domingo, 27 de setembro de 2009

Amai ao Vizinho como ti mesmo...

É de Cora Coralina a afirmação: “Vizinho é mais que parente, pois é o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente...”. Quando estive na cidade de Goiás, no Estado de Goiás, oportunamente visitei a casa da poetisa (hoje transformada em museu) e percebi que na época em que ela fazia seus doces e escrevia suas poesias, inevitavelmente, partilhava suas guloseimas e rimas com seus vizinhos, dada a característica da arquitetura colonial de sua cidade.

Sabe-se que a história da palavra vizinho, do inglês Neighbor - que também pode ser traduzido como “próximo”, está marcada pela passagem bíblica de Lucas 10:25-29, em que Jesus é questionado por um doutor da Lei mosaica sobre como herdar a Vida Eterna. Ele responde a indagação com a seguinte sentença “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao próximo como a ti mesmo”. Ironicamente, aquele teólogo judeu então perguntou: E quem é o meu próximo?

Em resposta Jesus conta uma parábola que descreve a situação de um judeu que havia sido roubado e açoitado por ladrões, e estava quase morto numa estrada. Então, passando pela estrada um sacerdote judeu cruzou o homem e não deu bola. Em seguida, passou pelo local um Levita do Templo de Jerusalém e também não deu atenção ao moribundo. Passando por ali um viajante de uma região vizinha chamada Samaria, a qual era odiada pelos judeus, parou, cuidou de suas feridas, e lhe deu assistência. Esse “bom samaritano” ficou famoso... Jesus diz que o vizinho daquela vítima seria aquele teria agido com misericórdia e compaixão para com ele.

Afinal, quem é o meu vizinho? Amar ao próximo como a si mesmo talvez seja muito mais difícil ou mais fácil, se o termo “próximo” tivesse se mantido ao seu significado etimológico. A forma da palavra Neighbor, vem de Nahgebr do Inglês antigo, cuja extensão significa "companheiro", provavelmente atribuído à preocupação cristã com o tratamento das pessoas, umas para com as outras, como na passagem de Lucas 10, que insta o amor ao próximo, ou seja, ao nosso vizinho.

A pós-modernidade tem cada vez mais transformado os nossos vizinhos em estranhos e pessoas desconhecidas. Como amá-los então? Comecemos olhando para as pessoas que estão machucadas pelos caminho, cuidemos delas e ofereçamos o nosso auxílio. Talvez amanhã estejamos nós sendo ajudados por algum vizinho também...

O Dia do Vizinho é comemorado em muitos municípios brasileiros e em Santa Maria – RS, o “Dia Municipal do Vizinho” sempre se realiza no terceiro domingo de agosto, promovido pelo Jornal A Razão. Este ano por motivos maiores acontecerá dia 27 de setembro. Ótima oportunidade para amar ao próximo, melhor dizendo ao “vizinho”...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Homo-Ludens que joga, decide...

