quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Erro Crasso"...



 
Existe um conflito conceitual entre a Arrogância e a Autoconfiança. Parte de alguns líderes decidem suas posturas diante de um desafio... Na verdade, há uma diferença bem explícita entre alguém autoconfiante e outro arrogante, pois o autoconfiante, sucessivamente, vê em suas forças a oportunidade de compartilhar algo de bom com o outro, enquanto o arrogante usa suas “forças” somente para se destacar dos demais, sem ao menos se importar com o bem estar comum, notadamente preocupado em massagear o seu próprio ego.
Marco Licínio Crasso (115 a.C. – 53 a.C.) foi um patrício, general e político romano do final da Antiga República Romana, mais conhecido como Crasso, o Triúnviro. Era, possivelmente, o homem mais rico de Roma em seu tempo. Em um pacto secreto com Júlio César e Pompeu Magno, formou o chamado primeiro Triunvirato do Império Romano, para juntos, ficarem com o poder de Roma.

“A derrota de Crasso foi uma das piores derrotas militares da história romana. Esse episódio passou para a história como uma menção às falhas grosseiras do planejamento e suas consequências trágicas”.

Contudo, Crasso tinha inveja da glória e popularidade dos seus colegas triúnviros, Júlio César e Pompeu Magno. Crasso sabia muito bem que, para chegar ao status militar de seus pares, precisaria de vitórias militares e de conquistas de novos territórios para Roma. Apesar da sua notável riqueza, e mesmo não sendo um dedicado militar, ansiava pela glória dos grandes conquistadores. Por isso, arriscadamente, liderou uma campanha de invasão contra o Império Parta, em 53 a.C. (região do Oriente Médio e Ásia Central).
Acreditando ser imbatível e bem superior ao seu oponente, não planejou uma estratégia devidamente, cometendo uma série de falhas grosseiras. Com seu exército, numericamente quatro vezes maior do que o exército inimigo, confiou demais na sua superioridade e abandonou as tradicionais táticas militares romanas. Em seu árduo desejo de chegar logo ao opositor, atacou cortando caminho por um vale estreito e de pouca visibilidade. Assim, as saídas do vale foram ocupadas pelos soldados partos que dizimaram o exército romano, levando depois a morte o próprio Crasso.
A derrota de Crasso foi uma das piores derrotas militares da história romana. Esse episódio passou para a história como uma menção às falhas grosseiras do planejamento e suas consequências trágicas. Tudo por causa da Arrogância de um líder. Hoje, quando isso acontece, ouvimos a expressão: Foi cometido um “Erro Crasso”...
Uma postura Arrogante do líder, com uma visão enrijecida e fechada a opiniões, às vezes, por acreditar demasiadamente em um ideal ou em sua capacidade, pode levá-lo a cometer um “Erro Crasso”... Já, a Autoconfiança do líder origina confiança em si mesmo, sendo mantida a necessária humildade, que não significa falta de segurança ou fraqueza.
Na hora de planejar, antes de tudo, olhe para sua postura... Busque entender se você está sendo Autoconfiante ou Arrogante... O importante é entender claramente a sua atitude à frente de sua equipe, de seu grupo, de sua comunidade, diante do seu desafio futuro.
Alguém já disse que a “Autoconfiança é rir com alegria e a Arrogância é rir com desprezo”... Mas quem ri por último, certamente ri por não ter cometido um “Erro Crasso”...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

[Vida com Foco] Comprometimento 001



Você vai além do envolvimento? Qual a condição para o seu Comprometimento?
Veja a dica do Coach Fábio Vasconcelos.

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Quem é o líder completo?


Disse certa vez Charles Darwin: "Não são nem as espécies mais fortes, nem as mais inteligentes, as que sobrevivem, mas sim aquelas que melhor se adaptam às mudanças no ambiente”. Quando falamos em um “líder completo” queremos conceituar aquele ou aquela que detém qualidades e características que marcam o seu perfil como um gestor de pessoas.

