quarta-feira, 9 de junho de 2010

Escolhendo melhor as batalhas...

Um pensador disse certa vez: “O coração e a espada vivem juntos num campo de batalha". De fato, no entanto, escolher as batalhas a travar é tão importante quanto ganhá-las. Diante das oportunidades da vida travamos batalhas que nos levam a criar um problema de grandes dimensões para nós mesmos ou simplesmente aproveitamos a chance para crescer.

Escolher que batalhas travar com o máximo de sabedoria possível, é tão importante, que no momento apropriado pode ser a chave para ganhá-las. Por isso, sempre trava-se uma luta entre a espada e o coração no momento de decidir “avançar”. Existirão sempre ocasiões que vamos querer discutir, relutar, lutar, resistir por algo em que acreditamos.

Muitos de nós, no entanto, discutimos, relutamos, lutamos e resistimos por quase tudo. Com isso, estamos transformando nossas vidas em uma série de batalhas que, em muitos momentos, não valem nada e que muito pouco está em jogo... Aí o desgaste acontece e somos pegos numa trincheira de fadiga e desanimo.

A menor dissonância ou mudança naquilo que for comprometer nossos planos iniciais, ou se o objetivo for alvo de tropeços, parecem ser a receita para a infelicidade e a derrota. A questão é que nem sempre as coisas acontecem como esperamos, e nos deparamos com cenários da vida que adoramos, e outros que simplesmente odiamos.

Sempre existirão pessoas que gostarão de nós e outras não, que agirão da maneira mais discordante possível, e coisas que simplesmente não acontecerão. Se lutarmos contra esta realidade da vida, perderemos a maior parte do tempo travando batalhas inúteis...

A espada ou o coração podem agir da maneira mais sábia possível se decidirmos quais batalhas valem a pena ser travadas e quais podem ser dispensadas. Se nosso objetivo hoje é qualidade de vida, podemos aceitar não ver tudo funcionando tão perfeito, em favor de uma vida com menos tensão, frustração e estresse. Afinal, estas batalhas dispensáveis nos desviam por demais dos pensamentos mais importantes da vida.

Será que realmente vale a pena convencer o outro que você sempre está certo, e ele errado? Será que sua paciência está sendo satisfatória? Será que sua tolerância ao erro do outro está sendo o suficiente? Será que você não poderia deixar de ser mais impaciente com os outros motoristas no trânsito? Será que você poderia perder a discussão inútil da próxima vez?

Bem, ao invés de criarmos uma batalha maior, deveríamos sempre escolher nossas batalhas com mais sabedoria. Assim, verificando o que é realmente importante para nossa vida, passaremos a maior parte do resto de nossos dias muito mais felizes e vencedores.

Boa batalha! Que Deus abençoe as que você escolher.