Sempre que estamos abertos a novas possibilidades, percebemos que as oportunidades se transformam em “atalhos” para o início da realização dos desejos e dos sonhos. A capacidade de mudar o leme e traçar uma nova rota, seja na vida, no grupo, na comunidade, na empresa está engastada na capacidade de decidir.
Decisão é algo que para muitos não consta no dicionário de suas vidas. Existem pessoas que tem como resultado de sua educação, de sua história de vida, a infeliz dificuldade de tomar decisões. São indivíduos frágeis emocionalmente, dependentes financeiramente, oprimidos socialmente, apáticos espiritualmente, mesmo quando intelectualmente privilegiados.
Quem não conhece alguém assim? São aquelas pessoas que nunca decidem. São aquelas que os outros decidem por elas, e que nunca querem deixar a “zona de segurança”, pois não gostam de correr riscos. Porém, essas pessoas ou “enrugam”, ou são esquecidas, e ficam quase sempre pelo caminho.
Mas será que decidir é arriscar? Bem, nem sempre. Contudo, o risco deve ser bem visto e entendido para que as oportunidades sejam ampliadas e as potenciais perdas sejam diminuídas na hora da decisão. Dentre várias ferramentas que podem ser usadas para gerenciarmos nossas decisões, uma delas está na capacidade de ouvir experiências relevantes. A capacidade para mudar não está nos conselhos dados, nem nas boas intenções, mas está em algo que une as pessoas na experiência de partilhar soluções. Aliás, lembro sempre de quando o amigo, consultor e professor doutor da UFSM, Rolando Soliz Estrada diz, quando vai partilhar algo, com aquele singular sotaque: “Ouça bem! Vou dar uma dica! Conselho eu não dou; dou apenas dica...”. Com isso ele colabora com as oportunidades dos seus ouvintes produzirem, não reduzindo o risco das suas decisões.
O termo “risco” vem do italiano “risicare”, que por sua vez é derivado do baixo-latim “risicu, riscu”, que significa arriscar. O termo indica que o risco significa ousadia, já que permite uma opção, e não relegar os acontecimentos para o destino. O termo significa também a colocação do futuro a serviço do presente. Risco também significa desafio e oportunidade, sendo também ponto-chave da natureza da tomada de decisões.
Arriscar é parte do jogo da existência. Afinal, o ser humano é também *Homo-Ludens*. É do jogo que nasce a cultura (os animais também brincam e jogam), sob a forma de ritual e de sagrado, de linguagem e poesia, permanecendo subjacente em todas as artes de expressão e competição, inclusive nas artes do pensamento e do discurso, bem como no jogo jurídico, na acusação e na defesa polêmica, como também, na arte do combate e na da guerra em geral.
Quando uma criança não joga, não se desenvolve, não se aventura em algo novo, não alcança o desconhecido... Se a criança joga está revelando ter aceito o desafio do crescimento, de ter a possibilidade de errar, de tentar arriscar para progredir e evoluir. Porém, não se joga sozinho. Precisa-se conhecer as regra, ser ensinado a jogar, ouvir a dica de quem já joga a mais tempo, se relacionar e observar as possibilidades.
Assim como Deus decidiu por criar a tudo e a todos, um dia um grupo se arriscou numa nova possibilidade de viver, deixando as cavernas e assumindo riscos... Decidiu.
Eles saíram da “zona de segurança”, e você?
Quer uma dica? Lá vai: Nós chegamos até aqui por uma decisão...

Corte o umbigo, comunique, e alcance o futuro com eles...