Recentemente, um site especializado sobre gestão apontou o que poderíamos elencar como tipos ou roupagens de liderança. Gostaria de listá-los dessa forma:

O Coercitivo - tipo muito comum nas empresas. Comanda amedrontando as pessoas. Faz o estilo mandão, do tipo "faça como eu mando". É movido por resultados, tem habilidades para lidar com colaboradores problemáticos. Sua fragilidade é ficar muito voltado a receber e dar feedbacks negativos.

O Democrático - Consegue cooperação da equipe, confia na mesma e é muito comunicativo. Cria consenso por meio da participação do grupo. Esse estilo considera que os membros da equipe tem uma certa maturidade e conhecimento para poder participar. Sua fragilidade é que às vezes é indeciso.

O Autoritário - Comanda com firmeza, provoca mudanças na equipe, está à frente, mobiliza as pessoas para um ideal. É do tipo que motiva as pessoas a fazerem algo juntamente com ele, mas sempre do jeito dele. Sua fragilidade é ser muito critico com quem não apresenta resultados.

O Marcador de Ritmo - É de alto desempenho, do tipo que lidera pelo exemplo, voltado a resultados rápidos. No entanto, o resultado geral pode ser negativo, nem sempre as pessoas estão no mesmo patamar de energia de alguém que parte na frente. Tem como fragilidade ser muito impaciente com pessoas de ritmo mais lento, e costuma sofrer muito por esta razão.

Tem também o Paternal - constrói laços fraternais, coloca a necessidade das pessoas em primeiro lugar, e é capaz de construir uma equipe voltada aos relacionamentos. É muito bom em resolver conflitos internos. Ponto fraco: cria pessoas dependentes emocionalmente. Sua fragilidade é ter dificuldade de dar feedback negativo.

O Treinador - Costuma desenvolver muito bem as pessoas. Líder de muita ação, tipo: "tente de novo", "você pode"... Capaz de identificar pontos fortes e fracos com extrema rapidez. Tem como fragilidade alegar a falta de tempo e acredita que tudo se resolva numa sala de treinamento. Muitas vezes é preciso olhar nos olhos num dialogo verdadeiro e definitivo.

O Centralizador - As decisões são normalmente tomadas pelo líder. Esse estilo pode ser utilizado em momentos de urgência e principalmente quando os profissionais envolvidos possuem baixa maturidade para caminhar sozinhos, ou seja, estão em processo de capacitação para tal. Sua fragilidade é ter dificuldade de delegar atividades, e com isso pode desestimular a equipe; e causar queda no rendimento final da tarefa.

Ainda temos o Liberal - O líder delega poderes para um ou mais membros da equipe e fica a disposição para o que for necessário. O nível de maturidade e conhecimento das tarefas pelos profissionais da equipe, nesse caso, precisa ser bem alto para que possam desenvolver um bom trabalho. Este tipo de liderança pode funcionar bem quando os seguidores são pessoas instruídas e maduras. Sua fragilidade está no fato de que caso não exista um acompanhamento constante, orientação e monitoramento das atividades, a equipe pode ficar completamente perdida e o projeto final completamente comprometido.

O Inspirador - Serve de exemplo para os empregados. Raramente precisa dar ordem, cada um sabe o que fazer e aonde ir. Encaixa perfeitamente em equipes muito motivadas.  São frágeis na necessidade de possuir status, por isso, em alguns casos, acha que o seu caminho traçado é o melhor e perde a oportunidade de ouvir seus comandados.

O Visionário – Cria projetos em longo prazo construtivos e atraentes para a organização. Para ele, o futuro é que dá sentido à ação do presente. Liderança capaz de reconhecer talentos com facilidade. É frágil em ter problemas na realização de tarefas em curto prazo e de manter a motivação constante em sua equipe.

O Servidor - Esse se encontra na última camada da liderança. Além de saber, e saber fazer, leva seus seguidores a seguí-lo pelo proposito de vida, e conduz a todos para isso com sua capacidade de inspirar a cada mudança de cenário. Sua maior fragilidade é o desconforto que causa aos outros, os mais vaidosos por reconhecimento público.

Qual é o seu estilo? Ou você é um ser que se adapta a cada ambiente?
Minha dica é ver um Lider servidor atuando... E aprender com ele.