sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quanto de conhecimento e de iniciativa você tem?

Não quero fazer apologia a motivações belicosas, mas quando pensamos em desenvolver estratégias para vencer as dificuldades diante de nós ou dentro de nós, pensamos em alguns conquistadores da história, que planejavam bem a conquista dos seus objetivos.

Um desses disse certa vez: “A estratégia é a ciência do tempo e do espaço. Sou menos avaro com o espaço que com o tempo. O espaço, podemos reganhá-lo. O tempo perdido, jamais.”.

Em tempos que o espaço é curto e o tempo é ínfimo podemos afirmar que para planejamos estrategicamente devemos considerar a essas palavras de Napoleão Bonaparte.

Entretanto, as questões que consistem em motivar as nossas estratégias de mudança de vida ou mudança organizacional têm por primo-traço uma entendimento claro de quem pode nos ajudar a conquistar o que queremos e quem pode nos atrapalhar.

Lembrei então de algo que Napoleão usava para escolher aqueles que iriam ajudá-lo em suas conquistas e como ele fazia para selecionar os mais relevantes parceiros na realização dos objetivos. Bonaparte sempre selecionava, segundo seus critérios, os integrantes de suas tropas em quatro possíveis perfis para ocupar os espaços da realização. Eram eles: Os ignorantes sem iniciativa, ignorantes com iniciativa, inteligentes com iniciativa e inteligentes sem iniciativa.

Os ignorantes com iniciativa não eram admitidos em suas tropas. Esses ele expurgava assim que os identificava. A falta de conhecimento com iniciativa pode causar um verdadeiro estrago na batalha. Decisões bem motivadas que vêm da parte de quem tem pouco ou nenhum conhecimentos destroem a vida do indivíduo e das organizações. Outro grupo era constituído de ignorantes sem iniciativas, eles eram colocados na frente do combate (“buchas de canhão”). São os que não fazem mal a ninguém e devem fazer parte da grande força coletiva na batalha pela conquista da mudança. Havia o grupo dos inteligentes sem iniciativas, que eram colocados como oficiais. Esses, se bem conduzidos e liderados formariam bons realizadores das tarefas. São grandes parceiros em nossa vida e na vida organizacional. Já os inteligentes com iniciativa eram colocados fora do grupo de batalha. Esses constituíam sua comunidade de estrategistas, que tinham liberdade de sugerir e planejar as ações a executar. Esses eram seus generais.

Certamente podemos reconhecer o real motivo de sermos os nossos próprios generais ou saber escolhe-los muito bem. Contudo, devemos olhar para o planejamento estratégico de nossas vidas e organizações convictos de que quanto mais conhecimento tivermos juntado à produção de nossas iniciativas mais estaremos conquistando novas fronteiras pessoais.

Fica então a pergunta: Quanto de conhecimento e de iniciativa você tem?