Quando reconhecemos que queremos mudança? Essa pergunta pode parecer fácil de responder, mas muitos de nós não sabemos nem o que desejamos às vezes. Mudança pode ter como resultado a inovação. Assim, quando as oportunidades e circunstâncias demandam novas atitudes; isso é inovação.
Muitos não buscam inovar pelo simples fato de desejar manter a suposta segurança. Aqueles que tentam embutir medidas de segurança para evitar erros. Entretanto, mesmo o sucesso quanto o fracasso apontam para a direção onde as mudanças acontecem. Deve-se então estabelecer uma política para que a mudança aconteça adequadamente.
Para tanto, a harmonia é prerrogativa no estabelecimento das mudanças. Alguém já disse que mudança inovadora é o resultado persistente de trabalho e de planejamento, com atenção às necessidades do processo, às alterações da estrutura do meio, às mudanças em termos de modos de percepção, significação e conhecimento.
É nisso que a espiritualidade e a inovação se beijam. A inovação exige que se coloque ordem em a vida interior. Aí aparece a espiritualidade e a necessidade do seu papel fundamental no equilíbrio e na maturidade da vida. Quando se deseja ter um espírito inovador que formule uma política de mudança inovadora, está na hora de colocar em ordem também o mundo interior.
Em primeiro lugar, novidade não é inovação. Fazer diferente não é suficiente, e criar o novo não é o bastante. Pode-se ser vítima das armadilhas que surgem de surpresa. Por isso a tentação do novo pode roubar tempo, recursos, energia e deixar o fracasso de troco. É preciso refletir sobre valores primeiramente, e considerar sua importância no sentido da vida de todos. Por isso devemos sempre perguntar se isso ou aquilo terá valor para os outros também... Por que quando inovamos, não o fazemos para desfrutar solitariamente do novo.
Em segundo lugar, inovar também é preocupação com o futuro. Inovação exige continuidade. A atitude de inovar não é somente um movimento em direção ao novo. Mudar por mudar é modismo e não mudança. Mudar por mudar é superficial... Toda inovação requer um compromisso com a geração futura e a missão. A missão, os sistemas de valores, a capacidade de fazer, e os resultados são o alvo de quem está preocupado com o amanhã de todos.
Em terceiro lugar, sem a boa informação não há inovação. Qualquer processo de mudança fica comprometido se nele não se encontram informações confiáveis. Informações adequadas e confiáveis facilitam os relacionamentos, favorecem o melhor entendimento das pessoas e conquistam novos comprometidos. As pessoas devem saber o que esperam por elas e o que se espera delas... Um processo bem comunicado é o fator fundamental para que as pessoas se comprometam com uma visão compartilhada da mudança, e sigam para um novo caminho juntas.
A espiritualidade tem o papel de alimentar uma política de mudança naquilo que dá identidade ao ser humano: seus valores, seus princípios, suas conquistas balizadas em sua história. Muitas vezes, de um lado, se tem uma tendência ao engessamento, à resistência ao processo de mudança. De outro, se tem as tendências personalistas, vaidosas e as relações de poder que interferem no rumo das mudanças. Contudo, produzir a terceira coisa nem sempre é eliminar as outras duas ao final, mas também a possibilidade de gerar em todas as forças um caminho comum de esforço, considerando a capacidade transformação interior do ser humano sem o esgotamento dos lados opostos.
Se a rotina é amiga da falta de criatividade, a terceira coisa é o rompimento que nos faz seguir em frente e viver. Um dia nosso cordão umbilical foi rompido e estamos vivendo sem a placenta faz anos. Entretanto, o nosso umbigo pode nos lembrar que podemos nos alimentar da mudança e alimentar a mudança no meio em que vivemos... Pois queremos viver no futuro.
O equilíbrio entre continuidade e ruptura é o que caracteriza o espírito inovador. Por isso Inove, Corte o umbigo, Comunique bem aos outros, e Alcance o futuro junto eles!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Medo é a "mola" da sociedade...

Certa vez disse o grande advogado criminalista, Dr. Waldir Trancoso Peres, em um dos seus discursos que Freud estava errado ao apontar o Prazer (a Libido) como sendo a “mola” da sociedade. O Medo, dizia ele, o Medo é a “mola” da sociedade! Será que ele estava certo? Bem, o medo nos traz a clara sensação de que estamos vivos.
Como qualquer mecanismo de defesa, o nosso organismo encontra no medo um grande auxílio no alerta aos perigos e as ameaças que podem nos afligir e promove em nós uma reação preventiva. Isso nos prova que todos têm saúde, têm medo. Temos medo de tudo... Medo de não viver, medo de insegurança, medo do abandono, medo do fracasso, medo de ter uma vida irrelevante... Você pode estar lendo esse texto por medo de perder o tenho para compartilhar esta semana, por exemplo...
Todo sujeito tem medo de ser assaltado, de perder o emprego, de falir, de ser vitima das violências, de ser verdadeiro, perder a quem ama, de ser feliz... Mas o medo mais comum de se experimentar é o do inevitável: a Morte.
Podemos aprender que o medo não é para ser superado ou derrotado, mas para ser enfrentado. Lembro da época em que era atleta de natação de alto nível, quando meu técnico, o respeitado professor João Reynaldo “Nikita”, afirmava para seus atletas: “Vocês têm que ter um certo medo antes da prova, o medo vai deixar vocês focados na responsabilidade de vencer. Só não tenham covardia...”. Enfrentar o medo é saber que ele tem suas vantagens e pode nos ensinar boas lições. Isso nada tem a ver com covardia.
Covardia é permitir que o medo nos imobilize e impeça que tomemos as atitudes necessárias. O covarde é aquele que fica dependente de seu medo e com o passar do tempo torna-se seu prisioneiro. Entretanto, a coragem é o resultado de um alto-conhecimento que nos leva a entender quem somos, e assim enfrentar os riscos de atingir nossos objetivos. A coragem é a fruto de uma inteligência espiritual desenvolvida e amadurecida que nos ajuda a enfrentar as adversidades, tomar decisões e acreditar em nosso potencial. Coragem é enfrentar os perigos com responsabilidade, pois enfrentá-los irresponsavelmente é ser valente. Valentia e coragem nem sempre andam juntas...
O medo é muitas vezes alimentado por uma pedagogia da mediocridade. Muitos estimulam a mediocridade, pois assim não terão medo do que acontecerá no futuro. A mediocridade do presente torna o futuro previsível. Os que se sobressaem são taxados como ameaça, os que inovam como loucos, os talentosos são vistos como complicados... Tudo em nome da mesmice. Tudo em nome do medo de crescer e mudar. É melhor a padronização covarde que a diversidade corajosa.
Que bom que mudar é próprio dos seres vivos. Mudar é um processo da vida onde se sai da segurança para uma nova condição. Porém, estamos em busca de estabilidade e certezas que não nos livram de ter medo e nos acostumamos em uma zona de conforto que só faz sentido para nós mesmos.
Jesus enfrentou o medo com a oração no momento mais difícil de sua jornada até a cruz. Ele se fortaleceu para um futuro vitorioso, mas que exigia total sacrifício. Contudo, me lembro bem das primeiras palavras que Ele disse depois de ressuscitado, ainda no jardim do sepulcro para aquelas mulheres: “Não tenham medo!” (Mt. 28:10).
Como diria Trancoso Peres: “O medo é a mola da sociedade!”.

