia Antiga, a totalidade do ser já era levada em consideração.

Segundo Rudolf Steiner, em seu tratado de antroposofia “A Ciência Oculta”, foi no ano de 869 que a Igreja Católica no Concílio de Constantinopla estabeleceu o dogma de que o ser humano é formado apenas de corpo e da alma, tendo-se eliminado o espírito de sua constituição. Estabeleceu-se, ainda, que a alma tinha algumas características espirituais. Para Steiner, esse foi um dos motivos da cisão da Igreja Ortodoxa, que continuou a encarar o ser humano como “tri-membrado”. Historicamente, até hoje, isso leva muitas pessoas a confundirem alma com espírito, ou achar que tudo é a mesma coisa...

Por esse motivo, estando ausente do vocabulário oficial da Igreja Católica que, até há alguns séculos, ditava no ocidente os costumes e conceitos ligados à espiritualidade, a palavra espírito passou a ter múltiplas conotações. Mas, a partir de Descartes, houve uma fragmentação da realidade em corpo e alma, o que incentivou o desenvolvimento de linhas mais materialistas. Esse modelo “Cartesiano” começou a ser questionado no século XX, com estudos sugerindo a retomada da visão integral do homem e a valorização daquilo que os cartesianos haviam abandonado e a igreja negligenciado...
Chegou-se a essa tecnologia moderna, avançada, que ninguém pode descartar, mas hoje é fundamental e inquestionável a retomada a unidade perdida. Não se trata de voltar atrás, mas de dar um novo passo em direção ao ser humano.
Entende-se que assim, sendo o ser humano um co-criador de instituições sociais (grupos, empresas, associações, sociedades, países e etc.), esse faz dessas a imagem e semelhança de sua estrutura mais sutil e espiritual. Muitas dimensões do ser foram suprimidas em prol do desenvolvimento material que, possivelmente gerou uma sociedade excludente. Dois terços da humanidade não podem consumir a tecnologia e a ciência que é produzida.
Surge então uma reflexão interessante.
De acordo com alguns educadores, dentro da educação existe uma pergunta que parece óbvia, mas não é: “O que é educar?”. Educar depende da concepção que ser humano tem dele mesmo; se ela é estreita, sua maneira de educar será igualmente estreita...
A proposta “Holística”, “Quântica”, ou “Complexa” ainda choca a tradição universitária, que está acostumada ao saber positivo, entretanto é preciso lembrar que a psicologia positiva não depõe contra isso. Embora a metodologia científica seja necessária, precisamos reconhecer também a complexidade da condição humana, e assim trilhar o caminho pedagógico para desenvolvimento da inteligência espiritual deste que se encontra em crise: O Ser Humano.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Por um amanhã Fabuloso...






Alguém já disse que quando falamos do tratamento para com o futuro, encontram-se três tipos de pessoas: aquelas que deixam acontecer, aquelas que fazem acontecer e aquelas que se espantam com o que aconteceu. Podemos ao decorrer de nossa vida nos perceber como uma dessas possibilidades, ou até em mais de uma, em épocas diferentes.

Poderíamos pensar facilmente em que tipo de pessoa gostaríamos de ter em nossas equipes ou se somos o tipo que os outros gostariam de ter em suas equipes. Se fossemos escolher, diríamos que para um bom time só há espaço para as pessoas do tipo “as que fazem acontecer”. Claro, isso significa que muitos que não estariam conquistando os espaços desejados, mesmo com um bom conhecimento em suas competências não têm uma boa visão de futuro.

Olhe para você e pergunte: Onde quero estar daqui há cinco ou dez anos? Tenho clareza nesta resposta? Uma dica: Não embarque naquela falácia do Zeca Pagodinho de “deixar a vida te levar”... Ela pode deixar você muito longe do seu sucesso...

Além de competência e iniciativa, necessitamos da terceira perna do nosso banquinho: A visão de futuro. E visão só se consegue através da análise do mundo, da consciência da realidade que nos cerca e das possibilidades de mudança da mesma.

Olhando para esses três tipos de pessoas podemos aprender algumas coisas sobre o trato para com o futuro. Quando elas são pessoas sem visão de futuro, não sabem do propósito para sua vida pessoal, e, na verdade, não se preocupam com isso, suas expectativas se resumem em ‘assistir’ a vida passar. Aproveitam o que querem, criticam o que não gostam, e julgam tudo e todos a partir de sua satisfação pessoal. Não se engajam em nenhum projeto e sempre acham que o futuro não vai chegar. São aquelas pessoas que não se preocupam se os tempos mudaram, ou se a linguagem que usam está adequada à geração que está à sua frente.

O segundo tipo são pessoas com visão de futuro. Estas têm noção da sua vida em termos globais. Conhecem qual é o seu propósito existencial e o que é cumprir uma missão no mundo. Essas pessoas se preocupam com o futuro porque sabem que devem estar atentas a todas as mudanças. Essa consciência de sua realidade os leva a ter uma vida balizada em planejamento pessoal. Tais pessoas são capazes de fazer grandes esforços para mudar e percebendo as necessidades disso, dispõem de seus talentos e dons para a edificação de uma realidade melhor e profícua.

Afinal, sem sonho a insignificância prevalece... Há pessoas com sonhos pequenos e fúteis, que só resultam em um sorriso amarelo... Sem visão de futuro se esquecem de que o grande sonho faz a diferença. Os que admitem isso não vêem nada a sua frente, se transformam nas pessoas que só se espantam apaticamente com o que aconteceu com elas, com os outros ou com o meio em que vivem. Essas seriam as do terceiro tipo.

Para tanto, estar disposto a fazer o necessário para transformar sonhos em realidade é sonhar junto. Os apáticos e os que apenas cobram, sem nunca dar sua contribuição, possivelmente nunca sonharão e nunca participarão desse processo. Minha esperança é que com visão de futuro possamos dar um amanhã fabuloso aos que virão depois de nós...