quinta-feira, 15 de abril de 2010

Qual o seu propósito de vida?


A espiritualidade é o canal, meio de diálogo e comunhão entre a mente racional e o centro de todo o ser, e, por essa razão, é importante que esse canal não esteja rompido e fragmentado. Para tanto, o passo a ser dado é adotar a busca do desenvolvimento daquilo que chamamos de Inteligência Espiritual (QS - Spiritual Quocient).

Em busca de Significância (Propósito de vida), Transcendência e Comunhão o ser humano da pós-modernidade reage a modernidade desenfreadamente. Porém, a própria situação civilizacional promove nessas buscas muitas contradições. Ao mesmo tempo que se gera a capacidade globalizante de romper fronteiras e preconceitos, tornando-a mais inclusiva, cria-se outras fronteiras e preconceitos, tornando-a extremamente exclusiva e violenta.

O ser humano tem se excluído de si mesmo, tornando-se imaturo espiritualmente. Leve-se em consideração que quando falamos de Espiritualidade não estamos falando de Religião. Afinal não são sinônimos. A Igreja Católica no Concílio de Constantinopla estabeleceu o dogma de que o ser humano é formado apenas de 'corpo' e 'alma', tendo-se eliminado o 'espírito' de sua constituição. Estabeleceu-se ainda que a alma tinha algumas 'características espirituais'.

Por esse motivo, estando ausente do vocabulário oficial da Igreja Católica, que até há alguns séculos ditava no ocidente os costumes e conceitos ligados à espiritualidade, a palavra 'espírito' passou a ter múltiplas conotações.

Hoje entendendo da Espiritualidade como a principal das “múltiplas inteligências” humanas, o desenvolvimento do QS, passa pelo resgate da contemplação, no propósito de rejuntar, reunir esta fragmentação humana. Aquilo que chamo de avaliação contemplativa. A contemplação é uma espécie de visão espiritual a que, pela sua própria natureza, tanto a razão como a fé aspiram. É um exercício de busca pelo conhecimento demasiadamente penetrante para poder ser apreendido em imagens, palavras, ou mesmo conceitos claros. Pode ser sugerida por palavras, por símbolos, mas, no momento em que procura indicar o que conhece, “o espírito contemplativo retira o que disse e nega o que já se afirmou”.

Entretanto, diante da conscientização constante das realidades interiores e exteriores, faz-se necessário alimentar desejos de mudança, com base na reorganização e integralização (ser centrado) espiritual. Esse é outro passo fundamental para enfrentar os conflitos pessoais, já que o enfrentamento das mazelas interiores requer coragem, humildade e liberdade.

Surge então a auto-superação, onde o objetivo é a reconstrução da saúde nas relações com o sagrado, com o semelhante e consigo mesmo. Como mesmo resume a espiritualidade cristã diante da lei mosaica em comissionar o ser humano a Amar ao Criador, Amar ao próximo (o semelhante e o meio ambiente) e amar a si, conforme esta escrito no livro de Mateus 22 versos 37 e 39.

Assim sendo, busca-se uma oportunidade de ser capaz de responder sobre o que o ser humano faz de sua vida. A capacidade de declarar a missão pessoal é desenvolvida pela consciência em si, de que missão é um ato de acolhimento, e o reconhecimento de que, passando pela vida a pessoa tem consciência do papel significativo que ela deve desempenhar no mundo. A grandeza desta descoberta é um divisor de águas do que se produz, mas também a libertação de uma inteligência que fala e atua através da pessoa.

Seja você um ser inteligente espiritualmente! Posso ajudar você, mas a resposta da pergunta é sua responsabilidade...