sábado, 12 de setembro de 2009

Desabafo de quem gosta de F1...

Será? Eu fiquei no chão também...

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Entre sonhos e passarinhos...

Entendemos que a celebração, por essência, é a realização dos sonhos quando esses se tornam realidade. Todo o sonho sonhado que se tornou realidade na vida do ser humano é por si só uma celebração. No entanto, sonhos são sonhados de diferentes formas... Podemos sonhar em conjunto, unidos, em comunidade, como povo, como nação ou podemos sonhar sozinhos. Muitos de nós corremos o risco de estarmos celebrando sozinhos, porque sonhamos sozinhos.

Gostaria de lembrar das palavras de um profeta de nossos dias, meu conterrâneo, o saudoso Dom Hélder Câmara, que na sua sabedoria já anunciava que “um sonho que se sonha só, é apenas um sonho que se sonha só; mas sonho que se sonha junto é realidade”.

Não podemos cair no equívoco de celebrarmos nossas realizações sozinhos, porque assim correremos alguns riscos.

Em primeiro lugar, quando celebramos sozinhos, corremos o risco de sermos excludentes. Diante das comemorações do “Grito do Ipiranga”, sempre em minha mente, e na de alguns, vem à mente aquela imagem que foi encharcada nos livros escolares de 1º grau, talvez a que melhor retrata “heroicamente” a cena histórica do 7 de setembro, o quadro do pintor paraibano Pedro Américo Figueiredo de Mello chamado “Independência ou Morte”.

Nesta pintura, talvez a mais conhecida dos brasileiros, o Imperador D. Pedro I está ao centro com a espada estendida ao céu às margens do Rio Ipiranga soltando o brado de “liberdade” à Pátria. Ladeado da guarda imperial e de uma bucólica paisagem, o “herói” desconhece ao canto esquerdo da cena um homem puxando um carro-de-boi, mau vestido e atônito, sem saber muito bem o que ali se passava. Aquela imagem nos mostra que, o que aquele homem estava vendo o impressionava, mas para ele naquele grito não se encontrava nenhum sentido. Ele estava “de fora”. Ele, talvez o mais brasileiro da cena, representava um povo excluído da festa. De fato, ele não tinha parte naquela celebração.

A quem temos excluído em nossas celebrações? A quem temos deixado de fora dos nossos sonhos? O que temos celebrado inclui o irmão, o amigo, o semelhante? O que os brasileiros celebram tem se tornado uma realidade dantes tão sonhada?

Em segundo lugar, quando celebramos sozinhos corremos o risco de sermos incompreendidos. Lembro do astronauta brasileiro que celebrava o brotar dos feijões em pleno espaço com muita

alegria e realização. Entretanto, muitos não compreenderam tanta alegria com os feijões espaciais, enquanto milhares de crianças no Brasil não têm a oportunidade de se alimentarem dignamente durante o dia, e quando muito, têm um prato diário que desconhece a palavra “feijão”.

