sexta-feira, 26 de março de 2010

Beijando a Felicidade


Existem as coisas que queremos fazer e não devemos, coisas que devemos fazer, mas não podemos, e as coisas que podemos fazer, mas não queremos... A busca da felicidade é algo que está na espiritualidade desta ação. O que queremos, devemos e podemos fazer nem sempre está alinhado, e sabemos bem o que nos impede a fazer as três coisas ao mesmo tempo. Um problema patrimônio do coração humano, é que na maioria das vezes, as três ações não acontecem juntas no decorrer da vida.
O maior desejo humano é o da felicidade. Mesmo que as pessoas digam que, o que todo mundo quer é dinheiro, fama e poder, o que está por de traz disso é a convicção de que essas coisas possam trazer a tão desejada felicidade.
Então, o que trás felicidade ao ser humano? Sabe-se que ao longo da história do pensamento humano, a felicidade pôde ser vista por três ângulos diferentes. O prazer, a paz interior e a conquista do sonho.
O prazer é resultado de uma experiência efêmera, e em um mundo que valoriza o princípio hedonista, a felicidade pode ser um sinônimo de prazer. Porém, felicidade não é prazer. Contudo, não há felicidade sem que ela seja prazerosa. Assim, como felicidade não é alegria, também não há felicidade sem alegria. Como parte do nosso aprendizado sabemos que o prazer acontece quando há recompensa, principalmente quando esta é representada pelo reconhecimento que nossas realizações possam produzir, remunerar e trazer poder. Só que a felicidade vai além da recompensa, meus queridos...
Quanto a paz, não me refiro à ausência de guerra, e sim, a paz apesar de todas as coisas. Aquila que alguns chamam de “Shalom”. Na pós-modernidade, temos pouco tempo para sentir paz interior. O mundo nos puxa para longe de nós mesmos, do outro e de Deus. Porém, a felicidade também não é apenas paz interior.

Contudo, pessoas belicosas, estressadas, divididas não são pessoas felizes., mas por vezes, sem o conflito não cresceremos e não nos desenvolveremos. Não nos desenvolvemos em meio a um mar de tranqüilidade... Para crescermos, precisamos da tensão, dos problemas, e isso é a mola da civilização.
Para tanto, a passividade, acomodação, a conformidade, não são amigas da felicidade. Ser feliz é realizar sonhos. Só realizamos sonhos e conquistamos, por meio de planejamento e trabalho. Se você não está feliz com algum projeto pessoal, isso acontece... Entretanto, olhe para o lado... Você pode reconhecer no outro alguém que tem um projeto de precisa de você. Inclusive precisando uma chance para viver.
A grande verdade é que precisamos encontrar nosso propósito de vida, o sentido da nossa existência. Nele, chegaremos muito mais perto de fazermos o que queremos fazer, quando devemos fazer, e podendo fazer. Quando as três coisas acontecerem ao mesmo tempo, aí sim, beijamos a felicidade...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Negociando desde o berço...


É melhor conhecer demasiadamente bem uma área específica ou ser capaz de se movimentar entre por todas, ainda que mais superficialmente? Quais características o mercado está buscando de um profissional atualmente? Essa é a velha questão entre o generalista e o especialista. Afinal, quem é mais necessário?

Na minha lembrança, o maior exemplo de um generalista é do deus romano Mercúrio, deus dos mercadores, dos negócios, da eloqüência, dos viajantes. Aliás, a palavra Mercúrio deriva da mesma raiz das palavras comércio, mercado e mercenário, do latim merx, ou mercadoria. Muitas vezes, Mercúrio (também chamado de Hermes pelos gregos) foi representado com uma bolsa em uma das mãos e, na outra um ramo de oliveira e uma clava, o primeiro, símbolo de paz, útil ao comércio, e o segundo, da força necessária ao tráfico.

Aprendemos a negociar desde o berço. Esta arte é intrínseca ao ser humano. Quem já não presenciou um recém nascido chorando para tomar leite, ou para que resolvam sua dificuldade? Existem estudos que apontam que aos seis meses de idade a criança aprende a mentir no choro para conseguir o que quer. Isso é de fato negociar!

Também recém nascido, Mercúrio fugiu do berço assim que sua mãe adormeceu. Ele tinha um plano, uma provocação em mente. Seu objetivo era roubar o rebanho real, que na madrugada, era pastoreado pelo deus Apolo. Mercúrio conseguiu tal façanha. Seu irmão Apolo levou-o à presença de Zeus e exigiu a devolução do rebanho. Sem sucesso, Zeus ordenou a ele que confessasse o roubo e devolvesse os animais.

