sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Krisis e a decisão...

Vivemos um momento em que a palavra crise é a referência do cotidiano. Parece que estamos cada vez mais amigos do termo, que de amistoso não tem nada. Contudo, a maneira como o ser humano enfrenta a crise é o que o diferencia dos demais semelhantes. A crise pode ser um fim para uns, e um verdadeiro começo para outros.
De fato, o preço que se paga por não saber conviver com a crise (seja qual for a esfera) é marcado pelo descontentamento com a vida, pelo desânimo profundo, o conformismo constante e murmuração passiva...
A palavra “crise”, que tem origem no grego Krisis, significa separação, passagem estreita, e da mesma forma, é origem para a palavra “crivo” que separava o duto de água antigo em jatos menores. Esse termo na sua origem não tem uma motivação negativa e pode ser entendido como o inevitável momento de decidir.
Podemos ilustrar a crise como o momento em que o caminho se divide em vários e temos que decidir sobre qual devemos escolher seguir. Então, como podemos reagir à separação do caminho? Como decidir diante da Krisis?
Algumas pessoas usam como estratégia para se livrar das crises a “fuga pela tangente”, ou o “salto de banda”. É a ação do famoso jogo de cintura para sair de situações desconfortáveis e difíceis. Esse indivíduo está mais disposto a fugir do que enfrentar e resolver o conflito da decisão inevitável. Bem, infelizmente para esse, os outros decidem por ele...
Outros são aqueles que nunca acreditam na saída da crise. Diante de qualquer otimismo alheio eles sempre vêem o lado maléfico da crise. Com seu pessimismo, nunca acreditam no alcance do sucesso. Esses sujeitos se afundam mais e mais no poço em que se escondem e negam qualquer alternativa vitória sobre o problema, pois só saem da crise quando a única opção aparece: A derrota...
Não é necessário que sair em busca de uma crise para se viver. As crises sempre nos encontram e isso é inevitável. Bom é saber lidar com ela... Assim, outras pessoas vêem na crise a oportunidade de decidir e acertar a rota. São aquelas pessoas que percebem que há algo de oportuno e pedagógico na tomada infalível de decisão. A habilidade de decidir só surge quando perdemos o medo. O amadurecimento estratégico só brota quando praticamos decisões responsavelmente.
À medida que enfrentamos a crise do agora, ela nos ajudará a resolvermos conflitos da crise do amanhã com mais serenidade e maturidade. Isso é experiência. Isso é maturidade... Logo, quem não enfrenta a crise, não amadurece...
Podemos refletir sobre o fato de que a crise não é o problema em si, mas sim como ela nos atinge e nos afeta. Certamente, sua proporção está diretamente relacionada com a forma pela qual reagimos. Podemos fugir, podemos desistir, ou podemos enfrentar o problema à frente. É o “Turning Point”!
Todos nós já passamos ou passaremos por momentos difíceis, entretanto, o importante é que eles se tornem oportunidades de mudança, de crescimento, de amadurecimento em nossas relações internas e externas. Que esses momentos nos aproximem mais intimamente do Deus Criador de nossas vidas e das pessoas que nos cercam.
Não fujamos, não desistamos, mudemos o nosso olhar. Pode ser que mudando nosso olhar encontremos um caminho melhor para seguir diante da krisis da jornada. Avante!