Por último, quando celebramos sozinhos corremos o risco de ficar sem futuro. Em casa, no trabalho, na sociedade, no país e no mundo, todos ficamos cansados de “sonhar sozinhos”. Aquele que sonha só, um dia deixa de querer... Quem não quer, é porque já não tem mais esperança. Perdeu a vontade, está conformado, cansado, fatigado...

Em algumas das viagens que fiz pelo interior do estado do Rio Grande do Sul conheci a bravura e a altivez com que o Quero-Quero se comporta diante de uma ameaça. Costumeiramente, este pássaro, em alto e bom som, alerta a todos do perigo na onomatopéia de seu canto: Quero, quero... Quero, quero...

Diante do perigo do cansaço, da ameaça fadiga, da desesperança, esse destemido pássaro nos desafia com a expressão do seu cantar. Afinal, o que queremos? Que família queremos para nós? Que sociedade queremos para nós? Que Brasil queremos para nós? Que mundo queremos para nós? Que futuro queremos para todos? Que celebração queremos?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sábias palavras do meu amigo Silvino

Nós, repetidas vezes, ficamos muito seguros num aprendizado efetivado no passado. E sentimo-nos bem fundeados sobre coisas que aprendemos quando moços, perdendo, por isso, o bonde da história. Porque o bonde sempre está em movimento e com uma velocidade cada vez maior, a exigir efetivas reoxigenações.

A Universidade Brasileira somente sobreviverá se o nível de convivialidade entre os seus especialistas das áreas mais diversas for ampliado. Um docente que se preze não pode ser um especialista destituído de consistente cultura geral, como também não pode ser um generalista superficial.

Alguém me fez outro dia uma triste confissão: "Ter uma idéia nova, nesta empresa, significa ganhar 10 inimigos. Estou convencido de que, aqui, tudo se relaciona com acomodação e bajulismo". Uma radiografia desalentadora, a comprovar a veracidade do axioma acatado nos meios desenvolvidos: "A fraqueza é a força do adversário".

Contemporâneo é todo empreendedor que assimilou a lição de Hayakawa: “Se você vê somente o que qualquer um vê, pode-se dizer que, além de ser muito representativo da sua cultura, você é também vítima dela”.

Preguiça, ignorância e incompetência não são armas para quem busca transformações conseqüentes e duradouras. George Orwell costumava dizer que os jovens de classe média vão para a esquerda por desemprego, sempre cobrando dos outros aquilo que não podem oferecer. Que os postulantes, veteranos e novatos, bem assimilem o ensinamento gramsciano: “Todo grande homem político não pode deixar de ser também um grande administrador, todo grande estrategista, um grande tático, todo grande doutrinador, um grande organizador”.

Tenho admiração pelos que possuem aquilo que Blaise Pascal definia como “esprit de finesse”. E que é diretamente proporcional ao asco sentido pelos que se imaginam muito acima das divindades, sócios de Deus, igualzinho aquele ajumentado cheio de reais que entrava nas igrejas de óculos escuros para Deus não lhe pedir autógrafo.

Juntemos as nossas migalhas de esperança. Vejamos os caminhos já percorridos e que não mais satisfazem. E verifiquemos as forças que nos restam, especialmente as que fundeiam a dignidade, para que possamos ingressar num futuro sem qualquer humilhação.

Fernando Antônio Gonçalves - Intelectual orgânico e meu amigo


sábado, 5 de setembro de 2009

Chato é ser o que se é...

Só pernambucano faz isso...

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Mostra do pianista Pernambucano Vitor Araújo, uma das grandes promessas do instrumental brasileiro, interpretando essa belíssima música do Chico Buarque, "emendando" com um tema de Ray Charles.

Do Movimento Armorial ao Chico Science, De Capiba a Spock Frevo Orquestra, de Luiz Gonsaga ao Cordel do Fogo Encantado; tem muito talendo sobrando na terra de Lenine e Vitor Araújo... Brilhante terra da mistura!!!!


Multicultura nas veias, só nas veias de um pernambucano
Pode pesquisar que você vai entender o porquê.
É ch
ato ser o que se é...