Apolo pensou em negociar as vacas roubadas, trocando-as pelo instrumento musical de Mercúrio, a Lira. O deus dos negócios achou pouco para tal maravilha. Foi-lhe então oferecida uma varinha mágica que transformava o que tocasse em ouro. Apolo ganhou a lira e Mercúrio o caduceu, que se tornaria um de seus símbolos. Os dois irmãos se reconciliaram para sempre e tornaram-se inseparáveis. Mas mesmo perdoando o irmão, Apolo lhe deu o nome de rei dos ladrões, que o acompanhou por toda a história.

A multiplicidade das funções de Mercúrio era verdadeiramente extraordinária, e o mais ativo dos deuses chega muitas vezes se lamentar com tais palavras: “Desde o romper do dia, devo levantar-me para varrer a sala do banquete; depois, quando já estendi tapetes para a assembléia e pus tudo em ordem, preciso ir ao pé de Júpiter, a fim de levar ordens à Terra, como verdadeiro correio. Mal regresso, ainda coberto de pó, devo servir-lhe a ambrósia, e antes da chegada do escanção, era eu quem lhe dava o néctar. O mais desagradável, porém, é que, único entre os deuses, não fecho olho durante a noite, pois tenho de conduzir as almas a Plutão, levar-lhe os mortos e sentar-me ao tribunal. Os trabalhos do dia não têm fim; além de assistir aos jogos, de fazer o papel de arauto nas assembléias, de dar aulas aos oradores, encarrego-me, simultaneamente, de tudo quanto diz respeito às pompas fúnebres."

Lembrou de alguém? Bem, Mercurio é o generalista que toda equipe queria ter.

Se você já negociava desde o berço, atencão! Você pode estar fazendo uma grande falta em uma grande empresa ou em uma mudança necessária.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma pergunta crônica sobre Liderança


Uma pergunta crônica sobre liderança é: A liderança é nata ou se aprende? Bem, existem correntes de pensadores e estudiosos sobre o tema que apresentam visões diferentes sobre o gênesis da liderança. Pertenço ao grupo que considera a liderança nata. E que apesar de poder ser desenvolvida em todos, aqueles que têm vocação para tal sempre serão os mais destacados, requisitados e promissores por sua eficiência e eficácia na arte de liderar.

Uma ilustração que sempre uso ao trabalhar o tema, é a de trazer a nossa memória a imagem de crianças muito pequenas brincando em um parque de diversões. Sempre identificamos no meio delas aquela que conduz o grupo, que leva as outras crianças para os brinquedos de seu interesse e conserva carismaticamente os pequeninos a sua volta.

Peter Drucker, o “pai da administração moderna”, há décadas lançou esta pergunta na atmosfera dos negócios. Tornar-se um líder não necessariamente vem a ser um bom líder. Por mais que se repita esta frase, fico impressionado como as organizações não a levam a sério na hora de preparar e selecionar seus futuros líderes.

Centenas de publicações apresentam as dificuldades que as organizações estão enfrentando por elencar líderes fracos e despreparados para conduzir grandes projetos e equipes. Esses mesmos líderes acabam por não reconhecer suas dificuldades e fraquezas, e não modificam seu comportamento... O resultado desta prática tem por promover algumas situações: O descrédito do líder em questão, a divisão das forças propulsoras de mudanças, o enrugamentos organizacional e seu possível colapso.

Drucker dizia que se você não é um líder nato (são poucos os que geralmente o sabem que são) o melhor caminho é procurar qualificação e, sim, aprender a liderar, da mesma forma que você aprendeu matemática ou português. A qualificação também de nada adianta se você não tiver atitude de líder. E isso é nato!

O próprio Drucker deu a dica das oito atitudes essenciais de um bom líder: Perguntar sobre as providências a serem necessariamente tomadas; Buscar as coisas certas para a organização; Ter um plano de ação claro; Não fugir das responsabilidades; Ser um bom comunicador; Ter foco em oportunidades, não em problemas; Transformar as reuniões em acontecimentos produtivos; Usar o pronome pessoal “nós” e evitar o “eu”.

Lembre-se que quando Deus chamou o povo Hebreu para sair do Egito, Ele não gritou para todos: Saiam daí!!! Pelo contrário, separou um grande e preparado líder e lhe deu essa missão. Moisés a cumpriu brilhantemente.

Portanto, se você é um líder ou deseja ser um líder, observe sua atitude, busque crescimento e qualificação, sempre!


terça-feira, 9 de março de 2010

Aula de Estratégia com James Cameron

Como será que surge um filme tão inovador como Avatar? Como pensa o diretor de cinema responsável pelo filme mais rentáveis da história? Como se materializa uma visão tão inovadora? Nos 18 minutos abaixo, você irá encontrar uma história sobre curiosidade e perseverança. A visão que Cameron tinha para Avatar teve que esperar anos, até que a tecnologia para colocá-la na telona, estivesse disponível. Nesse meio tempo, ele teve que ir explorando territórios novos, desenvolvendo tecnologias e ir aprendendo com o processo. As três lições aprendidas são: curiosidade é a coisa mais importante que temos, imaginação é uma força que pode manifestar uma realidade e o respeito do seu time, é mais importante do que qualquer prêmio. Fonte HSM on line

Saber Comunicar não é Saber Falar

sexta-feira, 5 de março de 2010

Quando o peixe aprodrece...


