quinta-feira, 27 de maio de 2010

Aonde nós formos, lá nós estaremos...

Existe uma idéia que o médico e cientista Jon Kabad-Zinn sugere com muita propriedade: “para onde você vai, é lá que você está...”. O que ele quer dizer claramente é que para onde você for, leve-se junto. Essa é a maneira simples de dizer a alguém que pare de, insistentemente, estar em outro lugar que não a realidade em que ela está inserida.

O ser humano tem a tendência de imaginar, que diante de uma situação difícil poderia estar em uma praia do Hawaii, com uma outra pessoa, numa carreira diferente, numa situação fantástica, numa circunstancia inimaginável... Assim, poderia acreditar que estaria mais feliz e realizado. Será?

Bem, existem hábitos mentais e espirituais destrutivos nas pessoas. Se a pessoa costuma se aborrecer, irritar facilmente, variar seu humor com freqüência, se frustrar a maior parte do tempo, estará invariavelmente desejando que as coisas sejam bem diferentes do que são. Contudo, esses hábitos pessoais estarão seguindo a pessoa aonde quer que ela vá.

A estratégia de “fugir” pode ser inconsciente, no entanto, não soluciona o problema quando a realidade que deve mudar pode ser sumariamente a do interior do ser humano. Existem pessoas que buscam mudar suas realidades exteriores e na verdade ainda permanecem as mesmas. Insatisfeitas e frustradas, independente de onde se encontram.

A boa noticia é que o inverso também é verdadeiro. Se a pessoa é aquela que dificilmente se aborrece e se irrita, pode transformar sua realidade, mudar de companhia, de carreira e continuar sem o desejo de “fugir”. Isso retrata uma realidade interior organizada e que é fundamental para despertar o desejo de ficar é transformar a dificuldade em oportunidade.

A nossa vida é uma viagem fantástica, mesmo que você não concorde com isso. Entretanto, é uma viagem que se faz conscientemente de dentro para fora, e não ao contrário. De fora para dentro as nossas realidades mais cruciais não mudarão, e a viagem se torna um passeio.

Quando mais nos concentramos em ser pacíficos onde estamos, em vez de nos imaginar em uma ilha do Pacífico, mais sentiremos a Paz, no presente. Na medida em que nos encontramos com nossas possibilidades, experimentamos o novo, e carregamos conosco essa Paz, vamos perceber uma verdade existencial: Aonde nós formos, lá nós estaremos...

domingo, 23 de maio de 2010

“Era uma vez” Heróis e Aprendizes...


Não somos educados para enfrentar os finais infelizes... Ou transformar a adversidade em oportunidade. “Finais felizes” são frutos de uma pedagogia americana, onde na arte ocidental, recheou mais recentemente os desenhos animados de Disney, o cinema americano, e outros segmentos do gênero, apesar da idéia de que os heróis americanos, mesmos resolvendo todos os problemas são sempre solitários. Herói americano é sempre infeliz no amor...




Assim, somos vítimas de um universo lúdico que permeia o nosso imaginário e nossa espiritualidade desde a infância com uma idéia singular de felicidade. Esse universo sempre começava com “era uma vez” e terminavam com o “e foram felizes para sempre”. Se de um lado, construiu-se uma noção de desejos e aspirações ligados a uma realidade da qual não se toma parte, por outro, o ideal de uma vida feliz e de realizações nos relacionamentos se encontram muito distantes da realidade de muitos.
Para tanto, alimenta-se um ser humano com sonhos e esperança de um mundo perfeito em que todas as dificuldades são superadas apenas pelo fantástico e mágico... A própria relação a dois é nutrida por um ingênuo desejo de uma vida feliz a partir da realização dos sonhos, que em um dado momento, como que por encanto, seriam finalmente consumados em uma vida sem problemas num mundo de fantasias.
O problema é que as histórias terminavam aí, e ninguém se arrisca muito a falar do que vem depois. Os desafios a serem vencidas, as perdas comuns e incomuns, os questionamentos da relação, a tolerância da convivência, as necessárias divergências, e as redescobertas constantes não são lembradas. Quais seriam as possibilidades para outros finais possíveis?
A idéia de “ser feliz para sempre” pode ter o sentido de que é possível construir a felicidade a partir de vidas unidas em torno de um mesmo sonho e de muitas responsabilidades partilhadas. Não é fácil, mas é possível.
A maior oportunidade nesta caminhada surge quando além da felicidade se enxerga o amadurecimento pessoal, que se soma a realização do que é possível realizar dia a dia. Curiosamente, a maioria dos nossos problemas está ligada aos relacionamentos afetivos, e eles ganham a dimensão relevante exatamente porque nos machucamos e magoamos muito mais, justamente com quem mais amamos. É o famoso conflito entre o que eu quero e o que eu posso, tanto para mim quanto para o outro. Seria por isso que os heróis americanos são solitários?
Ser feliz consiste no fato de que vidas se habilitam a começar juntos, sem que isso seja uma ameaça para a sua individualidade e do outro, sem violar o seu direito e do outro de serem felizes. Não quero ser herói americano. Quero ser um aprendiz. Quero aprender com qualquer final e ser feliz apesar de como terminem. Afinal, não nascemos prontos. A vida é resultado de aprendizagem.
Poderíamos contar então que: Era uma vez erros e acertos, fracassos e sucessos que nos tornaram capazes de continuar tentando, e de tentar de novo até construirmos a chance de recomeçar e viver o nosso final sempre feliz, apesar de... Que tal?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VIDA DE VAQUEIRO

VIDA DE VAQUEIRO
O documentário do diretor e cineasta ARY VASCONCELOS(Vadinho)

O documentário mostra um pouco da vida do vaqueiro no sertão Pernambucano,
com Força, Garra e Coragem estes bravos guerreiros da caatinga nunca esquecem seus costumes e sua tradição.
Este documentário tem uma duração de 20min.

Mais uma produção
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Contatos: 55 (87) 8821-5360 / 8833-4823 / 8818-0962
E-mail: digitalvideofilmes@hotmail.com
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Salgueiro / Petrolina-Pernambuco-Brasil