quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tem um tubarão no seu tanque?


Adoro comida japonesa. Um uramaki, um bom tekamaki, um suchi bem feito me dão sempre água na boca. É sabido que para um bom suchi o peixe não pode ter sido congelado, e é sumariamente importante para a qualidade e o sabor que ele esteja bem fresco. Afinal, os japoneses sempre adoraram peixe fresco.

Recentemente, descobri em uma reportagem que há décadas as águas perto do Japão não produzem mais fartura de peixes. Isso levou o aumento, ano a ano, de a frota pesqueira japonesa ter como objetivo pescar cada vez mais longe da costa nipônica. Porém, com o tempo, quanto mais longe os pesqueiros iam, mais demorava em o peixe chegar. Quando a viagem durava vários dias o peixe não era mais fresco e congelar o pescado tornava-se uma decisão inevitável. Sendo assim, o gosto e a qualidade destes peixes ficavam longe do exigido pelo paladar japonês.
Diante disso, as empresas de pesca instalaram grandes tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e acomodar os peixes em tanques, que se tornavam pequenos dada a quantidade do pescado. Assim, depois de dias, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Todos chegavam vivos, porém esgotados, apáticos e abatidos. Por não se mexerem por dias os peixes perdiam o gosto característico do puro frescor e os japoneses ainda podiam notar a diferença no gosto.
Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Então, como os japoneses resolveram esse problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?
A solução encontrada pelas empresas foi estranhamente simples... Hoje, para conservar o gosto de peixe fresco colocam os peixes dentro de tanques nos barcos, mas também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. Com isso, o tubarão come alguns peixes, entretanto a maioria dos peixes chega "vivíssimo" e bem fresco nos portos. Isso tudo porque eles são desafiados dentro dos tanques...
A vida é um tanque que nos leva ao porto. Ou se chega congelado, apático, abatido, não se chega, ou se oferece um grande sabor de frescor para quem se relaciona com você a cada jornada.
Portanto, ao invés de evitar desafios, nade entre eles! Vença-os! Tenha prazer nesta disputa, pois só com o tubarão no tanque é que descobrimos o quão longe podemos ir. Se os desafios são muito grandes e numerosos, não desista, planeje e alcance o porto! Busque sempre mais competência.
Alguém já disse que “se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
Eu também acredito nisso, pois tem um tubarão no meu tanque... E no seu?