Aprendi como toda criança praieira a saborear um bom peixe, orientado por meu pai. Meu velho, que é um bom degustador dos pratos marinhos, sempre me ensinou a escolher o peixe de acordo com o prato a ser servido, e a encontrar o rico momento de oferecê-lo aos amigos. Como não poderia deixar de ser, continuo por apologia e testemunho a garantir a sua afirmação paternal de que “peixe bom, é peixe do mar, pois peixe de rio tem gosto de terra...”.

Tenho certeza que, qualquer um que saborear um bom Sirigado ao molho de camarão, uma fritada de Cioba, uma Garoupa ao molho de tomate, um Beijupirá na telha, ou uma Agulha branca frita como tira gosto, deixará qualquer Dourado em orfandade...

Entretanto, lembrei que saborear um bom peixe pode ser uma experiência na espiritualidade cristã...

A palavra grega para peixe é "Ichthys". Já no primeiro século, os cristãos formaram um acrônimo a partir desta palavra: Iesous Christos Theou Yios Soter, significando: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. O peixe tem outras referências simbólico-teológicas também, pois Cristo alimentou cinco mil pessoas com 2 peixes e 5 pães (uma refeição que nos recorda que a partilha amorosa é sempre uma festa), e também desafiou seus amigos a serem "pescadores de homens"...

Lembrei-me também, que a Água do batismo praticado por imersão na Igreja Primitiva, criou um paralelo entre peixes e convertidos, e que no segundo século, um dos pais da igreja, o teólogo Tertuliano, observou isso desta maneira: "Nós, pequenos peixes, seguindo a imagem do nosso Ichthys, Jesus Cristo, somos nascidos na água".

De fato, gregos, romanos, e muitos outros povos utilizaram o símbolo do peixe antes dos cristãos. Porém o peixe, ao contrário da cruz, por exemplo, atraiu pouca suspeita, tornando-se historicamente um emblema cristão secreto e perfeito para crentes perseguidos nos primeiros séculos. Sabemos que na história da perseguição romana aos cristãos, eles utilizaram a marca do peixe para selar encontros em lugares reservados, como nas catacumbas (lugar escolhido comumente para reuniões, estudos e orações nos primeiros séculos), ou para distinguir amigos de inimigos.

Nenhum símbolo significa a mesma coisa para todas as pessoas, em todos os momentos. Para tanto, os primeiros cristãos conseguiram transformar o peixe em um poderoso símbolo demonstra uma interpretação criativa e o poder das relações humanas, ante a uma ignorância ou a tendência de sincretismo. Infelizmente, o cristão de hoje na maioria das vezes, não entende nada quando vê esse emblema, e muitas vezes só recebe o nome de cristão por batizado e não por uma vida que tem um propósito de seguir as palavras do Cristo vivo.

No entanto, não existe caminhada sem liderança, pois a sociologia nos mostra que a ordem sempre será necessária para a vida social. Assim, podemos não aceitar sermos líderes, mas concordaremos sempre que um exército de cervo comandados por um leão é muito mais temível do que um exército de leões comandados por um cervo... Por isso, o próprio Jesus nos lembra hoje que somos chamados para sermos leões que pescam e cozinham para o homem “descentrado” da pós-modernidade...

Não existe peixe sem cabeça, nem em rio e nem em mar. Somos chamados para uma liderança sadia e multiplicadora sempre! Somos chamados para múltiplas lideranças e relacionamentos. Somos chamados para ser cabeça!

Conhecendo mais sobre o Ichthys dos cristãos aprendemos mais sobre o valor do pescado, sobre qual está o cheiro fresco do bom peixe. Ele nos faz atentar que quando o cheiro de nossa liderança não está bom, é porque o peixe está apodrecendo e ainda não servimos a ninguém.

Ah, sabe o que meu pai me dizia sobre isso? Que quando o peixe começa a apodrecer; começa pela cabeça...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Inteligência Coletiva...



Tudo estava combinado para realização de um show da banda em Chicago, para executar o Hit I gotta feeling, na abertura da nova temporada do programa da apresentadora.

A surpresa ficou por conta da atitude da platéia, que realizou a maior ação de flash mob, que se tem notícia. Sem que Oprah soubesse, will.i.am criou com um grupo de dançarinos uma coreografia e chamou 800 fãs para o espetáculo de TV. As 800 pessoas aprenderam os passos e ensinaram para mais de 20.000.

Oprah não acreditou no que viu e o viral promocional deverá causar muitos comentários ao redor do planeta. Por trás da mega ação estava a T-Mobile. Assista o vídeo.